quarta-feira, fevereiro 13, 2008

As Mulheres e a Violência



Embora se tenha, nos últimos anos, avançado muito em prol da igualdade de direitos entre homens e mulheres, um estigma de «sexo fraco» que se manteve durante séculos não se apaga em poucas décadas; e há inclusive estratos sociais e culturais onde esses avanços ainda só chegaram timidamente ou não chegaram de todo.

E a violência nem sempre é cega: muitas vezes procura um perfil específico de vítima. Sobre a violência de género (aquela a que as mulheres, sobretudo crianças, estão mais expostas) existe e é dela que vamos falar hoje, com Cláudia Pedra (Presidente da Secção Portuguesa da Amnistia Internacional) e Sónia Lopes da (Associação para o Planeamento Familiar)

Sobre a mesa, o projecto Escolas Seguras para Raparigas, As mulheres na defesa dos Direitos Humanos, os avanços e os recuos, a vontade política e falta dela, os equívocos, os meios, as iniciativas, e a maneira como cada um de nós pode contribuir.

Perguntas e comentários via 800 25 33 33 e caixa de mensagens do blogue. A partir das 19, com Fernando Alvim e Cátia Simão.

OK KO
Ainda têm o dia de hoje para se inscreverem no próximo magnífico, arrebatador, de cair para o lado (ou para cima de quem quiserem), OK KO, que acontecerá já amanhã, dia dos namorados. E como se poderão inscrever? Nada mais simples: enviem um mail para provaoral@programas.rdp.pt com o vosso nome, idade, contacto telefónico e de e-mail, profissão e outras observações que julguem pertinentes (podem confessar-nos coisas inconfessáveis que nós não contamos a ninguém). E pronto, basta isto para se considerarem inscritos e fazerem inveja aos vizinhos. Só têm até hoje, não se esqueçam.

Ah, e já agora, saibam que a vossa participação não será vã; há prémios para o casal vencedor. Ei-los:

1 fim-de-semana no Porto, com jantar no Restaurante Museu dos Presuntos e estadia no hotel da Bela Vista, na Foz. E ainda uma noite de copos ilimitada na discotecta Act no Porto (sim, leram bem, copos até ao infinito e mais além)

1 exemplar de "O livro do Sexo" da Editorial Estampa (mas aconselho que levem a lição estudada de casa)

1 exemplar de "O livro da ignorância geral" da editora Ideias de Ler

1 exemplar do novo disco de Sérgio Godinho (Nove e meia no Maria Matos/Universal), Lenny Kravitz (“It Is Time For A Love Revolution/Emi) e Amy winehouse (Back to black/universal)

20 comentários:

O renascer da Fenix disse...

Boa Tarde meus companheiros de viagem...

Primeiro quero agradecer o facto de estar em destaque nos vossos Blogs da Semana... é para mim grande motivo de orgulho…

Segundo quero perguntar aos vossos convidados:
1º- Se acham que hoje há mais violência de género do que à uns anos atrás ou simplesmente hoje as mulheres assumem mais a sua existência e fazem mais queixas
2º- Como pensam chegar à consciência de tantas e tantas mulheres agredidas e que por condicionamentos psicológicos, pensam que se os seus agressores lhes batem é porque têm razão e perdoam uma e outra vez… é que na minha opinião as campanhas realizadas não são o suficientemente motivadoras para essas vítimas darem o primeiro passo.


Uma Grande Chama para voçês
Das Chamas do Fénix

lady.bug disse...

Olá :)
Nos tempos em que correm parece «absurdo» falar em violência doméstica, ou violência de género... afinal não estamos numa sociedade evoluída ?
Estamos, tecnologicamente falando. Mas em termos de mentalidade e de «hábitos» estamos perante um estado de involução.

E as mulheres e as crianças continuam a sofrer, muitas vezes em silêncio, escondendo nódoas negras físicas ou nódoas negras invisíveis aos olhos.

E soluções?

Anónimo disse...

Anoka diz-vos:

Boa tarde,
num mundo dito civilizado a violencia nunca deveria estar presente. Toda a gente deveria ser capaz de utilizar a linguagem para dialogar e tentar dessa forma dar a volta aos seus problemas.
Não é com pancada que resolvemos o que quer que seja, portanto toca a falar e não bater.

