quarta-feira, fevereiro 27, 2008

Pai em Construção



Hoje vamos ficar a saber como se faz um pai, de quanta argila, madeira sal e açúcar precisaremos; de quantas roldanas, o calibre dos parafusos e os chip’s aconselhados (fujam de certos processadores que volta e meia o bloqueiam). Para este propósito teremos connosco Francisco Abelha, jornalista e guionista, que acabou de publicar, pela Verso da kapa, o manual imprático Pai em Construção. A sinopse:

«Pai em Construção é o derradeiro manual de sobrevivência para todos os homens que já são ou estão a caminho de ser pais. Um livro de auto-ajuda para aqueles que desconhecem que a depressão pós-parto não é um exclusivo das mulheres. Trata-se de um relato íntimo, directo e, por vezes cruel, do nascimento e crescimento de um pai, que constitui a prova cabal de que qualquer energúmeno pode dar um razoável progenitor. Um livro para ser mantido fora do alcance das mães. A eficácia das teorias aqui defendidas assenta no seu desconhecimento por parte das mulheres. Por isso, a responsabilidade de o oferecer a alguma é inteiramente sua. Se não tem tempo a perder com leituras supérfluas, não leia mais nada além deste Pai em Construção, que aborda a paternidade pela perspectiva da testosterona, destruindo alguns preconceitos e erguendo outros tantos.»

Se ontem falámos dos casais, hoje vamos falar do resultado de certas brincadeiras entre casais; e os pais estão convidadíssimos a, via 800 25 33 33 e caixa de mensagens do blogue, partilhar connosco a sua auto-construção, desde o primeiro toque, «querido, estou com um atraso de duas semanas», à convivência com aquela barriga crescente, fértil em enjoos e desejos esquisitos; os pontapés do petiz preambulando glórias várias nesses relvados internacionais, o nascimento, a surpresa de verificar que não aparecem resplandecentes como nos anúncios, os sonos intermitentes, os cutchi cutchis e sei lá que mais. E queremos igualmente que as mães participem: não há melhores testemunhas para as azelhices dos pais. É. A partir das 19, com Fernando Alvim e Rita Amado.

11 comentários:

Anónimo disse...

A maior parte das pessoas usam a desculpa da falta de um pai para um filho rebelde, gay ou similares... Eu felizmente tenho um pai mas tudo o que sou hoje não o devo a ele. Ou melhor, até devo porque ensinou-me a não ser tudo o que ele é! E não contribui em nada para o meu crescimento como homem. Descobri a o que era a virgindade quando a perdi, descobri o que eram drogas leves quando descobri a razão do cheiro intenso atrás do pavilhão da escola, etc... Hoje posso dizer que sei tudo o que preciso e sei que quando tiver um filho vou-lhe facilitar muito mais a vida! Ás vezes sinto falta que o meu pai me convide para um copo ou que va fumar um "Almeida" com ele... Já agora, obrigada pela carrinha pai! A pessoa que lá está dentro sou eu...

Maryana disse...

Eu acho essa ideia bem gira, e sp podiam inserir o Módulo "já que não evitamos pensar, pelo menos podemos fechar a matraca".

Isto pq nunca mais me esqueço de um episódio que vi . Ia um pai e seu filho aí de 5 anos a caminhar pela praia. Estava um belo dia de calor, o sol brilhava e o mar convidava a um belo mergulho. Passou uma jovem, e o pai comentou: "olha filho, que gira e boa aquela ali"; ao que o filho responde: "E a mãe?"

Bem, quase me vieram as lágrimas aos olhos e estive mesmo para fazer uma denúncia à Comissão de Protecção de Menores. Acabei por não o fazer, e olha, contribuir para o miúdo no futuro acabar como 99,9% dos homens, enfim...

Pedro disse...

Filhos.......há pessoas que não gostam da vida que têm.....depois fazem filhos.....e a vida fica pior....bazam....depois esquecem...e voltam a fazer filhos....e tornam a bazar!
São os pais modernos.

O renascer da Fenix disse...

Mais do que pai, eu tenho de ser um super pai... na minha condição divorciado, tento de 15 em 15 dias compensar a minha ausência diária à minha pequena. Não é fácil doi a sua entrega à mãe quando o meu tempo termina... mas sei que ali também tenho uma super filha...

Uma Grand Chama para todos

quarenta e dois disse...

