terça-feira, outubro 02, 2007

Uma aventura na Venezuela



O nosso convidado de hoje chama-se Luís Santos e é piloto de aviões – como qualquer outro piloto afim, não fosse a aventura bizarra (para utilizar um eufemismo), que viveu há uns anos, aquando de uma viagem à Venezuela. Para quem não se lembre, aqui vai o excerto de uma notícia da época, reportando o acontecimento:

«O pesadelo começou a 24 de Outubro de 2004 quando após uma viagem relâmpago a Caracas, Venezuela, se preparava para regressar a Portugal. Pouco antes da descolagem, a tripulação – comandante, António Smith, co-piloto, Luís Santos, e assistente de bordo, Raquel Neves – deparou-se com um amontoado de malas não identificadas no porão. Retiraram-nas da bagageira e avisaram as autoridades. A polícia deu de caras com 12 trolleys com cerca de 400 quilos de cocaína pura. Seguindo os tramites legais, a tripulação e as três passageiras – a quarta, uma espanhola, conhecida por La Rubias, decidiu à última hora ficar em Caracas – foram retidos para investigação. Foram detidos logo a seguir.»

Só pôde regressar a casa 14 meses depois. Foi uma aventura que fez correr muita tinta e que mexeu com a diplomacia dos dois países. Aquilo que, em linguagem técnica se chama um grandessíssimo aperto. Agora, passado o tempo necessário para assentar a poeira, é hora de contar como foi: o que se sente numa situação em que estamos tão fragilizados face às circunstâncias (mais uma vez, o termo técnico da coisa é «estar na hora errada no sítio errado»)?, e como se consegue ir mantendo a sanidade mental durante catorze meses com muita desesperança pelo meio?. E, alargando o âmbito da conversa para lá deste caso específico, o que, na opinião do nosso convidado, devia mudar para que incidentes destes não se voltassem a repetir (tendo em conta que os funcionários das transportadores, pilotos, hospedeiras e afins, estão constantemente expostos às «más coincidências»)?

E já que falamos em hospedeiras, que nem só de desgraças é feita a experiência: é verdade que não há piloto que não tenha um caso com uma?, hum? E porque diabo acabaram as demonstrações de salvamento, aquele prelúdio teatral que tanto animava os passageiros? E os funcionários trazem comida de casa, ou sujeitam-se à que é servida a bordo? Se sim, que gastrenterologista nos aconselham (sim, porque o vosso deve ser bom, ou já teriam um buraco no estômago). Os bancos da cabine de pilotagem, em termos sexuais, dão mais ou menos jeito que os estofos do automóvel?

Mais perguntas e comentários para o 800 25 33 33 e caixa de mensagens do blogue. A partir das 19, com Fernando Alvim.

10 comentários:

Jack disse...

PARA O GRANDE NINI UM GRANDE ABRAÇO DE TODOS OS COLEGAS E AMIGOS DA SANO-TÉCNICA!!!

(Alvim, tens de dar este recado ao teu convidado, sff)

Carla Geraldes disse...

Beijinhos e abraços do pessoal da Liga Anti-Marrecos (Sano-Técnica) para o Nini.

Anónimo disse...

Nini é um nome um bocado Gay... não acham???

Anónimo disse...

Nunca vos passou pela cabeça em ficar com as malas?

Um pedacinho de mim... disse...

Boa tarde a todos…

“Uma aventura na Venezuela?” Primeiro, ai de ti Alvim, se eu te ouvir falar mal do país e das venezuelanas…:)

Em relação à “aventura” propriamente dita…Por acaso acompanhei a história toda, primeiro porque foi algo que aconteceu no país onde nasci e claro, era inevitável não acompanhar esta “aventura” quando era a primeira notícia dos jornais…

Gostava de perguntar ao vosso convidado: como foi passar catorze meses numa prisão venezuelana? Foram bem tratado pela guarda nacional? Foram maltratados?

E é isto…

Cumprimentos

Anónimo disse...

Boas.

Queria deixar uma pergunta, é verdade que também havia produtos radioactivos entre as malas?

Vi uma foto onde se via uma mala metálica que se costuma usar para transporte de materiais radioactivos, entre as malas. Esta foto apareceu numa revista portuguesa.

Kiss pra menina da Jamaica!

João Bernardes disse...

boas

Alvim tu és o meu idolo portucalense único mesmo :D já agora adorei a tua entrada a um dos anjos num jogo de futsal ahah

acerca de ser acusado injustamente também posso dizer que epa os meus colegas como eu tirava excelentes notas diziam que eu era beneficiado, os professores davam-me as notas, fecham os olhos a isto e à aquilo mas no ano passado a fisica tirei 20 a fisica e a partir dai calaram-se pra sempre xD

isa disse...

Podes ter tirado 20 a Fisica mas a Português de certeza que tiraste nota negativa.

Jack disse...

ENTÃO E O PODCAST???

Claudio Figueiredo disse...

boas.. era so para pedir o podcast... obrigado