quinta-feira, novembro 29, 2007

Os dias da Rádio



Eu não quero escandalizar os nossos ouvintes com menos de vinte anos, mas, há umas poucas décadas, não havia Internet, telemóveis, quinhentos e vinte e três canais de televisão – e o único que havia não chegava a todo o lado – nem as inumeráveis almas gémeas da Elsa Raposo. E sabem como é que o pessoal se entretinha (pronto, para além disso que estão a pensar)? A ouvir rádio.

E são desses tempos a maioria das histórias que nos traz Marcos Pinto com o seu livro NO AR 100 Histórias da Rádio, editado pela Prime Books. Diz-nos a nota de imprensa:

«Este livro é um programa de rádio que sintoniza as histórias de 20 das maiores vozes da rádio portuguesa das últimas décadas. Lê-se em directo, sem publicidade pelo meio e só com intervalos definidos pelos leitores, que se transformam, ao longo destas páginas, em ouvintes.

Histórias que aconteceram em directo, no estúdio, no exterior. Histórias inesquecíveis de bastidores. Histórias inéditas. Para onde foi Joaquim Furtado, no dia 25 de Abril de 1974, depois de ter passado horas a fio no Rádio Clube Português? O que relatou Carlos Cruz num Lusitano-Sporting? Que relação tem António Sala com Maria Vitória? Que ameaça fez Artur Agostinho à Rainha de Inglaterra? E que conversa teve Júlio Isisdro com a polícia num momento difícil? Qual a mascote de António Macedo no Mundial 2006? E como é que Fernando Correia fez um relato em directo a partir do quarto de um hotel?

Participam neste livro: Adelino Gomes, António Macedo, António Sala, Artur Agostinho, Cândido Mota, Carlos Cruz, Emídio Rangel, Fernando Alves, Fernando Correia, Francisco Sena Santos, Jaime Fernandes, João David Nunes, Joaquim Furtado, Jorge Perestrelo, José Nuno Martins, Júlio Isidro, Luís Filipe Costa, Paulo Fernando, Ruy Castelar e Victor Espadinha.»

Em estúdio, vamos ter não só Marcos Pinto, o autor do livro, mas também um dos seus – chamemos-lhe assim – personagens, Ruy Castelar.

Os nossos ouvintes mais velhos podem partilhar connosco as suas histórias – alguma coisa divertida ou bizarra ou marcante que vos tenha acontecido e em que a rádio entre; os mais novos, que ainda devem estar a recuperar do choque de afinal ter havido vida antes da Internet e dos telemóveis – que a haja vida em Marte, ainda vá –, podem satisfazer a vossa curiosidade sobre estas ancestrais práticas. O telefone é o 800 25 33 33 e está disponível a caixa de mensagens do blogue. A partir das 19 com Fernando Alvim e Rita Amado – que daqui a quarenta anos participarão num livro semelhante, dentaduras postas, um brilhozinho de saudade nos olhos, a voz trémula: sabem, no meu tempo...

10 comentários:

Joao disse...

Ola boa noite prova oral.
Queria aqui deixar apenas um paralelo entre a radio de alguns anos e os dias de hoje.
É que os "Parodiantes de Lisboa",poderiam ter sido perfeitamente os Gatos Fedorentos (versão radio) de outrora.
Eram uma equipa extraordinaria e que deixou muitas saudades a quem os ouvia.
Pergunto ao vosso convidado se seria possivel nos dias que correm existir um programa do mesmo genero.Um abraço
CRAZIDOG.

Vanda disse...

Olá a todos...

Tenho 32 aninhos e continuo a preferir a rádio à televisão (mesmo com todos os canais por cabo agora existentes).
Em pequena, lembro-me de ouvir um programa, chamado pão com açucar (com o Carlos Cruz). Mas a minha grande e feliz recordação era ouvir os "Parodiantes de Lisboa", que eu ADORAVA e ria-me a valer. Adorava todos aqueles sons...atenção que não eram feitos através de computadores. Eles eram óptimos.
Bjinhos e Abraços
Vanda

Cris disse...

