sábado, abril 05, 2008
sexta-feira, abril 04, 2008
quinta-feira, abril 03, 2008
Antiaging
Uma das maiores demandas da humanidade tem sido o elixir da eterna juventude. Pululam por todo o lado – e pulularam, durante todos os tempos – fórmulas, dicas, práticas – umas mais baseadas na fé, outras na ciência. É sobre rejuvenescimento, ou, pelo menos, bom envelhecimento (um conceito bem mais saudável) que vamos falar hoje, com Javier Güell Peris, licenciado em Medicina e Cirurgia pela Universidade de Barcelona com mestrado em Ciências Médicas pela Universidade de Glasgow, onde se especializou em Cardiologia, e membro da European Society of Cardiology e do Board of the European Society of Antiaging Medicine. Acabou de publicar, pela Esfera dos Livros, O Livro do Antiaging – Técnicas para Rejuvenescer, que nos é assim apresentado:
«Quer aprender a sentir-se jovem por dentro e por fora? Quer viver mais anos e com uma qualidade de vida óptima?
A medicina antiaging estuda os mecanismos que causam o envelhecimento de forma a actuar e a retardar o aparecimento de processos degenerativos que surgem com a idade.
Sabia, por exemplo, que é fundamental reduzir os radicais livres, aceleradores do envelhecimento, da nossa alimentação e apostar em antioxidantes, como as verduras? Que o chá verde reduz os níveis de colestrol? Que é aconselhável um mínimo de 30 minutos diários de exercício, quatro a seis vezes por semana? Que aplicar uma máscara de morango é um bom anti-rugas?
A passagem do tempo afecta-nos a todos e quanto mais cedo tivermos um diagnóstico precoce das doenças ou factores de risco que podem diminuir a nossa longevidade, mais rapidamente podemos prevenir.»
Estamos mais habituados a associar esta área da medicina à cirurgia plástica e afins, porém, o nosso convidado, é cardiologista e actualmente dirige um consultório de Cardiologia e Medicina preventiva no Centro Médico de Teknon de Barcelona, além de ser director médico da Genosense Diagnostics Ibérica, empresa dedicada à análise de genéticos para a prevenção da doença coronária.
De como o rejuvenescimento não é só um conceito estético nem uma tentativa inglória (e às vezes pouco saudável) de contrariar o tempo, e do conceito de antiaging: perguntas, dúvidas, mitos, perplexidades e comentários para o 800 25 33 33 e caixa de mensagens do blogue. A partir das 19, com Fernando Alvim e Cátia Simão.
*****
O FREAK SHOW DA PROVA ORAL É HOJE – E VAI NA TERCEIRA EDIÇÃO; HOJE E NÃO AMANHÃ NEM DEPOIS. SE FALTAREM HOJE, DEPOIS SÓ PARA O ANO. VEJAM LÁ O QUE FAZEM À VOSSA VIDINHA.
Sim, e a partir das 22 horas, na discoteca Ar de Rato, em Coimbra – e com entrada livre. Entre outras coisas, que nem os deuses adivinham, ouvirão o mestre Sarapitolas recitar poesia, o faquir Stephano a engolir (facas, nada de confusões), a casta Lili mostrando o seio tão casto que até dói, os beatsboxers da Ria de Aveiro, Alexandrino hipnotizando a eito, um espectáculo de Rita Cardos, vencedora da edição 2000 do Festival Termómetro (que promete novos temas), um grupo de fados de Coimbra que fará derramar saudosas lágrimas à assistência, antes da entrada de encantadoras e encantadas serpentes. A coisa termina com a actuação de João Gentil – que é para ninguém sair de lá a sentir que «faltou qualquer coisa». Pronto, agora esqueçam-se.
«Quer aprender a sentir-se jovem por dentro e por fora? Quer viver mais anos e com uma qualidade de vida óptima?
A medicina antiaging estuda os mecanismos que causam o envelhecimento de forma a actuar e a retardar o aparecimento de processos degenerativos que surgem com a idade.
Sabia, por exemplo, que é fundamental reduzir os radicais livres, aceleradores do envelhecimento, da nossa alimentação e apostar em antioxidantes, como as verduras? Que o chá verde reduz os níveis de colestrol? Que é aconselhável um mínimo de 30 minutos diários de exercício, quatro a seis vezes por semana? Que aplicar uma máscara de morango é um bom anti-rugas?
A passagem do tempo afecta-nos a todos e quanto mais cedo tivermos um diagnóstico precoce das doenças ou factores de risco que podem diminuir a nossa longevidade, mais rapidamente podemos prevenir.»
Estamos mais habituados a associar esta área da medicina à cirurgia plástica e afins, porém, o nosso convidado, é cardiologista e actualmente dirige um consultório de Cardiologia e Medicina preventiva no Centro Médico de Teknon de Barcelona, além de ser director médico da Genosense Diagnostics Ibérica, empresa dedicada à análise de genéticos para a prevenção da doença coronária.
