quinta-feira, setembro 27, 2007

Depressa e bem



A diferença entre não termos tempo para nada e, do pouco tempo que temos, fazermos alguma coisa dele, está, muitas vezes, no planeamento do dito cujo – o tempo, esse animal esguio e azeitado que nos foge das mãos sempre que o tentamos agarrar (a metáfora é bonita, não é?, tirando a parte do azeite, eu sei, mas não me ocorreu lubrificante melhor, e sobretudo um que não desse trela a más interpretações).

Foi a pensar exactamente nessa espécie de praga dos tempos modernos – a da falta de tempo e não a das metáforas azeiteiras – que a ADECCO, uma empresa da área da Prestação de Serviços de Gestão de Recursos Humanos, decidiu criar a workshop Não tenho tempo para workshops.

Diz-nos a nota de imprensa que o objectivo é levar os participantes a ganharem ferramentas para uma melhor gestão do seu tempo de trabalho e de lazer. E sintetizam em três passos a aprendizagem:

- O Primeiro passo é o do auto-conhecimento das capacidades intrínsecas dos indivíduos e suas limitações.
- O Segundo passo é a exploração de todo o potencial de cada indivíduo, com o objectivo de sistematizar, priorizar e gerir as suas actividades diárias;
- O Terceiro passo é o relacionamento entre o indivíduo e os outros que o rodeiam.


O convidado será Ruben Antunes, director da Adecco Training, e vai-nos dizer que lucro podem os participantes esperar do precioso tempo – esse azeiteiro – que investirem nesta workshop.

E, já agora, se não estiverem muito ocupados, às 19 e picos coisa e tal, telefonem-nos (800 25 33 33) ou escrevem-nos para a caixa de mensagens: partilhem connosco os vossos dilemas do género «ai que já é tão tarde e ainda não fiz nada» e os vossos truques caseiros para dar a volta à questão (e temperar saladas: metem azeite e mais quê?)

É às 19. Com Fernando Alvim.

quarta-feira, setembro 26, 2007

Mundo Mix PT



aqui falámos antes do Mundo Mix PT e hoje vamos falar outra vez. Desta feita, o evento, realizar-se-á nos próximos dias 29 e 30 de Setembro, na cidade de Cascais, e dará especial destaque aos alunos finalistas do curso de design de moda da Faculdade de Arquitectura da Universidade de Lisboa.

Catarina Guerra, da PT, e Beto Lago, mentor do Mundo Mix PT, contar-nos-ão da natureza do projecto e do que iniciativas deste género podem fazer pelos artistas em começo de actividade; Inês Vicente e Ivan Martins, dois dos jovens finalistas, darão conta dos seus percursos, da sua aprendizagem, das suas expectativas e das dificuldades que têm encontrado.

Quanto aos candidatos a designers & artes afins que nos estejam a ouvir, convidamo-vos a partilhar connosco alguma experiência que achem interessante, algum protesto que achem pertinente, algum conselho que achem útil, via 800 25 33 33 e caixa de mensagens do blogue – meios que valem para toda a gente que sinta curiosidade na matéria e queira contribuir com perguntas e comentários.

A partir das 19, com Fernando Alvim e Marisa Jamaica, também eles jovens criadores, mas de galinhas e coelhos no quintal das respectivas avós.

terça-feira, setembro 25, 2007



Fernanda Câncio é jornalista e reuniu num volume 15 das suas melhores reportagens sobre temas como a violência policial, a pobreza, o aborto clandestino, a perseguição aos homossexuais, etc. – situações bem reais mas que, para muitos de nós, que não fazemos parte daquelas minorias mais desprotegidas e anónimas, se assemelham a ficções, lidas com certa distância nos jornais ou assistidas, à hora de jantar, nos telejornais. O volume chama-se Até Não Perceber - 15 Histórias de Verdade a Caminho da Ficção e foi editado pela Tinta da China.

Vai estar hoje na Prova Oral para falar destas histórias, do que as une entre si, do quanto parecem ter acontecido num universo paralelo ao nosso quando, no fim de contas, aconteceram no quintal ali mesmo ao lado (mais sobre este livro neste post de Eduardo Pitta); e também abordar o momento actual do jornalismo de investigação, que parece – pelo tempo que um jornalista precisa para o fazer em condições e consequente encargo adicional do jornal onde trabalha – fora das prioridades do pronto-a-vestir das notícias de hoje, cada vez mais apressadas.

Perguntas e comentários para o 800 25 33 33 e caixa de mensagens do blogue. A partir das 19, com Fernando Alvim e Cártia Simão.

segunda-feira, setembro 24, 2007

Dar em doido



O nosso convidado de hoje chama-se José Luís Pio Abreu, é psiquiatra do Hospital da Universidade de Coimbra, e em 2002 publicou, pela Quarteto, uma pequena provocação em forma de livro: Como Tornar-se Doente Mental. Dizia-nos a sinopse:

«Este livro explica como adquirir uma doença psiquiátrica. (...) O leitor interessado encontra aqui uma ampla variedade de doenças mentais, com os seus critérios diagnósticos, e uma detalhada explicação do modo de atingir esses objectivos.»

Aparentemente andávamos todos mortinhos (salvo seja) para dar em doidos porque o livro esgotou várias edições.

Já este ano, José Luís Pio Abreu voltou as livrarias, desta vez com Quem nos faz como somos, edição Dom Quixote.