Eu só pergunto porque é que os intervenientes do livro são todos homens. Coincidência ou naquele tempo as damas ainda não opinavam?
Cumprimentos a tds.

Miguel disse...

Ficando pelas rádios, mas fugindo um bocadinho ao tema das velhas histórias, queria só deixar uma pergunta aos novos que estão na rádio: Porque é que hoje em dia pegam em meia dúzia de músicas e estão constantemente a passá-las de manhã à noite. Por exemplo na Antena 3 passa, a toda a hora, Jorge Palma, Alicia Keys, Buraka Som Sistema... Uma pessoa liga o rádio a qualquer hora e apanha essas músicas. Até farta!

Isabel disse...

Olá Alvim....

Apenas quero dizer que gosto de rádio. no carro não consigo ouvir CD's. Preciso das vozes da rádio para me fazerem companhia.

Há uns anos atrás fiz testes na resnascença para locutora - concurso novos locutores.. - repeti varias vezes, é sinal de que gostaram da minha voz...mas outros havia com mais experiencia...

e a prova oral...é o meu programa de rádio favorito...consegue ser divertido e interessante, divertir e ensinar....e tu tens um carisma...enfim! que não se percebe..beijinhos para todos

Marta Rocha disse...

Saí há poucas horas de uma conferencia com o Marcos Pinto, Emidio Rangel e Ana Lamy nessa bela instituição que é o ISCSP.Gostei mt da conferência e aprendi muito e foi das conferências mais honestas a que fui,só tenho uma pergunta:Ganha-se assim tão mal na rádio?É que eu estou a pensar seriamente em seguir essa via.
Será que tenho que ir para a publicidade?

Thomato disse...

Olá. Concordo plenamente. Também gostava de entrar num projecto de rádio apesar de já ter a minha ONLINE (no meu blog). Mas também adoro jornais, sendo este o projecto que desenvolvo na disciplina de projecto.

Tino_de_Rans disse...

Olá alvim, tenho 26 anos e desde pequeno que ouço rádio regularmente, comecei como muitos dos que aqui escreveram por ouvir os parodiantes de Lisboa na oficina do meu avô enquanto este trabalhava, e continuei sempre a ouvir. Tenho muitas saudades da rádio Energia, penso que foi mesmo aí que o meu gosto pela despertou, até que hoje estou na Ruc, Rádio Universidade de Coimbra, uma verdadeira escola de rádio, onde se aprende com os erros, e onde a libredade impera, não há playlists, o locutor é que controla tudo na emissão, sem imposições de ninguém. É isso que hoje em dia se perdeu, lamento que as rádios cada vez mais tenham playlists rigidas sem dar espaço ao locutor, e isso para mim está a matar a rádio, hoje em dia praticamente só oiço a rádio falada, quando quero ouvir música o ipod substitui a rádio. Será que as playlists não estão a matar a rádio, e cada vez mais a rádio falada, com conversas como o prova oral não será o futuro da rádio, deixando a música para segundo plano? Abraços.

Bruno Raposo

Anónimo disse...

E o que é Feito do Amilcar Fidelis da Radio Press, por onde é que ele anda???
Muita da musica independente que conheci foi graças ao programa dele, quando ainda não havia net.

João Menezes

ZC disse...

Boa noite.

Só pra dizer "presente". Confesso-me orgulhosamente amante de rádio e por outro lado TVfóbico.

Agora um pedido. Antena 4!
A Antena3 esforça-se demais para ser abrangente, mas devia era especializar-se, ficava com o público juvenil (hip-hop e outras coisas, tipo concursos e tal) e
então surgia a Antena 4, para maiores de 30, com outros tipos de música, fóruns).

Não me interpretem mal. Há muito de bom, na Antena3, mas devia segmentar-se um pouco mais. Eventualmente passar a Prova Oral em simultanêo. Na 3 e na 4.

E pronto, acabem lá o programa, que tá na hora dos Bons rapazes.

Abraços.