De como o rejuvenescimento não é só um conceito estético nem uma tentativa inglória (e às vezes pouco saudável) de contrariar o tempo, e do conceito de antiaging: perguntas, dúvidas, mitos, perplexidades e comentários para o 800 25 33 33 e caixa de mensagens do blogue. A partir das 19, com Fernando Alvim e Cátia Simão.
O FREAK SHOW DA PROVA ORAL É HOJE – E VAI NA TERCEIRA EDIÇÃO; HOJE E NÃO AMANHÃ NEM DEPOIS. SE FALTAREM HOJE, DEPOIS SÓ PARA O ANO. VEJAM LÁ O QUE FAZEM À VOSSA VIDINHA.
Sim, e a partir das 22 horas, na discoteca Ar de Rato, em Coimbra – e com entrada livre. Entre outras coisas, que nem os deuses adivinham, ouvirão o mestre Sarapitolas recitar poesia, o faquir Stephano a engolir (facas, nada de confusões), a casta Lili mostrando o seio tão casto que até dói, os beatsboxers da Ria de Aveiro, Alexandrino hipnotizando a eito, um espectáculo de Rita Cardos, vencedora da edição 2000 do Festival Termómetro (que promete novos temas), um grupo de fados de Coimbra que fará derramar saudosas lágrimas à assistência, antes da entrada de encantadoras e encantadas serpentes. A coisa termina com a actuação de João Gentil – que é para ninguém sair de lá a sentir que «faltou qualquer coisa». Pronto, agora esqueçam-se.
Adenda importantíssima: o Hotel
Para aqueles que morem longe de Coimbra e não queiram fazer a viagem de regresso na mesma noite, informamos que nos – e vos – apoia o Hotel Dona Inês: há preços especiais para o Freak Show. Para mais detalhes, o telefone do Hotel (sim, com h grande porque o Dona Inês é um senhor Hotel: ora vejam lá no site) é o 239 855 800 e o mail é reservas@hotel-dona-ines.pt. Isto é para acabar de vez com as desculpas.
quarta-feira, abril 02, 2008
Filosofia Prática
Pensavam que prático era um curso de bricolage?, ou de pichelaria fácil?, ou de mil e uma receitas vegetarianas?, ou de costura correctiva em bainhas com variante de remendo de meias?, ou de como extrair o apêndice sem sair de casa? Então e a filosofia? É pois de um curso de Filosofia Prática, ministrado no Language Craft pelo Prof. Dr. Oscar Brenifier (Presidente do Institut de Pratiques Philosophiques, Consultor Filosófico e Formador de Filosofia Prática e Didáctica da Filosofia e Doutorado em Filosofia pela Sorbonne) que vamos falar hoje.
Do programa consta, a 11 de Abril, uma conferência sobre as novas práticas filosóficas e, a 12 e 13 de Abril, teoria e prática do aconselhamento filosófico e a nota de imprensa dá como público alvo «todos os interessados na filosofia prática, vertente de Aconselhamento Filosófico».
É com as nossas convidadas, Alice Santos e Luísa Abreu, que vamos ficar a saber que vertente da Filosofia é a Filosofia Prática, se esse prático tem a ver com o uso quotidiano e se não é um contra-senso, uma vez que a filosofia implica pensar, pôr em causa a ordem aparente das coisas – e quando se tem uma vida chatinha, emprego-casa, uma hora de trânsito para cada lado, falta crónica de estacionamento, meio salário para pagar as prestações e cáries galopantes nos molares, o mais prático costuma ser exactamente o contrário: não pensar muito. Pelo menos é esse o pensamento habitual. E o que pensam vocês? Digam-nos, para o 800 25 33 33 e caixa de mensagens do blogue. A partir das 19, com Fernando Alvim e Cátia Simão.
Do programa consta, a 11 de Abril, uma conferência sobre as novas práticas filosóficas e, a 12 e 13 de Abril, teoria e prática do aconselhamento filosófico e a nota de imprensa dá como público alvo «todos os interessados na filosofia prática, vertente de Aconselhamento Filosófico».
É com as nossas convidadas, Alice Santos e Luísa Abreu, que vamos ficar a saber que vertente da Filosofia é a Filosofia Prática, se esse prático tem a ver com o uso quotidiano e se não é um contra-senso, uma vez que a filosofia implica pensar, pôr em causa a ordem aparente das coisas – e quando se tem uma vida chatinha, emprego-casa, uma hora de trânsito para cada lado, falta crónica de estacionamento, meio salário para pagar as prestações e cáries galopantes nos molares, o mais prático costuma ser exactamente o contrário: não pensar muito. Pelo menos é esse o pensamento habitual. E o que pensam vocês? Digam-nos, para o 800 25 33 33 e caixa de mensagens do blogue. A partir das 19, com Fernando Alvim e Cátia Simão.
terça-feira, abril 01, 2008
Agora a sério
Mais depressa se apanha um mentiroso que um coxo, diz o ditado, porém, tenho certas dúvidas, porque há coxos deveras lentos e mentirosos rápidos como o caraças, e que, ainda por cima, são exímios conhecedores do terreno da sua mentira: sabem-lhe as ruelas todas, as travessas, os becos, as portas dissimuladas – e enfiam-se por lá sem perseguição possível, raios os partam. Resta-nos, pois, retornar e ir atrás do coxo, que não tem culpa, mas alguém tem que ser apanhado.