Jocas

quarenta e dois disse...

opá...elas às vezes também merecem! Ou trazem a cerveja pouco fresca...ou pedem para ver a Oprah (argh!)...NÃO DÁ! Como dizia um velho sábio: "só se perdem as que caem no chão!" (a mulher ainda tentou o "não se bate nem com uma flôr!" Tretas!). Um conselho: batam às mulheres com jornais que não deixa marca!! (E não dá para apresentar queixa na polícia).
ó...lá está a minha mulher a perguntar se o jantar amanhã é só de homens...IRRA...vou ter de lá ir com o cinto! Até já!

André Couceiro disse...

Sudações.

Na minha opinião, nos dias de hoje devia ser estranho ainda haver violência doméstica, no entanto ainda há.
Penso que também existem mulheres que são violentas com os maridos, mas talvez por vergonha, estes não as denunciem, por serem o "sexo forte".
Também devia haver uma espécie de clausula em caso de violência domestica e consequente divórcio, que favorecesse a vitima, pois muitas mulheres não denunciam os seus maridos com medo de possíveis represálias.

Abraços para todos.
André Couceiro

Isabel disse...

hello
Sou uma pessoa informada de classe media normal. nunca vi violencia na minha casa. Com 26/27 anos (hoje tenho 39) estive numa relação de sete anos onde apanhei muito. mesmo muito. do estilo por maquiagem para disfarçar as nodoas negras na cara, dedos partidos etc. e não saia dali. apenas terminou porque ele morreu num acidente de mota. - Eu dizia que Deus o tinha levado para lhe dar descanso dos acidentes de mota que tivera e alguém disse que Deus o levou para me dar descanso! Se assim não fosse pergunto se ainda lá estaria.
de qualquer modo só falo de mim. Porque ali continuava? penso que as mulheres que se mantem nesta situação precisam bastante de ajuda. Autoestima por baixo, medo de ficar sozinha. UMA CODEPENDENCIA imensa. O bem estar do outro acima de tudo. pondo-nos nós em 2º.lugar.

graças a deus hoje tenho uma realidade completamente diferente. tenho alguém que me respeita. e espero nunca mais na vida deixar que um homem me bata. não há pior sentimento que o de medo e terror daquela violência. é muito estranho..o porquê.....enfim. beijos para todos

Anónimo disse...

E a violência psicológica...?Aquela que não tem mazelas corporais e que destroi, com pézinhos de lã (ou não)a mente das mulheres/companheiras...Onde os homens/companheiros que simplesmente não falam,não comunicam, não reagem, não estão nem aí para perceber a pessoa que está logo ali ao lado...Ou por outro lado, que agridem verbalmente, com jogos maquiavélicos de imposição de opiniões e ideias pessoais, convencendo a mulher de que ela é assim ou assado, contribuindo "arduamente" para uma ou outra depressão... o que se faz com esta violência? Como se identifica o limite a partir do qual uma acção ou reacção é violência, sem haver o contacto corporal entre dois seres?

BaBy_BoY_sWiM disse...

O tema tem a ver com a violência que as mulheres fazem nos homens certo?!

É que elas podem não agredir físicamente (algumas) elas agridem psicologicamente, tirando os nosso corações... Amanhã é dia dos namorados e elas só querem é tirar-nos o coração!

Eu sei, este comentário parece meio abichanado... mas não sou!

Já agora é considerado violência se o homem na relação sexual dar assim umas palmadas? e ela não gostar muito da ideia! eheheh

Angélika disse...

Alvim esses preservativos de frutos, chocolate ou menta são DIVINAIS!!!

O menta ainda por cima refresca... e todos sabem... MUITA BEM LOL LOL LOL

Se pudesse mascava preservativos... LOL

Só gostava de saber é se têm calorias, ou se há efeitos indesejáveis quando "comemos" muitos :P

Obrigada
Angélika

frederico disse...

Porque é que a situação de a mulher agredir o homem, é motivo para despertar o riso e piadas?

Anónimo disse...

Eu penso de que não se deve exagerar na violencia. Digo exagerar porque ha sempre as palmadinhas que são sempre muito boas de dar (nós) e receber (elas). Embora haja quem gosto de levar com palmadas... outras histórias.

Mas eu já em puto, isto na escola primária, dizia: "Não se deve bater nas senhoras com uma flor: só com o vaso em cima!" eheh

Mas violencia doméstica penso que é um exagero.. Partam copos, e pratos gritem, partam portas e janelas mas haver violencia doméstica é atacar os direitos de outras pessoas. Logo é ilegal, tal como o tabaco! eheh

Infelizmente nem todos pensam assim. existe sempre alguem que pensa que é melhor que outra/o e trata-o/a com superioridade.

