quarta-feira, setembro 19, 2007

António José Correia de Brito


Os saudosos Gemini, dos quais Tózé Brito fez parte, numa actuação no Festival Eurovisão da Canção de 1978. Reparem como era longo o percurso dos bastidores para o palco. Outros tempos, outros tempos.


António José Correia de Brito, Tózé Brito para os amigos, escreve canções. E há já uns aninhos valentes que o faz (a gente não repara, não repara, mas os anos andam sempre cheios de pressa para ir a qualquer lado – e passam).

Escreveu-as para si e para os projectos de que fez parte (lembro, por exemplo, o Quarteto 1111, os Gemini, os Green Windows); mas, sobretudo, para os outros (talvez a maioria de vós não saiba que é de sua autoria o mítico «Recordar é Viver», mas ide à juke box do site para outras surpresas) – canções essas que reúne agora num álbum chamado Vida, Canções e Amigos.

É o convidado de hoje e será, com certeza, um interlocutor privilegiado para nos falar do percurso da música portuguesa nas últimas décadas – porque o integrou activamente – e também do futuro dela já que, como todos sabem, ocupa um cargo decisivo dentro da secção portuguesa da Universal e tem-se batido aguerridamente (às vezes com alguma polémica) contra a pirataria.

Muito tópico para conversa há por aqui, e vocês podem participar: perguntas e comentários via 800 25 33 33 ou caixa de mensagens do blogue. A partir das 19, com Fernando Alvim e Cátia Simão.

terça-feira, setembro 18, 2007

As notícias



Com o pouco hábito de leitura de jornais que nos é reconhecido (não só a nós, mas um pouco por todo o mundo) e a predominância da televisão sobre os demais meios que nos trazem a informação, os noticiários televisivos acabam por ter responsabilidade acrescida: é por eles e pelos olhos dos seus jornalistas que a maioria de nós vai vendo que se passa a nossa volta. E Clara de Sousa, como acontece com todos os pivot's, não se livra de ser o rosto a que todos associamos as más e as boas notícias.

Estará hoje na Prova Oral a falar do seu itinerário de jornalista, o que a levou a interessar-se pelo jornalismo televisivo, os ossos e os prazeres do ofício – e da sua visão do jornalismo actual, virtudes e as desvirtudes das tendências dominantes (que, de resto, se encontram em doses mais ou menos iguais, só para dar um exemplo, no caso mediático do momento, o desaparecimento de Madeleine McCann).

Reclamações, elogios, perguntas e comentários sobre a forma como as notícias vos chegam e como gostariam que elas vos chegassem, são bem vindos, via 800 25 33 33 ou caixa de mensagens do blogue. A partir das 19, com Fernando Alvim.

segunda-feira, setembro 17, 2007

Mocidade, mocidade



O tema de hoje será a SPOT – Feira da Juventude; e não, não se trata de uma concentração de vendedores de elixir para a eterna dita cuja, mas de uma mostra de associações, instituições e actividades com potencial interesse para os jovens dos «12 aos 35 anos». Decorre no Centro de Congressos de Lisboa entre 15 e 18 de Setembro e connosco estará o Dr. José Duarte Cordeiro (Vice-Presidente IPJ), mais o Luís Alves (Presidente Federação Nacional Associações Juvenis) e a Carla Mouro (Presidente Concelho Nacional Juventude) para nos desvendar todas as minudências do evento e discutir convosco – jovens, pais de jovens à beira de um ataque de nervos, avós modernos e tias gaiteiras (das que dão vinte euros ao sobrinho querido por altura dos feriados religiosos) – via 800 25 33 33 ou caixa de mensagens do blogue, o interesse que acham no programa (para isso, façam lá o trabalhinho de casa, vendo no site da SPOT), os apoios ou falta deles que sentem nas vossas actividades juvenis, sobretudo estando longe dos grandes centros urbanos.

A partir das 19, com Fernando Alvim e Marisa Jamaica.

quinta-feira, setembro 13, 2007

You talking to me?


Era inevitável a ilustrar este post: uma das cenas mais famosas do mais famoso filme relacionado com taxistas.

