sexta-feira, setembro 07, 2007

Foi em Setembro, na Madeira, que te conheci



Hoje, a Prova Oral levantou voo e foi até à Madeira: sim emissão em directo, a partir de lá. E como somos deveras originais, vamos falar de quê? Não, não é do Dr. Alberto João Jardim (embora também se possa fazê-lo); mas da Madeira, ela própria, a única.

Ah, o mar, o Sol, a paisagem, o vinho (o Presidente do Instituto do Vinho da Madeira, Dr. Paulo Rodrigues, será um dos nossos convidados), a comida, os bares, a música, a literatura (outro convidado será o escritor madeirense Constantino Palma) e artes afins; as pessoas; os defeitos, as virtudes – todas as idiossincrasias do sítio que vocês, ouvintes madeirenses (ou não-madeirenses, mas que conheçam bem a Madeira), nos queiram revelar, via 800 25 33 33 e caixa de comentários do blogue.

Pelos mesmos meios, quem nunca lá pôs os pés e só a conheça dos postais ilustrados e dos noticiários sobre a campanha eleitoral, soltem a trela da vossa curiosidade, do vosso ímpeto comentador e digam-nos coisas.

É a partir das 19, com o gondomarense Fernando Alvim no papel de madeirense e a madeirense de gema Cátia Simão (a vida tem destas ironias) no papel de lisboeta cheia de inveja por não ter ido também.

quinta-feira, setembro 06, 2007

Os ex-lugares de sempre



Nasce-se, morre-se, gerações sucedem-se e, à mão delas, muda também o espaço físico que habitam, umas vezes para melhor, muitas vezes para pior; mas todos temos os nossos locais de referência: o empedrado da calçada que percorremos vezes sem conta; o senhor Joaquim, Manuel e sei-lá-que-mais que já era idoso quando ainda éramos nós infantes; o quiosque do costume – muitas vezes nem nos apercebermos de como o dono envelheceu e que mais ano menos ano se reformará –; o café onde assentamos com os amigos ou sozinhos, a ler um livro, um jornal; os edifícios onde nunca entrámos mas que nos aconchega o facto de estarem ali a marcar a eternidade.

É, porém, fictícia essa eternidade, nada é eterno e apercebemo-nos disso, tantas vezes, de chofre, de repente, quando damos com um terreno, onde antes havia um edifício antigo – ou apenas velho –, terraplanado, ou com o café do costume entaipado para obras e mudança de ramo. Um exemplo actual, é o Grémio Lisbonense, que foi fundado em 1842 e agora enfrenta uma ordem de despejo, a cumprir até ao dia sete.

Hoje vamos falar desse caso concreto, mas gostaríamos de extrapolá-lo para outros milhentos casos que grassam por todo o país; por isso, mais uma vez, convidamo-vos a colaborar: liguem-nos – 800 25 33 33 – ou deixem um pequeno texto na caixa de comentários, e contem-nos das vossas referências quotidianas. As que estão ameaçadas – pela pressão imobiliária, pela negligência – ou as que até já desapareceram sem deixar rasto: valem edifícios emblemáticos, cafés, esquinas esconsas, jardins, teatros, cinemas, drogarias, papelarias, livrarias – e pessoas.

A partir das 19, com Fernando Alvim e Cátia Simão.

quarta-feira, setembro 05, 2007

Minhas caras compras



O convidado de hoje é um luso-brasileiro jogador do Barcelona que dispensa apresentações: o Deco. Ok, pronto, pronto, estava a brincar, não vamos ter cá o Deco, mas a Dra. Natália Nunes da DECO (peço desculpa, ando há anos para fazer o trocadilho e hoje não resisti).

E sobre a mesa estará o custo de vida, coisa que interessa a todos, uma vez que, por menos consumistas que juremos ser, não nos livramos de ser consumidores e de, volta e meia, entrar numa loja ou num fornecedor de serviços – ó faxavor – e zás, comprar. E tunga, pagar.