«Por que faço o que faço, por que penso o que penso? A maioria das pessoas dirá: "porque quero". Este livro ensaia respostas alternativas. E quem são então os verdadeiros responsáveis por aquilo que pensamos e fazemos? Quem são os responsáveis pela nossa loucura ou pela falta dela ou ainda pela situação por vezes dúbia, mas demasiado quotidiana, entre a loucura e a falta dela? Pois, os «culpados» são os genes, que representam a nossa longa história biológica, e os signos, que traduzem a nossa enorme dependência cultural.»

Vamos falar do fascínio da maioria das pessoas pelo universo das doenças mentais, dos livros de auto-ajuda (discutir se ajudam alguma coisa para lá da conta bancária dos autores), do consumo exagerado de anti-depressivos (que se vendem como tremoços), da confusão entre depressão patológica e mera tristeza que é uma coisa que nos calha a todos – e o mais que vocês quiserem propor, comentar, via 800 25 33 33 ou caixa de mensagens do blogue, a partir das 19 com Fernando Alvim e Marisa Jamaica.

quinta-feira, setembro 20, 2007

1+1=1



Mote: as revistas Men’s Health e Cosmopolitan promoveram um questionário conjunto que envolveu 37.691 leitores, em 13 países, a fim de descobrir o parceiro ideal. Poupando-vos os pormenores técnicos do estudo, aqui vão alguns dos resultados:

Os resultados revelam que 33,9 por cento dos homens portugueses privilegiam a inteligência nas mulheres, mais do que o corpo ou outros atributos. Enquanto que as mulheres portuguesas preferem homens carinhosos e com sentido de humor (45 por cento).

No que diz respeito ao sexo, a maioria dos homens gostaria de ter relações sexuais três a quatro vezes por semana (31,41 por cento), enquanto que 30,69 por cento dos entrevistados apenas refere uma vez por semana. Neste âmbito, as mulheres portuguesas coincidem com este desejo: 44,38 por cento das inquiridas revela a sua preferência em fazê-lo três a quatro vezes por semana.»

Na cama, tanto os homens (43,08 por cento) como as mulheres (47,74 por cento) gostam de ouvir o que os torna únicos e especiais. Quanto aos preliminares, ambos os sexos também estão em sintonia: quinze minutos é o tempo ideal e necessário para uma relação sexual satisfatória (48,08 % das mulheres e 40,06 % dos homens).

As mulheres valorizam também homens que tenham em conta as suas necessidades e desejos. Quando interrogadas, elas destacam a consideração – o facto de eles se preocuparem em saber se elas estão a gostar e a ter prazer (57,66 por cento das leitoras portuguesas da Cosmopolitan). As respostas masculinas coincidem, 26,95 por cento dos portugueses dão importância a este atributo.

Segundo os resultados do estudo, 41,17 por cento das portuguesas afirma, ainda, que eles ficam perfeitos só com um duche rápido e a barba feita, um resultado que não difere muito dos restantes países. No caso dos homens, elas devem investir algum tempo na imagem, de modo a ficarem mais bonitas para os seus namorados (52,88 por cento). Contudo, os lusitanos são conservadores, pois não gostam que elas andem muito despidas (53,17 por cento).

Numa situação em que a mulher ganhe mais do que o homem, ambos os sexos têm a mesma opinião. Eles (63,83%) e elas (83,21%) preferem dividir custos e não falar muito acerca do assunto.

O estudo prova que os portugueses são ciumentos. Quanto interrogadas sobre o que poderá ameaçar uma relação, elas destacam como principais entraves: o contacto próximo com as ex-namoradas (77,23%), se ele for muito dado a “flirts” (81,9%) e tiver maus “modos” (84, 38%). Na perspectiva masculina, a relação pode não dar resultado se ela for muito dada a “flirts” (70,03%), continuar a falar muito com os ex-namorados (69,02%) ou tiver “maus hábitos” (66,57%).

O estudo apresenta, ainda, algumas conclusões acerca dos factores que podem “arruinar” uma relação sexual. Neste ponto, os portugueses também estão em sintonia. Os homens referem o silêncio ou o “não fazer barulho na cama” como uma das principais razões de insatisfação (78,53%), enquanto que elas referem o facto dele “não ter resistência” (90,98%) e “não fazer barulho” (83,21%).

Os dados internacionais não diferem muito dos resultados portugueses. A característica que os homens mais valoriza é a “doçura/ser carinhosa”, essencial para ter uma namorada perfeita (25,31 por cento). Quanto ao sexo, os homens preferem fazê-lo 3 a 4 vezes por semana (35,42%), enquanto que “beijar mal” é a razão mais apontada para arruinar uma relação sexual (54,69%).

Os resultados globais referem que as mulheres destacam o “sentido de humor” como a principal característica para o namorado perfeito (33,35%). Mesmo que ele não seja muito falador, elas necessitam que os seus pares comuniquem os sentimentos através de um beijo e de um abraço apertado (62,87%).


Para discutir estes resultados connosco convidámos o sexólogo Quintino Aires. Quanto a vocês, peguem nos itens acima enumerados e digam-nos de vossa justiça: via 800 25 33 33 ou caixa de mensagens do blogue, sublinhem o que coincide ou não com a vossa experiência, e contem-nos então o que torna uma pessoa o vosso parceiro ideal.

É a partira da 19, com Fernando Alvim e Rita Amado, um dos pares ideais da Prova Oral.