segunda-feira, fevereiro 11, 2008

Protecção Psíquica



Protecções há muitas, ele é gorros contra a geada que se acumula nas orelhas aquando das manhãs invernosas, tampões nos ouvidos contra o estridor da rebarbadora das obras, capacetes por causa dos objectos cadentes, colete reflector contra a invisibilidade rodoviária, cotoveleiras e joelheiras contra os espalhos de bicicleta – mas e psiquicamente, como nos protegemos nós?

É sobre isso que o nosso convidado de hoje, o psicólogo e psicoterapeuta Jaime Graça, vai falar connosco. Tudo porque está a ministrar uma workshop que se chama exactamente Protecção Psíquica. Vejamos o que é:

«A Protecção Psíquica consiste em utilizar conscientemente um conjunto de técnicas tanto a nível físico, emocional, mental e espiritual, para evitar, neutralizar e defender-se de seres humanos, ambientes ou “entidades” que de modo subtil e/ou energético podem consciente ou inconscientemente causar dano, dor ou sofrimento.»

Agora os objectivos da workshop:

«O workshop de Protecção Psíquica foi concebido para proporcionar aos participantes conhecimento e consciência do que é um ataque psíquico, assim como as técnicas práticas de protecção psíquica que pode utilizar facilmente no seu dia-a-dia, melhorando significativamente a sua qualidade de vida.»

Seguem-se os sintomas de Ataque Psíquico:

«Pessoas que me desgastam, consomem e que me deixam exausto e sem energia;
Sentir uma sensação de desconforto num determinado local; ficar intimidado e/ou bloqueado em, por exemplo, reuniões de trabalho ou negócio; a atmosfera fica desconfortável depois dos convidados saírem; sentir-se fora de controlo, não enraizado ou invalidado por outrem; ficar continuamente a remoer pensamentos dentro da sua cabeça em relação a uma determinada pessoa que sabe que não gosta de si ou com a qual tem dificuldades de relacionamento; sentir que há “entidades” à sua volta que lhe querem mal;
Depois de ter estado com determinado cliente, parece que ficou algo dele/a “agarrado” a si; pessoas que vivem no campo e que ficam “sobrecarregadas” quando vêm à cidade; sentir-se cansado, muito susceptível, fora de si, inexplicavelmente deprimido ou oprimido; pessoas que ficam completamente exaustas depois de terem andado de metro ou passado por grandes centros comerciais.»

Que têm vocês a dizer sobre estes itens?, acontece-vos frequentemente?, são candidatos a vítima de ataque psíquico?; muitas vezes os utentes deste tipo de workshop’s não acabam por esperar soluções fáceis e algo milagrosas, ou seja, uma maneira de contornar os seus problemas que são, muitas vezes, iguais aos de toda a gente e que podem ser resolvidos sem ajuda médica ou afim? Às vezes os psicólogos não são confundidos com astrólogos ou videntes (é que muitos destes itens constam semelhantes nos famosos prospectos dos professores karamba)? Perguntas e comentários via 800 25 33 33 e caixa de mensagens do blogue, a partir das 19, com Fernando Alvim e Cátia Simão.

OK KO
Mudando abruptamente de assunto, avisamos os potencias candidatos e candidatas que já abriram – e estarão abertas até quarta feira – as inscrições para o próximo magnífico, arrebatador, de cair para o lado (ou para cima de quem quiserem), OK KO, que acontecerá já na quinta-feira dia 14, dia dos namorados. E como se poderão inscrever? Nada mais simples: enviem um mail para provaoral@programas.rdp.pt com o vosso nome, idade, contacto telefónico e de e-mail, profissão e outras observações que julguem pertinentes (podem confessar-nos coisas inconfessáveis que nós não contamos a ninguém). E pronto, basta isto para se considerarem inscritos e fazerem inveja aos vizinhos. Só têm até quarta-feira, não se esqueçam.

quinta-feira, fevereiro 07, 2008

Hoje, excepcionalmente, falaremos de sexo



A emissão de hoje adivinha-se excitante, com a equipa da Prova Oral a subir, a subir, a subir – podemos chamar ao processo, metaforicamente, uma erecção – ao norte, carago, mais concretamente ao Pavilhão Multiusos de Gondomar, onde se inaugura hoje o I Eros Porto 08, certame em curso até 10 de Fevereiro.

