terça-feira, setembro 25, 2007



Fernanda Câncio é jornalista e reuniu num volume 15 das suas melhores reportagens sobre temas como a violência policial, a pobreza, o aborto clandestino, a perseguição aos homossexuais, etc. – situações bem reais mas que, para muitos de nós, que não fazemos parte daquelas minorias mais desprotegidas e anónimas, se assemelham a ficções, lidas com certa distância nos jornais ou assistidas, à hora de jantar, nos telejornais. O volume chama-se Até Não Perceber - 15 Histórias de Verdade a Caminho da Ficção e foi editado pela Tinta da China.

Vai estar hoje na Prova Oral para falar destas histórias, do que as une entre si, do quanto parecem ter acontecido num universo paralelo ao nosso quando, no fim de contas, aconteceram no quintal ali mesmo ao lado (mais sobre este livro neste post de Eduardo Pitta); e também abordar o momento actual do jornalismo de investigação, que parece – pelo tempo que um jornalista precisa para o fazer em condições e consequente encargo adicional do jornal onde trabalha – fora das prioridades do pronto-a-vestir das notícias de hoje, cada vez mais apressadas.

Perguntas e comentários para o 800 25 33 33 e caixa de mensagens do blogue. A partir das 19, com Fernando Alvim e Cártia Simão.

segunda-feira, setembro 24, 2007

Dar em doido



O nosso convidado de hoje chama-se José Luís Pio Abreu, é psiquiatra do Hospital da Universidade de Coimbra, e em 2002 publicou, pela Quarteto, uma pequena provocação em forma de livro: Como Tornar-se Doente Mental. Dizia-nos a sinopse:

«Este livro explica como adquirir uma doença psiquiátrica. (...) O leitor interessado encontra aqui uma ampla variedade de doenças mentais, com os seus critérios diagnósticos, e uma detalhada explicação do modo de atingir esses objectivos.»

Aparentemente andávamos todos mortinhos (salvo seja) para dar em doidos porque o livro esgotou várias edições.

Já este ano, José Luís Pio Abreu voltou as livrarias, desta vez com Quem nos faz como somos, edição Dom Quixote.

«Por que faço o que faço, por que penso o que penso? A maioria das pessoas dirá: "porque quero". Este livro ensaia respostas alternativas. E quem são então os verdadeiros responsáveis por aquilo que pensamos e fazemos? Quem são os responsáveis pela nossa loucura ou pela falta dela ou ainda pela situação por vezes dúbia, mas demasiado quotidiana, entre a loucura e a falta dela? Pois, os «culpados» são os genes, que representam a nossa longa história biológica, e os signos, que traduzem a nossa enorme dependência cultural.»

Vamos falar do fascínio da maioria das pessoas pelo universo das doenças mentais, dos livros de auto-ajuda (discutir se ajudam alguma coisa para lá da conta bancária dos autores), do consumo exagerado de anti-depressivos (que se vendem como tremoços), da confusão entre depressão patológica e mera tristeza que é uma coisa que nos calha a todos – e o mais que vocês quiserem propor, comentar, via 800 25 33 33 ou caixa de mensagens do blogue, a partir das 19 com Fernando Alvim e Marisa Jamaica.

quinta-feira, setembro 20, 2007

1+1=1



Mote: as revistas Men’s Health e Cosmopolitan promoveram um questionário conjunto que envolveu 37.691 leitores, em 13 países, a fim de descobrir o parceiro ideal. Poupando-vos os pormenores técnicos do estudo, aqui vão alguns dos resultados:

Os resultados revelam que 33,9 por cento dos homens portugueses privilegiam a inteligência nas mulheres, mais do que o corpo ou outros atributos. Enquanto que as mulheres portuguesas preferem homens carinhosos e com sentido de humor (45 por cento).

No que diz respeito ao sexo, a maioria dos homens gostaria de ter relações sexuais três a quatro vezes por semana (31,41 por cento), enquanto que 30,69 por cento dos entrevistados apenas refere uma vez por semana. Neste âmbito, as mulheres portuguesas coincidem com este desejo: 44,38 por cento das inquiridas revela a sua preferência em fazê-lo três a quatro vezes por semana.»

Na cama, tanto os homens (43,08 por cento) como as mulheres (47,74 por cento) gostam de ouvir o que os torna únicos e especiais. Quanto aos preliminares, ambos os sexos também estão em sintonia: quinze minutos é o tempo ideal e necessário para uma relação sexual satisfatória (48,08 % das mulheres e 40,06 % dos homens).

As mulheres valorizam também homens que tenham em conta as suas necessidades e desejos. Quando interrogadas, elas destacam a consideração – o facto de eles se preocuparem em saber se elas estão a gostar e a ter prazer (57,66 por cento das leitoras portuguesas da Cosmopolitan). As respostas masculinas coincidem, 26,95 por cento dos portugueses dão importância a este atributo.

Segundo os resultados do estudo, 41,17 por cento das portuguesas afirma, ainda, que eles ficam perfeitos só com um duche rápido e a barba feita, um resultado que não difere muito dos restantes países. No caso dos homens, elas devem investir algum tempo na imagem, de modo a ficarem mais bonitas para os seus namorados (52,88 por cento). Contudo, os lusitanos são conservadores, pois não gostam que elas andem muito despidas (53,17 por cento).

