terça-feira, setembro 25, 2007



Fernanda Câncio é jornalista e reuniu num volume 15 das suas melhores reportagens sobre temas como a violência policial, a pobreza, o aborto clandestino, a perseguição aos homossexuais, etc. – situações bem reais mas que, para muitos de nós, que não fazemos parte daquelas minorias mais desprotegidas e anónimas, se assemelham a ficções, lidas com certa distância nos jornais ou assistidas, à hora de jantar, nos telejornais. O volume chama-se Até Não Perceber - 15 Histórias de Verdade a Caminho da Ficção e foi editado pela Tinta da China.

Vai estar hoje na Prova Oral para falar destas histórias, do que as une entre si, do quanto parecem ter acontecido num universo paralelo ao nosso quando, no fim de contas, aconteceram no quintal ali mesmo ao lado (mais sobre este livro neste post de Eduardo Pitta); e também abordar o momento actual do jornalismo de investigação, que parece – pelo tempo que um jornalista precisa para o fazer em condições e consequente encargo adicional do jornal onde trabalha – fora das prioridades do pronto-a-vestir das notícias de hoje, cada vez mais apressadas.

Perguntas e comentários para o 800 25 33 33 e caixa de mensagens do blogue. A partir das 19, com Fernando Alvim e Cártia Simão.

5 comentários:

Miguel F. Carvalho disse...

Será que ainda poderemos falar, nos dias de hoje, em jornalismo de investigação?

Olho para os jornais de hoje em dia e vejo notícias avulso, como se estivéssemos a consumir fastnews (devo ter acabado de inventar um termo novo...).

Como é que o jornalismo de investigação sobrevive se ao lado de um verdadeiro trabalho jornalístico ("Descobrimos financiamentos ilegais no partido x") num jornal de referência como o Público ou o DN, aparece um pasquim a falar-nos das novas mamas da Floribela?

E já outra pergunta acerca desse tipo de 'jornais'. Será que neste caso estamos a falar de bons e maus jornalistas? ou apenas de jornalistas e não jornalistas?

Pedro Duarte disse...

Penso que hoje em dia o jornalismo está, por assim dizes à venda. Ou seja, à venda no sentido que tudo se faz para se ter manchetes que vendam muitos exemplares, embora a forma como surjam essas noticias sejam muitas vezes questionaveis do ponto de vista ético.
Eupessoalmente, só consigo ler um jornal, que é semanário e que é bem diferente dos comuns jormais e é o Semanário económico.
A minha profissão nada tem a ver com negocios, mas são noticias que não encontro em mais lado nenhum e ao ler esse jornal sinto-me mesmo informado.
Fiquem bem...


Pedro Duarte

http://humorfotografico.com.sapo.pt

Anónimo disse...

(Jeronimo, 34 anos, de Agueda, mas a viver desde ha 2 anos na Escocia, Reino Unido)

Ola!

Durante anos comprei a Grande Reportagem, coleccionei (primeira e segunda serie). Comecei a colecionar a partir de cerca do numero 34 (a volta de 1994 ?) ate que terminou ( a volta de 2005 ??). Mesmo qdo. passou a semanal, comprava todos os sabados o JN, so para ter e continua r a coleccao da Grande Reportagem. Lia cerca de 80% da revista. Nao concordava muitas vezes com a opiniao de quem escrevia (por exemplo o MST muitas vezes defendia a liberdade dos fumadores fumarem em locais publicos, eu era fumador na altura, nao concordava que os outros respirassem o meu fumo, mas respeitava as opinioes do Miguel S. Tavares). A leitura da Grande Reportagem era optima e...... acabou.....
Para ser sincero nao me lembro de nenhuma Reportagem da Fernanda Cancio que me tenha marcado, mas lembro-me perfeitamente de ler reportagens assinadas com as iniciais FC...

Entao a minha pergunta a Fernanda Cancio e: PORQUE ACABOU A GRANDE REPORTAGEM ??? Sera que achavam que os leitores mais fieis desistiram de ler ???

Ja agora aproveito para dizer que penso que nao sou o unico ouvinte da Prova Oral a ouvi-los fora de Portugal. Gostava de pedir ao F. Alvim e a C. Simao que nas Provas Orais se dirigssem mais aos ouvintes no estrangeiro, apelando mesmo a sua participacao mais activa no programa...
Eu nao consigo ligar o 800 (porque penso que so da em Portugal), mas poderia por exemplo ligar-lhes para o 00 351 213 820 000 ..............

Um abraco e continuema levar pessoal a Prova Oral..... penso que a percentagemn de reprovacoes tem sido minima ;-)

Jeronimo

bouceiro@yahoo.com

Rui Cubano disse...

A inveja é uma coisa muito feia... trrrim-trrim... trim-trim... grau... pelinhas de pêssego...

(continua PT!)

maria da graça disse...

Olá Alvim e Raquel

Depois do excelente programa de ontem, devem estar a ressacar do prozac...certo?

Já fui jornalista e tomo diariamente e há cerca de dois anos, anti-depressivos...
será por este conjunto de factores que ainda não consegui nada do que estão a dizer hoje?

a propósito.... vai um cafezinho para desanuviar?
É que diz-se que os jornalistas têm dois vícios: cafés e divorcios!

Maria da Graça
mgpolaco@gmail.com