segunda-feira, janeiro 28, 2008

Eu & Tu, Lda




«Ao princípio surge o amor. Uma felicidade avassaladora que nos enche e nos faz crer que vai durar toda uma vida. Com o tempo surgem as incertezas, as angústias, as discussões, as acusações. O casal começa a afastar-se, a sofrer no silêncio, a deixar de comunicar e de expressar os seus sentimentos. Muitas vezes a única solução parece ser a separação. Como é que um amor que era para toda a vida acaba, assim, de repente? Será que a culpa é das mulheres que são demasiado complicadas? Ou dos homens que são tão simples? Será que todas as relações estão votadas ao fracasso? A psicóloga María Jesús Álava Reyes, autora dos best-sellers A Inutilidade do Sofrimento e A Arte de Arruinar a sua Própria Vida, mostra-nos, neste livro, que há relações pelas quais podemos e devemos lutar e outras, onde o desamor já se instalou, a que devemos pôr um ponto final. Com exemplos concretos e histórias reais que passaram pelas mãos desta psicóloga em mais de vinte e cinco anos de prática clínica, compreendemos os princípios psicológicos que regem certas condutas problemáticas e reacções imprevistas, bem como os meios para resolver as dificuldades quotidianas de uma relação. Por vezes entre o amor e o desamor só há um passo, o passo do tempo.»

Eis um resumo de Nem as mulheres são tão complicadas nem os homens tão simples (edição Esfera dos Livros), da psicóloga Maria Jesús Alava Reyes, que irá estar hoje connosco.

Será o amor inevitavelmente a espoleta de todas as nossas complicações, quer dizer, podemos ser muito simples, práticos, objectivos – pão pão, queijo queijo – até ao dia em que nos apaixonamos e aí a nossa vida enreda-se numa miríade de becos e vielas incertas onde amiúde nos perdemos (que imagem tão bonita)? Há amores fáceis? Será possível a uma relação navegar naturalmente oceano da vida afora (caramba, sou um poeta, deixem-me lá anotar a metáfora que é originalíssima) sem grandes complicações de remos, cordas, velas?; e sem a dada altura desatarem os dois a embirrar porque um jura que estibordo é para a esquerda, outro que é para a direita? Não seria mais sensato, ao invés, dedicarmo-nos ao aeromodelismo? Ou ao tiro ao prato? Ou ao chinquilho?

Amantes e desamantes, a emissão é vossa: perguntas e comentários via 800 25 33 33 e caixa de mensagens do blogue, a partir das 19, com os amorosos Fernando Alvim e Cátia Simão.

16 comentários:

Anónimo disse...

Gostaria de perguntar à convidada, tendo em conta a sua experiência de trabalho na America Latina, se os amores e desamores por essas bandas são diferentes do dos europeus - ou isso acontece mais nos romances de García Márquez que na realidade?

Augusto

Mauredo disse...

Eu aproveito aqui o blog da prova oral para me queixar sobre as condições de recepção do sinal de rádio no metro do porto. Uma pessoa vai do centro do Porto até À Póvoa de Varzim e perde metade da prova oral porque o sinal está fraquissimo e sempre aos saltos. Não sou o único a dizer! Por isso Alvim, como no caso dos Açores, vê se interecedes aqui pelos unidos à Antena 3 no metro do porto!

Quanto ao tema, hum... A minha namorada é o "bixo" mais complicado de sempre e também temos as nossas discussões, mas isso tudo se resolve com muito amor!! (no bom sentido claro...)

Estranha pessoa esta disse...

O ser humano tende a complicar o irracional.
Ou por outra, a sentir o pensável, e a pensar o que é impensável.

É como o TANGO.
Há que sentir o par certo.
Um piscar de olho.
E piscar sempre o olho.
Quando esse piscar de olho fica inexistente.. então é porque basta.

Dançar. Sentir. Estremecer. Arrepiar. Pasmar.
E piscar muito os olhos.

Os homens não são simples.
Nem as mulheres complicadas.
A malta não tende é a sentir a dança.
E tropeçam por coisas que não vale a pena.

É o que eu acho sobre isto! ;)

Um abraço,
Filipa Ferreira - Cadaval

Mary Jane disse...

Boas,

Não sei se sou a pessoa indicada para falar do tema, pq no momento estou muito apaixonada (há 3 anos). Desta vez não foi aquela coisa louca no início, pelo contrário parece cada vez melhor, mais forte. Agora sou a primeira a dizer nada é garantido, e talvez por isso é tão bom!!!
Claro que temos as nossas discussões (se temos!!), claro que eu não o acho perfeito (sei bem o que não gosto nele), mas tudo o resto suplanta.

Mary Jane disse...

cont. Às vezes estou tão feliz que penso que deve haver poucas pessoas com tanta sorte! Sorte de amar e ser correspondida. Pergunta: Isto acaba??? Espero bem que não. Mas como já o vivi uma vez, posso vivê-lo mais vezes com a mesma pessoa? pAra isso é que serve a luta?

Isabel disse...