Numa situação em que a mulher ganhe mais do que o homem, ambos os sexos têm a mesma opinião. Eles (63,83%) e elas (83,21%) preferem dividir custos e não falar muito acerca do assunto.

O estudo prova que os portugueses são ciumentos. Quanto interrogadas sobre o que poderá ameaçar uma relação, elas destacam como principais entraves: o contacto próximo com as ex-namoradas (77,23%), se ele for muito dado a “flirts” (81,9%) e tiver maus “modos” (84, 38%). Na perspectiva masculina, a relação pode não dar resultado se ela for muito dada a “flirts” (70,03%), continuar a falar muito com os ex-namorados (69,02%) ou tiver “maus hábitos” (66,57%).

O estudo apresenta, ainda, algumas conclusões acerca dos factores que podem “arruinar” uma relação sexual. Neste ponto, os portugueses também estão em sintonia. Os homens referem o silêncio ou o “não fazer barulho na cama” como uma das principais razões de insatisfação (78,53%), enquanto que elas referem o facto dele “não ter resistência” (90,98%) e “não fazer barulho” (83,21%).

Os dados internacionais não diferem muito dos resultados portugueses. A característica que os homens mais valoriza é a “doçura/ser carinhosa”, essencial para ter uma namorada perfeita (25,31 por cento). Quanto ao sexo, os homens preferem fazê-lo 3 a 4 vezes por semana (35,42%), enquanto que “beijar mal” é a razão mais apontada para arruinar uma relação sexual (54,69%).

Os resultados globais referem que as mulheres destacam o “sentido de humor” como a principal característica para o namorado perfeito (33,35%). Mesmo que ele não seja muito falador, elas necessitam que os seus pares comuniquem os sentimentos através de um beijo e de um abraço apertado (62,87%).


Para discutir estes resultados connosco convidámos o sexólogo Quintino Aires. Quanto a vocês, peguem nos itens acima enumerados e digam-nos de vossa justiça: via 800 25 33 33 ou caixa de mensagens do blogue, sublinhem o que coincide ou não com a vossa experiência, e contem-nos então o que torna uma pessoa o vosso parceiro ideal.

É a partira da 19, com Fernando Alvim e Rita Amado, um dos pares ideais da Prova Oral.

quarta-feira, setembro 19, 2007

António José Correia de Brito


Os saudosos Gemini, dos quais Tózé Brito fez parte, numa actuação no Festival Eurovisão da Canção de 1978. Reparem como era longo o percurso dos bastidores para o palco. Outros tempos, outros tempos.


António José Correia de Brito, Tózé Brito para os amigos, escreve canções. E há já uns aninhos valentes que o faz (a gente não repara, não repara, mas os anos andam sempre cheios de pressa para ir a qualquer lado – e passam).

Escreveu-as para si e para os projectos de que fez parte (lembro, por exemplo, o Quarteto 1111, os Gemini, os Green Windows); mas, sobretudo, para os outros (talvez a maioria de vós não saiba que é de sua autoria o mítico «Recordar é Viver», mas ide à juke box do site para outras surpresas) – canções essas que reúne agora num álbum chamado Vida, Canções e Amigos.

É o convidado de hoje e será, com certeza, um interlocutor privilegiado para nos falar do percurso da música portuguesa nas últimas décadas – porque o integrou activamente – e também do futuro dela já que, como todos sabem, ocupa um cargo decisivo dentro da secção portuguesa da Universal e tem-se batido aguerridamente (às vezes com alguma polémica) contra a pirataria.

Muito tópico para conversa há por aqui, e vocês podem participar: perguntas e comentários via 800 25 33 33 ou caixa de mensagens do blogue. A partir das 19, com Fernando Alvim e Cátia Simão.

terça-feira, setembro 18, 2007

As notícias



Com o pouco hábito de leitura de jornais que nos é reconhecido (não só a nós, mas um pouco por todo o mundo) e a predominância da televisão sobre os demais meios que nos trazem a informação, os noticiários televisivos acabam por ter responsabilidade acrescida: é por eles e pelos olhos dos seus jornalistas que a maioria de nós vai vendo que se passa a nossa volta. E Clara de Sousa, como acontece com todos os pivot's, não se livra de ser o rosto a que todos associamos as más e as boas notícias.

Estará hoje na Prova Oral a falar do seu itinerário de jornalista, o que a levou a interessar-se pelo jornalismo televisivo, os ossos e os prazeres do ofício – e da sua visão do jornalismo actual, virtudes e as desvirtudes das tendências dominantes (que, de resto, se encontram em doses mais ou menos iguais, só para dar um exemplo, no caso mediático do momento, o desaparecimento de Madeleine McCann).

Reclamações, elogios, perguntas e comentários sobre a forma como as notícias vos chegam e como gostariam que elas vos chegassem, são bem vindos, via 800 25 33 33 ou caixa de mensagens do blogue. A partir das 19, com Fernando Alvim.