Transmitiremos em directo a partir de lá, com todos os stands, propostas mais ou menos ousadas à mercê – e, por isso, façam de nós a vossa linha avançada, os vossos olhos por empréstimo enquanto não puderem ir pessoalmente. Telefonem – é o 800 25 33 33 – ou escrevam para a caixa de mensagens do blogue, deixando sugestões de visitas e experiências (pronto, as que puderem ser realizadas em directo e com um microfone na mão – acho que não devia ter escrito isto), revelando fetiches, coisas que vos fazem espécie ou que mais vos excitam a curiosidade (e o resto) quando visitam certames deste tipo.

É a partir das 19, com Fernando Alvim e Rita Amado.

quarta-feira, fevereiro 06, 2008

O Lazer



Findo o Carnaval, as moças dançarinas semi-nuas regressadas aos casacos quentes, que isto de sambar em cima da caixa de carga de um tractor é muito giro, muito giro, mas em países onde, em Fevereiro, o frio não corte. Bom, mas, dizia eu, findo o Carnaval e todos nós novamente com as máscaras quotidianas postas, vamos falar de Lazer. E sobre a mesa estarão duas publicações que se dedicam a investigar e a informar-nos sobre o panorama, a dar opções e ideias para ocuparmos o nosso tempo livre. Refiro-me à Time Out, da parte da qual estará connosco João Cepeda; e à Giggle, representada pela Carolina Teixeira da Mota.

Do nosso querido público queremos que nos contem das vossas actividades de lazer, se preferem itens mais leves, de descontracção total, ou se são mais dados a coisas culturais daquelas que, ao invés de vos acalmarem os nervos, vos dão vontade de fazer uma revolução – claro que, entre um pólo e outro vai um longo caminho, nem oito nem oitenta. Digam-nos tudo do vosso lazer via 800 25 33 33 e caixa de mensagens do blogue, e falem-nos também da oferta que há no sítio onde vivem – e, já agora, queixem-se da que não há. Com os nossos convidados abordaremos, segundo a sua experiência nas publicações em que trabalham, que ideia têm das preferências dos portugueses, quais as actividades a que os lazeristas aderem mais, se as modas têm mudado e também se hoje há mais profissionalismo na organização dos eventos, sejam eles raves, bailes de sardinhada, exposições, concertos de acordeão e macaquinho acrobata e por aí adiante.

A partir das 19, com Fernando Alvim, porque sim, e Cátia Simão, porque não?

terça-feira, fevereiro 05, 2008

Repórteres, Reportagens & Cia.



Sobre a mesa, dois livros que têm em comum terem sido escritos por jornalistas. O primeiro, Vieste P@ra Ser o Meu Livro, (edição Prime Books) é co-assinado por Rita Marrafa de Carvalho (o outro autor é Eduardo Águaboa). Os dois vestiram-se de personagens e trocaram e-mails nessa condição: «um homem e uma mulher. Por obra do acaso, estranho, ele envia-lhe um email. Ela responde. No espaço de dois anos, este homem e esta mulher trocam emails. Trocam confidências e ternuras. Trocam insultos e impropérios. Põem em causa o meio pelo qual se tocam, tentam ultrapassar a maquinaria técnica de uma relação cibernáutica. No espaço de dois anos, Rita e Eduardo, uma jornalista e um assessor, escreveram a história de Rute e de João. Eduardo nunca soube o que Rita ia escrever. Rita nunca sabia como Eduardo responderia. Um livro escrito a 4 mãos, no vazio, de olhos vendados, sem combinações, sem enredos estipulados, sem um fim definido, Rita e Eduardo construíram um livro que põe à prova a inevitabilidade do tecnológico, de um amor que se ergue entre bites e bytes. Um dia Eduardo disse: "Acaba o livro, escreve o último email". E ela assim fez. Rute e João vão, alguma vez, pousar os olhos um no outro? Só lendo...»