Hello
sempre vivi paixões forte com pessoas complicadas...como referi no programa sobre o apaixonar pelas pessoas erradas....
hoje vivo com o J....que me trata como uma rainha....um relacionamento que não começou com a paixão...começou com a amizade e a solidão dos dois....hoje em dia damos-nos muito bem....porque ele tem realmente uma paciência de santo comigo....e muitas vezes apesar de não conseguir expressar o que sinto, sinto que é com ele que quero passar o resto dos dias...um relacionamento que está a crescer ainda....fazemos dois anos....mas que é bom....
acontece que eu sempre vivi muito da adrenalina do flirt. e hoje em dia não a sinto...por vezes faz-me falta....mas quando peso na balança não quero perder o que tenho....espero que não venha a dar em desamor........
beijos para todos
isabel

Jorge Bicho disse...

Boas
começo por dizer que este tema é tão complicado como é a natureza humana, ou seja há pessoas que passam pela vida de forma simples e uma relação é tão simples como parece ser, e há relações complicadas, apenas porque as pessoas já são na sua essência complicadas. UM bom bife pode demorar 2 minutos a fazer, outros levam meio dia para o fazer. Qual o melhor? aquele que te souber melhor, verdade? as relações estão antes de tudo em nós próprios, não nas desculpas dos outros.
Um abraço e continuo a dizer. Prova Oral tem de ser considerado património da Humanidade.
JB

Ana Mourato disse...

Olá a todos!

Hoje em dia poucos são os que esperam viver com o seu companheiro até morrer. Vive-se mais o aqui e agora, a paixão e quando esta termina o resto vem por ai abaixo como uma bola de neve, porque não sabemos trabalhar a relação.

A minha questão é: e quando a paixão acaba, que se segue? o amor? o hábito de estar com o outro?

el solitario disse...

Olá Alvim e a toda a equipa do programa,

relativamente ao tema em questao do programa de hoje, deixo aqui a minha opiniao que à partida é um pouco suspeita pois sofri uma desilusao ha poucos meses atrás e entao desde aí, vejo tudo de uma diferente perspectiva. Tudo era perfeito com aquele namoro que durou 6 meses até ao momento em que descobri algumas evidencias em que ela me andava a enganar com sucessivas mentiras e tudo se desmoronou. Hoje em dia, já nao sei se existe a possibilidade de poder partilhar com alguem diversas experiencias estando completamente seguro de si e do parceiro. Mas como se costuma dizer: "Com os erros é que se aprende...".

Relativamente ao título do livro, gostaria de colocar no ar a questao
"Porque é que as mulheres sao tao complicadas quando nao existe razao para tal? Devem os homens ceder ou por outro lado nao ceder a certas teimosias?"

Votos de Bom programa

El Solitario

Anónimo disse...

Vou dizer só isto - as raparigas são complicadas demais para eu entender. Se eu as entendesse, se calhar, já seria casado e mais relaxado do que actualmente estou. Quem dera que as raparigas fossem tão fáceis de entender como eu sou...

Saudações grandes de Utah
Landon Hemsley

Anónimo disse...

Vou dizer só isto - as raparigas são complicadas demais para eu entender. Se eu as entendesse, se calhar, já seria casado e mais relaxado do que actualmente estou. Quem dera que as raparigas fossem tão fáceis de entender como eu sou...

Saudações grandes de Utah
Landon Hemsley

CapitãoLobo disse...

Estive a trabalhar durante 5 meses na Holanda e discordo completamente da ideia preconcebida de que os países do Norte da Europa não têm grande vida social, nem saem para beber umas cervejas. O que eu constatei da minha experiência pessoal é muito contrário a esta ideia. Durante a semana não se sai tanto. Não se sai para beber café como cá. Trabalha-se e retorna-se a casa. Mas ao fim de semana, quando saem fazem-no de uma forma muito mais descontraida do que nós. Saem para se divertir, não importa como. A ideia é divertir. Aqui sai-se para se mostrar ou para ver os outros e as pessoas não se libertam. Acabam por não aproveitar e preocupar-se mais com o cenário e a maneira como estão vestidas do que em divertir-se. Olham mais para os outros do que para a sua própria diversão.

Anónimo disse...

eh pá alvim...tu tens cá um tacto para os convidados dos temas,gostas pouco,gostas...a voz da tua convidada faz-me ir para além do inimaginável...oh si cariño...;)deixando a brincadeira de lado,queria só acrescentar k eu tbm,por motivos profissionais,não estou tds os dias c a minha esposa..mas nem por isso deixamos de viver a ns relação intensa e calorosamente,se bem k ainda possa melhorar,como é óbvio...e tu,ganda alvim?!?eheh...abraço e boa emissão

Maria João disse...

olá a todos!

de acordo com o livro da Dra. Maria Jesus, e particularmente com as necessidades dos homens e das mulheres que acabaram de mencionar, eu pergunto-me: serei eu um homem???? Porque acabo por me identificar mais com as necessidades dos homens!!!NÃOOOOOOOOOOOOO!! :)

Beijinhos e continuem com o bom trabalho!

avsantos disse...

Os homens e as mulheres são muito diferente como é evidente. No entanto o mau sexo, na minha opinião, depende muito do tipo de relação. Obviamente a probabilidade de haver mau sexo num relacionamento casual é muito superior quando comparada com um relacionamento longo com conversas e em que o homem tem tempo de "descobrir o mapa da mina". Porque até no sexo as mulheres são todas diferentes e igualmente complicadas. Os homens não podem fazer o mesmo comentário do sexo oral, porque? porque? Porque somos muito mais simples.

avsantos disse...

A nivel de traição as mulheres são diferentes, enquanto o homem vai, faz e esquece. A mulher esquece, faz e vai!!