Não, não é uma concentração de zé-manéis nem um concurso de ver quem buzina primeiro ao carro da frente assim que o semáforo passa a verde (só contam as buzinadelas feitas no primeiros três milésimos de segundo, após a mudança de cor): o Festival Internacional do Taxi, que este ano assenta arraiais em Lisboa entre 15 e 23 de Setembro e vai ser o tema de hoje da Prova Oral, é algo completamente diferente.

Diz-nos a nota de imprensa: «o táxi faz parte do imaginário das nossas cidades, das suas cores e recordações dos seus visitantes. O motorista de Táxi é, por vezes, o primeiro interlocutor de quem descobre uma cidade, tornando-se uma espécie de embaixador. Actor da nossa vida quotidiana, personagem de cinema, o táxi desempenha um papel essencial nas deslocações e representações urbanas. O Festival Internacional do Taxi, organizado pelo IVM, procura associar a festa cultural a uma abordagem científica, técnica e profissional. Ele pretende abrir o debate e colocar o táxi e o seu papel na mobilidade em áreas metropolitanas nas agendas de discussão urbanas.»

O programa é muito variado e riquíssimo (vale a pena ir ver ao sítio do evento na internet), e incluí desde cinema (inclusive com uma competição de curtas metragens, por exemplo), contadores de histórias, a mostras de design, BD's, DJ's.

Em estúdio teremos alguém da organização do Festival Internacional do Taxi para nos sublinhar este ou aquele item do festival e espicaçar a curiosidade.

Como sempre, todos os ouvintes estão convidados a participar, ora por telefone (800 25 33 33), ora através da caixa de mensagens do blogue. Mas hoje gostaríamos particularmente de ouvir os taxistas: telefonem ou escrevam a contar-nos do passageiro mais estranho, mais bizarro que já transportaram, do mais cómico, do mais simpático; do destino mais surreal que vos foi solicitado; daquelas situações em que percebem que nem o cliente sabe para onde quer ir – ou simplesmente contem-nos como vos correu o dia de hoje.

A partir das 19, com Fernando Alvim e Rita Amado, bip bip.

quarta-feira, setembro 12, 2007

A nobre arte de ser pelos outros



Às vezes, o que é nacional não só é bom mas faz bem. E, com tanto pseudo-orgulho (às terças, quintas e sábados) ou pseudo-falta de auto-estima (às segundas, quartas e sextas – ao domingo descansa-se) que para aí anda, não era má ideia olharmos para uma instituição como a AMI – Assistência Médica Internacional, que, a partir de cá, vai aonde é realmente precisa.

Sobre a sua fundação, diz o seu fundador: « Fundei-a porque entendi ser útil que houvesse em Portugal uma instituição humanitária autêntica, independente, dinâmica e repleta de ideal, inspirada nos “Médecins Sans Frontières” (MSF), instituição onde eu actuava havia já cinco anos. Nessa altura, lembro-me de me ter interrogado muitas vezes, do porquê de ser então o único médico português a actuar nesse tipo de instituição humanitária não governamental. Tendo ajudado a lançar a Secção Belga dos MSF no inicio da década de 80 e tendo sido um dos seus administradores, entendi a partir de certa altura que em Portugal poderíamos também construir uma instituição do mesmo género... Foi essa reflexão e vontade, conjugadas com uma “Grande Reportagem” com grande impacto em Portugal, do meu, hoje, querido Amigo José Manuel Barata Feyo feita comigo, no Chade em 1983 (apresentada na RTP pelo também meu, hoje, querido Amigo Miguel Sousa Tavares) que deram origem à AMI em 1984 (...)»

Será, pois, o Dr. Fernando Nobre, fundador da AMI, o nosso convidado de hoje que, a pretexto do lançamento do livro Gritos Contra a Indiferença (Temas & Debates), «uma obra que reúne artigos publicados e textos de conferências dadas ao longo dos últimos dez anos em seminários, escolas, institutos, fundações, universidades e grupos doutos, civis ou militares», dar-nos-á também a conhecer melhor a instituição que dirige, contará histórias mais e menos felizes destes anos de actividade – e explicará como isto nos diz respeito a todos e como cada um de nós pode ajudar.

Participem, perguntas & comentários & etc., a partir das 19, via 800 25 33 33 ou caixa de mensagens do blogue. Com Fernando Alvim e Xana Alves.