O outro livro é Repórter de Guerra (edição da Oficina do Livro) e assina-o Luís Castro: «contar a verdade mesmo que isso lhe custe a própria vida: é esta a missão assumida por Luís Castro. De Cabinda a Timor, da Guiné ao deserto iraquiano, o jornalista vestiu o papel de repórter, que lhe deu, mais do que glória e fortuna, a possibilidade de ter estado onde se escreveu a História. Das suas mãos chegaram mais de quatrocentas reportagens a Portugal, acompanhadas de imagens que valem tanto como as palavras que redigiu e que o colocaram no centro de tantos conflitos armados. Luís Castro reviu blocos de apontamentos, visionou mais de mil horas de imagens em bruto, transcreveu diálogos e falou com os repórteres de imagem que o acompanharam em cada momento. Mas este livro é muito mais do que o fruto de um trabalho minucioso. É um percurso de um homem de coragem que mesmo nas piores situações não virou a cara à luta e sobreviveu para a contar. Recusando artificialismos e rodeios, registou os factos. Aqui está o que (lhe) aconteceu. Sem tirar nem pôr.»

Das relações pessoais cibernéticas à reportagem de guerra, pura e dura: duas faces da moeda dos dias de hoje. Rita Marrafa de Carvalho e Luís Castro são os nossos convidados. Vamos falar da Reportagem, género jornalístico que, segundo consta, parece em vias de extinção ou, pelo menos, passa um mau bocado: porque é caro e necessita de tempo para ser trabalhado, coisa que não agrada muito aos donos dos jornais, que preferem o imediato, a notícia em cima da hora – e de preferência a preços acessíveis; e abordaremos também a relação entre o jornalismo e a ficção, as várias maneiras de contar a realidade – e falar da tendência cada vez maior de jornalistas a escrever livros: será uma espécie de «tirar a barriga de misérias», explanar as ideias com outro fôlego, tendo em conta os apertos de espaço e de tempo que os jornais impõem?

Perguntas e comentários via 800 25 33 33 e caixa de mensagens do blogue, a partir das 19, com Fernando Alvim.

segunda-feira, fevereiro 04, 2008

O seu Filho e a Astrologia



Paulo Cardoso dispensa apresentações – é uma frase banal, admito, mas, neste caso, ainda mais verdadeira que banal. E há dois motivos para o termos hoje como convidado: completa este ano trinta de carreira e acabou de publicar, pela editora Livros d’Hoje, Conheça o seu Filho Através da Astrologia.

Diz-nos a nota de imprensa: «este pequeno guia pretende dar aos pais e familiares uma ideia da personalidade dos seus filhos, das suas carências e necessidades, para que os possam apoiar e orientar da melhor maneira. O signo solar numa criança é muitas vezes evidente, mais do que num adulto, na medida em que o Sol representa a nossa energia básica e vital, a nossa vontade. Embora só o conhecimento do Horóscopo nos forneça uma visão mais completa desse ser, o Sol é sem dúvida um astro muito importante. Juntamente com a Lua, forma o grupo dos Luminares, um par de energias opostas, mas complementares. A Astrologia dá-nos, assim, indicações importantes para perceber a evolução de uma criança e de um adolescente, bem como para aprender a lidar com essas energias. Não há signos bons nem signos maus, todas as energias têm uma faceta mais e menos positiva, e cabe a cada um aprender a equilibrar cada uma delas.»

Papás e mamãs, babados ou não, a emissão é sobretudo vossa e, via 800 25 33 33 e caixa de mensagens do blogue, digam-nos das particularidades dos vossos petizes, contem-nos se já lhes associaram os especialíssimos feitios ao horóscopo e partilhem connosco as vossas conclusões – ou então, dêem-nos os dados que nós conversaremos convosco sobre o assunto. Aproveitaremos também para falar da astrologia de uma maneira geral, o perfil de quem costuma consultar os astrólogos (se há um perfil específico ou é transversal) – e se hoje as pessoas já sabem mais das suas competências ou ainda vão com a ideia de arranjar pozinhos de perlimpimpim e mezinhas milagrosas para os seus problemas e adivinhações certeiras a propósito das incertezas do futuro.

A partir das 19, se os astros não nos baldarem, com Fernando Alvim e Cátia Simão.