segunda-feira, outubro 08, 2007

Ora então digam lá



Porque a liberdade é uma coisa muito bonita, hoje teremos mais uma das típicas, memoráveis, épicas – e quejandos adjectivos – Provas Orais de tema livre.

Liberdade total para abordarem os temas da actualidade – e outros – que achem pertinentes e que vos causem comichão à língua opinante: desde a eleição de Luís Filipe Menezes como líder do maior partido da oposição, à saga, que está aí para durar, do caso Madeleine McCann, passando pelo episódio Santana Lopes, que se recusou a continuar uma entrevista depois de ter sido interrompido pela reportagem sobre a chegada de Mourinho; o futuro clube de Mourinho (aceitam-se apostas), o talento para as Relações Públicas de Scolari, a Liga dos Campeões, o famoso vídeo revolucionário de um jovem chamado Durão Barroso, o último livro que leram, filme ou concerto a que assistiram, notícias insólitas que queiram partilhar connosco – de repente, dei com esta, sobre um jovem japonês que demorou 12 segundos e 26 centésimos a fazer o Cubo Mágico (não foi tanto este tempo que me espantou, mas o facto da febre do cubo mágico, que eu pensava que já tinha ido à vida em meados dos anos oitenta, permanecer); e, por falar em jogos, e tendo começado há pouco o ano lectivo, podem lembrar-nos dos jogos do recreio que entretanto foram substituídos pelas consolas portáteis (oh, saudosismo) e recordar o vosso primeiro dia de aulas. E, já agora, para onde foram e o que fizeram nas férias de Verão (se não vos for doloroso, uma vez que já acabaram): aceitamos, inclusive, queixas sobre o reumático – bicos de papagaio, em latim – uma vez que a mudança de tempo está aí.

O telefone é o 800 25 33 33; e está disponível, igualmente, a caixa de comentários do blogue. A partir das 19, com Fernando Alvim.

quinta-feira, outubro 04, 2007

Elvis Presley has just left the building



Elvis Presley morreu há cerca de trinta anos e a Prova Oral de hoje ser-lhe-á inteiramente dedicada. E o nosso convidado, como não podia deixar de ser (tendo em conta que Elvis, o próprio, não pode vir porque acabou de deixar o edifício e não cremos que regresse a tempo – já viram o trânsito que está?), é um fã incondicional do rei: chama-se Marco António e canta na banda revivalista rockabilly The Lucky Duckies. Além disso foi também, através da Lucky Duckies Produções, um dos pioneiros da introdução do karaoke por esses bares e afins afora – e promete uma demonstração karokiana em directo.

Vamos falar da maneira como se vive o Elvis ainda hoje, trinta anos depois, das impressões dessa vivência que Marco António tem recolhido ao longo dos concertos e eventos que organiza; da ascensão e queda do ídolo (note-se como no fim da vida pesava cento e quarenta quilos e tinha uma dose mínima de sangue na corrente de medicamentos que lhe corria nas veias); e dissertar também sobre os outros supostos reis e títulos afins, com certeza menos consensuais, anunciados por aí: será a Britney Spears a Rainha da Pop?, o Rui Veloso o Pai do Rock Português?, o Emanuel o Rei da Música Pimba?, o senhor Augusto o Rei dos Frangos?

Quanto a vocês, digam-nos como vêem Elvis Presley: um mito desbotado pelos anos?, uma lenda que parece nunca ter existido realmente?, uma manobra de marketing?; conhecem-lhe a música ou é algo que vos passa completamente ao lado? Já agora, contem-nos, para a caixa de comentários do blogue, dos reis que na vossa opinião ficaram por coroar: os ícones injustamente esquecidos e preteridos.

E caso se achem vocês próprios dignos de pertencer à realeza, provem-no: o 800 25 33 33 está à disposição para vos registar o groove dos dotes vocais. A partir das 19, com Fernando Alvim e Sílvia Batista.

quarta-feira, outubro 03, 2007

A graça de Deus



Em época de fundamentalismos – que sempre os houve, em todas as religiões, e não é coisa só de agora – vale a pena reflectir sobre o humor a propósito da religião. E o pretexto para a conversa, é a peça A Bíblia: Toda a Palavra de Deus (sintetizada), que está em cena no Teatro-Estúdio Mário Viegas desde 20 de Setembro e irá por lá ficar até ao fim de Novembro.

Como nos diz a nota de imprensa, «é um espectáculo que irá certamente pôr todos os portugueses a rir a bandeiras despregadas, e que resulta duma leitura muito particular (mesmo!) e divertida dos principais episódios narrados nos Livros Bíblicos, do Génesis ao Apocalipse. Esta nova encenação de Juvenal Garcês, com as representações duma velocidade de cortar a respiração de João Craveiro, Paulo Duarte Ribeiro e Tobias Monteiro, desmistifica sem desrespeitar e parodia sem satirizar algumas das principais questões suscitadas pelos textos sagrados e pelo cristianismo, pedindo apenas ao público uma "suspensão da seriedade e uma entrega sem pudor ao discurso humorístico da obra, à genialidade da encenação e à qualidade irrepreensível das interpretações"» Em estúdio, teremos os três actores da peça: João Craveiro, Paulo Duarte Ribeiro e Tobias Monteiro.