Boas,

Ainda não o sou mas espero ser um dia; se possível mais do que uma vez!. Gostava de partilhar duas experiências que me fizeram repensar o conceito "PAI":
- a primeira - aquando da combinação para a mais que certa ida ao Rock in Rio, em 2004, para consumir os Master!Master! Metallica, um dos potenciais camisola-amarela declinou a aventura e justificou-se com algo do género: "Agora tenho um filho e também tenho de pensar nele!". Só depois percebi que tinha passado pouco tempo sobre o 11 de Março na vizinha Espanha, e Portugal tinha sido apelidado como o "Sr. que se segue!"; e eventos como o Euro2004 ou o Rock In Rio 2004 eram perfeitos para o terrorismo (quem não se lembra dos aviões quase a tocar as nossas carolas...??);
- a segunda - quando em conversa com uma amiga que se encontrava "de esperanças", ela vaidosamente afirmou: "por muito que o Pai participe e acompanhe a gravidez do filho(a), em hipótese alguma vai experimentar a sensação de estar grávida e como se dá essa evolução. Só nós (as Mães) é que nos sentimos tão - e foi precisamente esta a palavra -ESPECIAIS!
Confesso que senti alguma inveja...

Abraços

quarenta e dois disse...

ahh...já agora...uma dica...para os recém-PAIS-babados:
Nunca fiquem tristes se as primeiras palavras que o vosso filho/a disser for "MÃE", aliás, quanto mais tempo demorarem a chamar "PAI" sintam-se abençoados!
É que quando forem 5 da matola e vocês estiverem a ressonar ferozmente, e o vosso filho/a quizer algo... a palavra que vai soar será "MÃE" (uff!)

Abraço

Minnie disse...

Eu gostava muito de ser mãe... Mas tenho um namorado que é um cromo e que nunca mais decide se quer crescer ou não... :( (Não, o gajo não é teenager... Já vai para os 31 este ano... :|) E entretanto o tempo vai passando... Qualquer dia já tenho idade é para ser avó!

Se calhar devia era de trocar de namorado!... Hummm...

De qualquer forma, nao deixa de ser assustador pensar em ter filhos. Quando são pequenitos dão trabalho, mas ainda fazem o que a malta quer! Agora quando chegam à idade em que já acham que sabem o que querem, aí é que começam os sarilhos.... :S:S
Outra coisa que também assusta é pensarmos que o mundo pode acabar a qualquer momento, por causa do aquecimento global, por causa do aumento do terrorismo, por causa disto e daquilo......
Mas há que ter coragem e não nos deixar desmotivar por estes pequenos nadas! Glup.... :S

Há que ter coragem............

Beijinhos para tod@s!

Anónimo disse...

Sou pai à sete meses e sou sincero quando digo que é um trabalho tão exaustante como compensador. Passados os primeiros meses tanto a mae como eu começamos a sentir agr um alívio emocional a quando a maior autonomia do bébé, e agr maior disponibilidade sexual.

elisabete duarte disse...

para o ouvinte que acabou de pedir ao sr. primeiro ministro para por os 120 euros nao digo onde: em portugal temos Seguranca Social, Licenca de maternidade de 4 meses com 100% do ordenado ou 5 meses a 80% do mesmo... aqui, onde estou, EUA, e prestes a ter um filho NAO HA LICENCA DE MATERNIDADE REMUNERADA POR LEI ... nao se queixem de barriga cheia! olhem a' volta e deem valor ao que teem!!!

Anónimo disse...

O que há para dizer do meu pai... Quem dera que pudesse ter orgulho dele. Ele tem sido um fardo para mim durante a maior parte da minha vida. Ele foi infiel para com a minha mãe, e depois foi e pôs-se na cadeia por 3 anos...
Não posso dizer que ele me tem ajudado a ser homem nesta vida. Dou todo o crédito para o meu padrasto - um grande homem. Ele foi de um filho para 5 num dia só por se casar com a minha mãe. Tem agido com honra e graça nos desafios que ele enfrente. Ele criou-me e ajudou-me a ser um bom cidadão e participante na vida humana. Educou-me na forma de ser um homem honrável. Não posso elogiá-lo demais.
Então Dã, o meu padrasto, vamos beber para a tua saúde e para a saúde de todos os padrastos que assumem a sua responsibilidade como chefe da família com caridade e amor!

Isabel disse...

Pai não é quem faz, é quem cria...
Por seres pai não quer dizer que tenhas de deixar de te divertir e eu levei o meu filho a ver os metallica em 2004 ao Rock in Rio, e este ano irá novamente claro...
Se houvesse algum atentado prefiro que morramos os dois do que fique cá a chorar pelo outro..
E um dos momentos em que guardo mais cumplicidade com o meu filho foi quando fomos os dois ver os xutos lado a lado encostados ás grades e ele felicissimo pulava e eu só me lembrei de mim uns anos atrás...
E esse ouvinte que não tem filhos porque o socrates n dá dinheiro, n é preciso ter assim tanto dinheiro para criar um filho. Um bébé tanto anda num carro da chico como noutro sem marca... Agora o amor que lhe dedicam e a disponibilidade isso é que é importante...