Dicas para a poupança, situações evitáveis, abusos mais ou menos clássicos, aquilo que pagamos e não devíamos: hoje, mais do que nunca, a vossa participação é essencial; exponham casos, façam perguntas – o telefone é o 800 25 33 33 e há a caixa de comentários do blogue – e, já agora, digam-nos que tipo de consumidores são, se impulsivos, se atentos, se somíticos e do género regateador, se têm hábito de reclamar quando acham que devem e por aí adiante.

A partir das 19, na mercearia do costume, com Fernando Alvim na secção do talho e Rita Amado nos azeites. E óleos alimentares. Margarinas também.

terça-feira, setembro 04, 2007

A canção


Uma grande canção de um grande escritor de canções.

Tiago Torres da Silva, escreve, entre muitas outras coisas, letras para canções, tendo já, inclusive, orientado vários ateliers de escrita nessa área. Hoje virá à Prova Oral partilhar connosco a sua experiência e know-how e conversar sobre o que, na sua opinião, faz uma boa ou uma má canção, dando exemplos das melhores canções que já ouviu, das piorzinhas e daquelas que nem sim nem sopas (ou, como dizia o Herman, nem Ford nem sai de Simca).

Quanto a vós, caríssimos ouvintes, queremo-vos, naturalmente, metidos ao barulho, via 800 25 33 33 e caixa de comentários do blogue: digam-nos então que canções mais vos marcaram, pela positiva, pela negativa; cantem-nos aquele refrão que não vos larga; dissequem as rimas mais ridículas que conhecem – tipo furgoneta com Alberta, tejadilho com broa de milho –, as mais banais – amar com mar, boca com louca –, as mais forçadas – lápis com Paris, Brasil com fácil –, e por aí adiante; enfim, divirtam-se e divirtam-nos com as vossas sugestões.

A partir das 19, com Fernando Alvim, que rima com pudim, e Marisa Jamaica, que rima com balalaica.

segunda-feira, setembro 03, 2007

Volta a Setembro em bicicleta



E depois destes dias de papo-ao-sol e recarregamento obrigatório de baterias (oh, ainda me tiquetaqueia docemente no espírito o som das raquetas à beira-mar, a senhora chamando o Jean-Pierre para ir comer, o boxer do vizinho correndo desenfreadamente areal afora com o meu chinelo e um bocadinho do meu pé na boca), voltamos para mais uma temporada de Prova Oral.

E em Setembro, falemos de Setembro: Baptista-Bastos, jornalista e escritor, com uma já longa história tanto numa área como noutra, virá hoje conversar connosco a pretexto, sobretudo – mas não só –, do seu último livro, publicado pela ASA, de nome As Bicicletas em Setembro.

Uma sinopse: «Todos estamos feridos. Mas uns estão muito mais feridos do que outros. São aqueles que se feriram a si próprios, sem disso darem conta. As Bicicletas em Setembro fala de trajectórias amorosas e de que todos os destinos sentimentais ocultam histórias subterrâneas. Fala, também, da beleza perversa das relações humanas, e de que as pessoas suportam tudo, menos a solidão, a separação e a perda. É uma parábola sobre perdedores – todos nós. Porque cada um de nós perdeu alguma coisa.»

O choque inevitável entre as ilusões iniciais e a realidade posterior a elas: a maioria de nós já passou por aquela fase de achar que pode ser tudo, astronauta, futebolista, part-timer da casa dos frangos; depois, o tempo, o realíssimo tempo, vai-nos apertando o cerco e obrigando a optar, escolher uns caminhos e preterir irreversivelmente outros: estaremos condenados a perder sempre?

E como lidam vocês com a memória do que já quiseram ser e do que são agora?; como lidam com o fim das ilusões?, com a memória das pessoas que perderam, os amores que já não o são, as amizades arrefecidas como sopa que se deixou ficar muito tempo à espera na mesa? Têm tendência para a nostalgia? E acham que a nostalgia é irremediavelmente triste?

Perguntas e comentários para a caixa do blogue e via 800 25 33 33 (ai, já tinha saudades de escrever isto). A partir das 19, com Fernando Alvim.