Existe tambem a questão do sexo fraco. Ora se há igualdade no sexo, deverá haver igualdade na violencia: quem vai ha guerra dá e leva. E olha que eu conheço homens que levam das mulheres. Violencia doméstica inversa do normal.

Bem hajam

NLC

Márcio Santos disse...

Olá Alvim e convidados...
Para quando tratar o tema contrário, ou seja os maus tratos nos homens? Ok, estou a falar obviamente de violência sobretudo psicológica, que apesar de parecer ridícula para muita gente, é uma realidade bem presente por esse país fora.
Um abraço

Anónimo disse...

pudia-se era estender o tema também para o reverso da moeda, ou seja, mulheres que arreiam forte e feio nos homens.

Márcio Santos disse...

lololol
Mulheres que "ARREIAM FORTE E FEIO" Isso é que é espirito! :) Queria uma dessas :)

Rui Cubano disse...

OubalhameDeus!!!
Eu já disse aqui... "não passaram"!!??? ninguém viu!!!???
Meus senhores ninguém ker saber??? anda tudo a evitar a verdadeira razão da passagem dos detidos para Guantanamo??! (com o estranho aval de Fidel, ainda saudável!).
Já disse que foram visto por gente dos aeroportos que chegaram a ser ameaçados. Os individuos até vinham ao exterior dos tais aviõeszinhos fumar um cigarrito (charro?) com os belos macacos laranja... e meus senhores, não foi nas lajes...
A esquerda e a direita andam a brincar aos políticos com uma coisa séria.
(eu vou ser abatido)

Angélika disse...

Ainda ontem vi um documentário sobre prisões, e vi as diferenças entre estar preso na Suécia, nos EUA, no Ruanda e na Tailândia.
Existem muitos modos de violência, ora física, ora psicológica e alguns modos de violência depende muito do enquadramento social em que estamos.

Este documentário fez-me pensar imenso sobre formas de violência, e até que ponto terá algum benefício algum qualquer tipo de violência a prisioneiros.

A pena de morte nunca evitou ou diminuiu o crime.
Já o enquandramento social do prisioneiro e a atenção especial às suas necessidades, integrando-o em actividades cívicas costuma ter bons resultados.
Mas claro que há sempre aqueles cuja mente é tão distorcida, que seja incapaz de viver socialmente, e nesses casos concordo com a prisão restricta e mesmo na prisão perpétua.

Agora uma questão, como é possível "El Solitário" dizer que a prisão de monsanto é pior que Guantánamo???

Acho horrível o tratamento que qualquer prisioneiro suspeito de terrorismo seja tratado "à parte dos direitos humanos fundamentais"... Bush abriu este gravíssimo precedente e acho que agora se não gostas do teu vizinho... dizes que é terrorista que lhe estragas logo a vida.
Afinal eles são presos e nem sabem porquê!!!

Cumps.
Angélika

Rui Cubano disse...

Já agora, e os direitos das mulheres nos países islâmicos? Para quando o apedrejamento dos homens adúlteros?
Pois é... aí nem a A.I. quer tocar com força e estão a abandonar muitos milhões de mulheres, algumas dezenas que até dão a cara!

Angélika disse...

LOOOOOOOOL

Alvim, sou uma fã tua... será mesmo que serei o ideal para o OK KO???

É tão difícil ligar para aí.
Amanhã tentarei!!!
Prometo!

Simão Raposo disse...

Boas,
Excelente programa, parabéns…
Uma contribuição: muito bom site com tutoriais de educação sexual para adolescentes:
http://midwestteensexshow.com/
Beijinhos e abraços.

Anónimo disse...

Boa tarde Alvim, Claudia, Sonia e Catia, faço parte da amnistia ha alguns anos, e é curioso terem falado do assunto das cartas e sempre achei o metodo um pouco impessoal e gostava de saber outros metodos mais "on hand" da amnistia para mudar certas situações. Vi o anuncio e achei brilhante, mas para mim infelizmente acho que a discriminação racial e religiosa está tão ligada á humanidade como a procura de novos sabores de preservativos. Parabéns pelo programa, é melhor rir do que chorar do que mais nos aterroriza.

um forte abraço

Pacheco