segunda-feira, abril 21, 2008

Eu, Carolina



É, sem dúvida, uma das pessoas de quem mais se tem falado nos últimos tempos, sobretudo após a publicação de Eu, Carolina (edição Dom Quixote), um livro que, diz-nos a nota de imprensa, «mais do que uma autobiografia, é um testemunho pessoal, desassombrado, de uma franqueza surpreendente, sobre a vida de uma mulher independente e apaixonada, sobre os bastidores e meandros do futebol português, sobre a vida nocturna, sobre acontecimentos que conhecemos contados de outras maneiras.»

Os «meandros do futebol português», dada a mediatização dos protagonistas, é um assunto sem fundo, inesgotável, e, como se costuma dizer, ainda a procissão vai no adro. Mais apresentações e preâmbulos são desnecessários: Carolina Salgado irá estar hoje à conversa na Prova Oral e falar-nos-á do que mudou na sua vida depois desta avalanche de exposição pública, dos seus receios, dos seus anseios, e o que se imagina a fazer daqui a dez anos, por exemplo, quando a poeira assentar. Perguntas e comentários para o 800 25 33 33 e caixa de mensagens do blogue, a partir das 19, com Fernando Alvim e Cátia Simão.

quinta-feira, abril 17, 2008

Anthímio de Azevedo



Para quem nasceu de meados da década de setenta para baixo, Anthímio de Azevedo é uma memória televisiva incontornável: ainda não tínhamos entrado na era dos boletins meteorológicos, digamos, jeitosinhos, e quem os apresentava não eram nem modelos, nem farmacêuticos, nem construtores civis mas, imaginem: meteorologistas.

Os quadros ainda não tinham o colorido da modernidade, não eram pejados de ícones que dá vontade de comer, mas algo muito perto de cartas meteorológicas puras e duras, e a conversa menos sintética que um amanhã chove, ou amanhã estará mais calor, havendo inclusive o intuito de ensinar as pessoas a lidar com termos como frentes frias, anticiclones, depressões e por aí adiante.

No programa de hoje, com o meteorologista Anthímio de Azevedo, vamos não só ficar a saber o tempo para os próximos dias, como recordar a maneira como se previa e apresentava o Tempo há mais de vinte anos, comparar a tecnologia da altura com a de hoje, revelar episódios curiosos – alguma vez algum agricultor terá contactado Anthímio de Azevedo a pedir-lhe encarecidamente que autorize chuva para a semana seguinte?, ou o acusou de ser responsável por alguma geada fora do tempo? –, e falar de coisas mais sérias, como as alterações climáticas, as estações desnorteadas, os fenómenos climatéricos extremos cada vez mais comuns. Perguntas e comentários para o 800 25 33 33 e caixa de mensagens do blogue. A partir das 19, com Fernando Alvim e Cátia Simão.

quarta-feira, abril 16, 2008

T2 para 3



O aproveitamento da Internet como meio de difusão de conteúdos geralmente associados à televisão está cada vez mais em voga. Até porque canais de televisão há poucos – ao contrário dos chapéus –, os custos são grandes, e a conquista de um lugarzinho ao sol, sobretudo por parte de estreantes, é dificílima; além disso, a banalização da banda larga, cada vez mais indispensável numa casa como a água ou a electricidade, oferece uma perspectiva de audiência animadora. Junte-se também ao rol o facto de hoje se poder comprar uma câmara digital de qualidade mínima sem ter que fazer um crédito à habitação, e o acesso a meios de montagem – hard, software e afins – excepto a um nível profissional de grande exigência, não ser já um bicho de sete cabeças.

É com os responsáveis pela primeira série online portuguesa – T2 para 3 – que vamos falar hoje. São eles Maria Botelho Moniz, Rita Lacerda e Tomás Quaresma (actores) e Marta Gomes (guionista/produtora).

«Lançada a 28 de Janeiro, em pouco mais de dois meses a série T2 para 3 já foi vista por 2 milhões de ciberespectadores! Matilde, Patrícia e Tomás, representados por Maria Botelho Moniz, Rita Lacerda e Tomás Quaresma, respectivamente, são as novas “celebridades” da Internet portuguesa. T2 para 3 é uma série de ficção que conta a história de três jovens que estão no primeiro ano da Universidade. São os três de fora de Lisboa e o acaso levou-os a juntarem-se para partilhar um apartamento no Bairro Alto. Pensada e produzida numa lógica de exibição interactiva e dirigida a um público jovem, a escolha dos actores só poderia ser feita on-line e ter como principal objectivo a descoberta de novos talentos. Realizada em duas fases, na primeira concorrerem 700 jovens oriundos de todo o país, sendo que 200 estiveram presentes no casting presencial.»