Também tenho certas dúvidas de que a verdade venha sempre ao de cima, se às vezes ela pesa tanto e a mentira, rechonchudinha do ar que o mentiroso lhe sopra para dentro, bóia graciosamente como um nenúfar (que o elefante depois usará para atravessar o rio).
De qualquer forma, será sensato dizer sempre a verdade? Onde acaba a sinceridade – o comigo é pão-pão queijo-quiejo, digo sempre na cara das pessoas o que tenho a dizer – e começa a insolência, a impertinência, o despropósito? («Meu caro senhor, desculpe, não nos conhecemos, mas quero dizer-lhe que essa puxada de cabelos laterais não lhe esconde a calvície, antes pelo contrário, até lhe dá um ar grotesco.») Não há momentos em que a mentira pode ser a melhor solução? («Nota-se que me faltam três incisivos?», «Não, que disparate; mesmo assim, de boca escancarada, se não me tivesses dito não teria reparado»). E depois aquelas mentiras clássicas. Dos amantes: «não deixei de te amar, só acho que devemos dar um tempo»; «mesmo que me apaixone por outra pessoa, vais ser sempre o único amor da minha vida»; «daqui a trinta anos, vou desejar-te da mesma maneira que desejo agora». Dos políticos: «a inflação vai baixar no próximo semestre». Dos vendedores de automóveis usados: «eu nem era para vender este carro, porque planeava ficar com ele para mim, mas sou coração de manteiga»; «a proprietária era uma senhora idosa que o tinha sempre na garagem e só o usava uma vez por semana para ir às compras».
E vocês, que relação têm com as mentiras? Volta e meia mentem? Aceitam que vos mintam, digamos, por razões profiláticas? Preferem uma mentira doce que uma verdade amarga? Via 800 25 33 33 e caixa de mensagens do blogue, deixem-nos as vossas impressões – e participem no magnífico concurso que propomos para hoje: espetem-nos uma valente peta. Sejam originais e não se esqueçam que uma boa mentira só pega se tiver um fundo de verdade. Há um prémio para o vencedor. Juro. A partir das 19, com Fernando Alvim e Rita Amado.
Também tenho certas dúvidas de que a verdade venha sempre ao de cima, se às vezes ela pesa tanto e a mentira, rechonchudinha do ar que o mentiroso lhe sopra para dentro, bóia graciosamente como um nenúfar (que o elefante depois usará para atravessar o rio).
De qualquer forma, será sensato dizer sempre a verdade? Onde acaba a sinceridade – o comigo é pão-pão queijo-quiejo, digo sempre na cara das pessoas o que tenho a dizer – e começa a insolência, a impertinência, o despropósito? («Meu caro senhor, desculpe, não nos conhecemos, mas quero dizer-lhe que essa puxada de cabelos laterais não lhe esconde a calvície, antes pelo contrário, até lhe dá um ar grotesco.») Não há momentos em que a mentira pode ser a melhor solução? («Nota-se que me faltam três incisivos?», «Não, que disparate; mesmo assim, de boca escancarada, se não me tivesses dito não teria reparado»). E depois aquelas mentiras clássicas. Dos amantes: «não deixei de te amar, só acho que devemos dar um tempo»; «mesmo que me apaixone por outra pessoa, vais ser sempre o único amor da minha vida»; «daqui a trinta anos, vou desejar-te da mesma maneira que desejo agora». Dos políticos: «a inflação vai baixar no próximo semestre». Dos vendedores de automóveis usados: «eu nem era para vender este carro, porque planeava ficar com ele para mim, mas sou coração de manteiga»; «a proprietária era uma senhora idosa que o tinha sempre na garagem e só o usava uma vez por semana para ir às compras».
E vocês, que relação têm com as mentiras? Volta e meia mentem? Aceitam que vos mintam, digamos, por razões profiláticas? Preferem uma mentira doce que uma verdade amarga? Via 800 25 33 33 e caixa de mensagens do blogue, deixem-nos as vossas impressões – e participem no magnífico concurso que propomos para hoje: espetem-nos uma valente peta. Sejam originais e não se esqueçam que uma boa mentira só pega se tiver um fundo de verdade. Há um prémio para o vencedor. Juro. A partir das 19, com Fernando Alvim e Rita Amado.
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