quarta-feira, setembro 05, 2007

Minhas caras compras



O convidado de hoje é um luso-brasileiro jogador do Barcelona que dispensa apresentações: o Deco. Ok, pronto, pronto, estava a brincar, não vamos ter cá o Deco, mas a Dra. Natália Nunes da DECO (peço desculpa, ando há anos para fazer o trocadilho e hoje não resisti).

E sobre a mesa estará o custo de vida, coisa que interessa a todos, uma vez que, por menos consumistas que juremos ser, não nos livramos de ser consumidores e de, volta e meia, entrar numa loja ou num fornecedor de serviços – ó faxavor – e zás, comprar. E tunga, pagar.

Dicas para a poupança, situações evitáveis, abusos mais ou menos clássicos, aquilo que pagamos e não devíamos: hoje, mais do que nunca, a vossa participação é essencial; exponham casos, façam perguntas – o telefone é o 800 25 33 33 e há a caixa de comentários do blogue – e, já agora, digam-nos que tipo de consumidores são, se impulsivos, se atentos, se somíticos e do género regateador, se têm hábito de reclamar quando acham que devem e por aí adiante.

A partir das 19, na mercearia do costume, com Fernando Alvim na secção do talho e Rita Amado nos azeites. E óleos alimentares. Margarinas também.

terça-feira, setembro 04, 2007

A canção


Uma grande canção de um grande escritor de canções.

Tiago Torres da Silva, escreve, entre muitas outras coisas, letras para canções, tendo já, inclusive, orientado vários ateliers de escrita nessa área. Hoje virá à Prova Oral partilhar connosco a sua experiência e know-how e conversar sobre o que, na sua opinião, faz uma boa ou uma má canção, dando exemplos das melhores canções que já ouviu, das piorzinhas e daquelas que nem sim nem sopas (ou, como dizia o Herman, nem Ford nem sai de Simca).

Quanto a vós, caríssimos ouvintes, queremo-vos, naturalmente, metidos ao barulho, via 800 25 33 33 e caixa de comentários do blogue: digam-nos então que canções mais vos marcaram, pela positiva, pela negativa; cantem-nos aquele refrão que não vos larga; dissequem as rimas mais ridículas que conhecem – tipo furgoneta com Alberta, tejadilho com broa de milho –, as mais banais – amar com mar, boca com louca –, as mais forçadas – lápis com Paris, Brasil com fácil –, e por aí adiante; enfim, divirtam-se e divirtam-nos com as vossas sugestões.

A partir das 19, com Fernando Alvim, que rima com pudim, e Marisa Jamaica, que rima com balalaica.

segunda-feira, setembro 03, 2007

Volta a Setembro em bicicleta



E depois destes dias de papo-ao-sol e recarregamento obrigatório de baterias (oh, ainda me tiquetaqueia docemente no espírito o som das raquetas à beira-mar, a senhora chamando o Jean-Pierre para ir comer, o boxer do vizinho correndo desenfreadamente areal afora com o meu chinelo e um bocadinho do meu pé na boca), voltamos para mais uma temporada de Prova Oral.

E em Setembro, falemos de Setembro: Baptista-Bastos, jornalista e escritor, com uma já longa história tanto numa área como noutra, virá hoje conversar connosco a pretexto, sobretudo – mas não só –, do seu último livro, publicado pela ASA, de nome As Bicicletas em Setembro.

Uma sinopse: «Todos estamos feridos. Mas uns estão muito mais feridos do que outros. São aqueles que se feriram a si próprios, sem disso darem conta. As Bicicletas em Setembro fala de trajectórias amorosas e de que todos os destinos sentimentais ocultam histórias subterrâneas. Fala, também, da beleza perversa das relações humanas, e de que as pessoas suportam tudo, menos a solidão, a separação e a perda. É uma parábola sobre perdedores – todos nós. Porque cada um de nós perdeu alguma coisa.»

O choque inevitável entre as ilusões iniciais e a realidade posterior a elas: a maioria de nós já passou por aquela fase de achar que pode ser tudo, astronauta, futebolista, part-timer da casa dos frangos; depois, o tempo, o realíssimo tempo, vai-nos apertando o cerco e obrigando a optar, escolher uns caminhos e preterir irreversivelmente outros: estaremos condenados a perder sempre?

E como lidam vocês com a memória do que já quiseram ser e do que são agora?; como lidam com o fim das ilusões?, com a memória das pessoas que perderam, os amores que já não o são, as amizades arrefecidas como sopa que se deixou ficar muito tempo à espera na mesa? Têm tendência para a nostalgia? E acham que a nostalgia é irremediavelmente triste?

Perguntas e comentários para a caixa do blogue e via 800 25 33 33 (ai, já tinha saudades de escrever isto). A partir das 19, com Fernando Alvim.

quinta-feira, agosto 02, 2007

Até já



A Prova Oral foi de férias. Mas volta.

quarta-feira, agosto 01, 2007

Fumo



O jornalista Pedro Rolo Duarte vem hoje à Prova Oral falar do livro que acabou de publicar, Fumo - Deixar de fumar é lixado e mais 80 lições que eu vivi (edição da Oficina do Livro).

Uma amostra: «Lição nº 5: A rotina é o bode expiatório de quem não sabe continuar a amar
Lição nº 40: Quem não fecha as tampas das sanitas são as mulheres
Lição nº 62: Sempre que há uma geração rasca, há também uma política rasca
Lição nº 77: A normalidade é o desequilíbrio permanente
... Estas são algumas das 80 lições que acompanham o diário de um viciado que decide deixar de fumar, 30 anos depois do primeiro cigarro - três maços por dia quando as noites não acordavam coladas aos dias seguintes. O viciado não pretende ser o desgraçadinho, o coitadinho. Nem pretende estimular fumadores a seguirem o seu "exemplo". Pretende apenas, como diz, deixar a sua impressão digital. O seu olhar. "Desta vez, com estes muros altos que orientaram os dias - os muros do desejo e do vício contrariados por uma decisão a que não quis mesmo escapar". E não tendo escapado, abriu espaço a ideias simples para um quotidiano mais rico.»

Um tema pertinente nestes dias de um anti-tabagismo ora sensato ora contraproducente, às vezes a raiar o fetiche higiénico: via 800 25 33 33 ou caixa de comentários do blogue, partilhem connosco as vossa relação de amor, de ódio, de amor e ódio ao mesmo tempo, com o cigarro; e, caso alguma vez tenham tentado deixar de fumar, façam-nos aqui a crónica da vossa tentativa.

A partir das 19, com Fernando Alvim e Marisa Jamaica.