Os nossos convidados falar-nos-ão desta aventura, das expectativas que tinham a princípio, e como vêem o futuro deste tipo de conteúdos. A vocês, hipotéticos actores, guionistas e realizadores que não queiram esperar sentados por uma oportunidade, este esquema pode ser interessante – e gostaríamos de saber o que pensam dele, se já o tentaram ou se o pensam tentar. E também ao público, de uma maneira geral, perguntamos se se estão a ver ao monitor a assistir a um tipo de série que, regra geral, assistiriam na televisão. É usar o 800 25 33 33 e a caixa de mensagens do blogue, que o Fernando Alvim e a Cátia Simão estarão aqui a partir das 19.

terça-feira, abril 15, 2008

How do you feel, woman?



Depois do brilhante trocadilho do título deste post com o tema do programa, vamos ao que interessa:

«Não seria demasiado assumir o sucesso estrondoso que foi a 1ª edição da Feel Woman. Confirmámos uma questão que sabíamos em teoria: A Mulher precisa de um espaço físico para expressar sentimentos, espaço que lhe reflicta as emoções quase sempre de difícil materialização. Precisa de um espaço identificativo, que a mime com trato de carícia, pelo ser expressivo, sensível e delicado que é. Esse espaço é a Feel Woman. Pretendemos, assim, cruzar dois conceitos: O de Exposição com stands e o de comemoração e festa, tendo a Mulher como o centro dos acontecimentos.»

Na forja há, então, a segunda edição do Feel Woman Lisboa, e a primeira do Feel Woman Porto, e é destes eventos que vamos falar hoje, com Luísa Castel Branco, porta voz da Feel Woman. Propósitos e objectivos, dificuldades e sucessos (que uma coisa está ligada à outra), públicos e afins. Perguntas e comentários – homens e mulheres – via 800 25 33 33 e caixa de mensagens do blogue. A partir das 19, com o homem Fernando Alvim e a mulher Cátia Simão.

segunda-feira, abril 14, 2008

Software Livre



O facto de, quando compramos um computador, ele vir equipadinho com o software da praxe, dá-nos a ideia de que isso acontece por gentileza do fabricante – e é à borla. Mas não: o preço final inclui o do software. E quanto a outros programas que, ao longo da vida de utilizadores, formos precisando, caso não sejamos profissionais sujeitos a fiscalizações: pirateia-se. Pois. Mas não tem obrigatoriamente que ser assim. E a palavra, ou melhor, as palavras de ordem são software livre.

É deste tipo de recursos informáticos que vamos falar hoje, com as presenças de Fernando Batista (Marketing Manager Sybase), Rui Ribeiro (Professional Services Manager Sybase) e Paulo Trezentos (Director Técnico da Caixa Mágica). Segue uma resumida lista de algum software pago, de um lado, e do outro as versões em software livre que os nossos convidados sugerem:


Sistema Operativo Windows ou Caixa Mágica (português), Alinex (português e orgulhosamente alentejano), Mandriva, Ubuntu, CentOS, Mandriva, Red Hat, entre outros...

Office ou Open Office

Photoshop ou GIMP

Corel Draw ou Scribus

Adobe Acrobat Writer ou PDF creator, Cute PDF Writter, Primo PDF

Anti-virus Macfee, Norton ou MoonSecure Antivirus, Clamwin

Internet Explorer ou Mozila FireFox, Konqueror , Safari

Dreamweaver e Microsoft Sharepoint ou Joomla, OpenCMS

Microsoft Outllok, Microsoft Exchange, Lotus Notes ou Scalix

Adobe Soundbooth ou Audacity

Autocad ou Qcad


É possível, realmente, fazer estas substituições sem perdas de capacidade? É-o só a alguns níveis de utilização?, sendo, por exemplo, o uso profissional mais avançado ainda dependente do software pago? O público, de uma maneira geral, conhece estes programas gratuitos e poderia perfeitamente instalá-los?, ou, por outras palavras, é de facto um mito a ideia que muita gente tem sobre a instalação deste software livre ser mais complicada? E porque não recorrem mais a ele as instituições públicas, uma vez que é dos nossos impostos que sai o dinheiro para o comprar, hum?

Quanto a vocês, digam-nos se têm o hábito de usar software livre e como se dão com ele ou, caso não tenham – por algum medo de erros fatais e janelinhas avisadoras do apocalipses informáticos –, aproveitem para desfazer equívocos e mitos, colocando questões via 800 25 33 33 e caixa de mensagens do blogue. A partir das 19, com Fernando Alvim e Cátia Simão.