A Bíblia é um best seller, já vendeu mais que o Alquimista do Paulo Coelho e o Código Da Vinci do Dan Brown juntos e multiplicados por quatro – e é um dos livros considerados essenciais para muita gente. Mas será que todos os que lhe apregoam a importância a leram realmente (a começar pelos nossos convidados, sobretudo um deles, que se acha o máximo por ter feito a catequese toda)? Digam-nos vocês, aí desse lado, que episódios afinal vos marcaram mais, o que vos atrai ou retrai da história nela narrada – e se a acham uma fonte de inspiração como qualquer outra para o trabalho dos humoristas ou se, pelo contrário, há coisas intocáveis?

Está disponível o 800 25 33 33 e avisamos desde já que os dois melhores comentários deixados na caixa de mensagem do blogue dão direito a outros tantos bilhetes duplos para a peça (aos participantes pedimos que deixem o endereço electrónico no fim da sua mensagem).

É a partir das 19, com Fernando Alvim e Cátia Simão.

terça-feira, outubro 02, 2007

Uma aventura na Venezuela



O nosso convidado de hoje chama-se Luís Santos e é piloto de aviões – como qualquer outro piloto afim, não fosse a aventura bizarra (para utilizar um eufemismo), que viveu há uns anos, aquando de uma viagem à Venezuela. Para quem não se lembre, aqui vai o excerto de uma notícia da época, reportando o acontecimento:

«O pesadelo começou a 24 de Outubro de 2004 quando após uma viagem relâmpago a Caracas, Venezuela, se preparava para regressar a Portugal. Pouco antes da descolagem, a tripulação – comandante, António Smith, co-piloto, Luís Santos, e assistente de bordo, Raquel Neves – deparou-se com um amontoado de malas não identificadas no porão. Retiraram-nas da bagageira e avisaram as autoridades. A polícia deu de caras com 12 trolleys com cerca de 400 quilos de cocaína pura. Seguindo os tramites legais, a tripulação e as três passageiras – a quarta, uma espanhola, conhecida por La Rubias, decidiu à última hora ficar em Caracas – foram retidos para investigação. Foram detidos logo a seguir.»

Só pôde regressar a casa 14 meses depois. Foi uma aventura que fez correr muita tinta e que mexeu com a diplomacia dos dois países. Aquilo que, em linguagem técnica se chama um grandessíssimo aperto. Agora, passado o tempo necessário para assentar a poeira, é hora de contar como foi: o que se sente numa situação em que estamos tão fragilizados face às circunstâncias (mais uma vez, o termo técnico da coisa é «estar na hora errada no sítio errado»)?, e como se consegue ir mantendo a sanidade mental durante catorze meses com muita desesperança pelo meio?. E, alargando o âmbito da conversa para lá deste caso específico, o que, na opinião do nosso convidado, devia mudar para que incidentes destes não se voltassem a repetir (tendo em conta que os funcionários das transportadores, pilotos, hospedeiras e afins, estão constantemente expostos às «más coincidências»)?

E já que falamos em hospedeiras, que nem só de desgraças é feita a experiência: é verdade que não há piloto que não tenha um caso com uma?, hum? E porque diabo acabaram as demonstrações de salvamento, aquele prelúdio teatral que tanto animava os passageiros? E os funcionários trazem comida de casa, ou sujeitam-se à que é servida a bordo? Se sim, que gastrenterologista nos aconselham (sim, porque o vosso deve ser bom, ou já teriam um buraco no estômago). Os bancos da cabine de pilotagem, em termos sexuais, dão mais ou menos jeito que os estofos do automóvel?

Mais perguntas e comentários para o 800 25 33 33 e caixa de mensagens do blogue. A partir das 19, com Fernando Alvim.

segunda-feira, outubro 01, 2007

Enciclopédia Hip Hop



O Hip Hop veio para ficar – se dúvidas havia sobre tratar-se de mais uma moda. E Corsino Furtado – Uncle C, o nome de guerra – tirou um dos retratos possíveis ao movimento, cujo primeiro volume acabou de editar no DVD Enciclopédia Hip Hop. A nota de imprensa sublinha não se tratar «apenas de um documentário, mas também de uma pequena compilação de hip hop e suas vertentes por completo. A partir de um conjunto de recolha de imagens efectuada de forma aleatória nos ultimos 3 anos por Corsino Furtado (Uncle C), ao percorrer vários locais e ambientes relacionados com o movimento. Recorrendo para tal a uma pequena handycam digital para registo de diversas horas de material em bruto com vários intervenientes nacionais e internacionais, desde entrevistas, freestyles, concertos ao vivo, graffiti, etc... com participantes dos 16 aos 65 anos.»

Teremos, pois, hoje, mais uma vez, o Hip Hop à conversa na Prova Oral. Corsino Furtado falar-nos-á de toda a experiência da feitura desde DVD, os prazeres e as dificuldades do processo, e discutirá connosco – e convosco, via 800 25 33 33 e caixa de mensagens do blogue – o passado, o presente e o futuro do Hip Hop.

Digam-nos vocês também da vossa relação com este movimento, de como foi o primeiro contacto com ele, do que gostam mais, do que gostam menos, bandas e nomes que consideram de referência e os concertos mais inesquecíveis a que assistiram.

A partir das 19, com Fernando Alvim.