quinta-feira, julho 19, 2007

Diálogo de Vultos



Sobre Fernando Ribeiro: é vocalista, letrista e alma da banda Moonspell tendo publicado dois livros de poesia: Como Escavar um Abismo (Círculo de Abuso) em 2001, reeditado pelas Quasi, e As Feridas Essenciais em 2004 (Quasi). Contribui irregularmente com artigos e contos para as várias publicações, escreveu as introduções para Os Melhores contos de Lovecraft (Saída de Emergência) e traduziu para português a biografia ficcionada em BD Lovecraft (Vitamina BD edições).

Iremos tê-lo hoje na Prova Oral a conversar sobre todo este percurso, da poesia à música, dos cruzamentos inevitáveis entre as duas áreas, das bandas que mais ouve e dos escritores e poetas que mais lê e o influenciaram, do seu amadurecimento como autor. Mas, como mote principal, teremos sobre a mesa o seu último volume de poemas, acabadinho de sair, outra vez pelas Quasi, Diálogo de Vultos.

E, com sorte, talvez nos dê um cheirinho (salvo seja) da avalanche de material novo que aí vem: o seu primeiro romance, de título já anunciado, O Bairro das Pessoas; mais o primeiro DVD e o oitavo disco dos Moonspell. Perguntas e comentários via 800 25 33 33 e caixa de do blogue (para variar). A partir das 19, com Fernando Alvim e Xana Alves.

quarta-feira, julho 18, 2007

Poliamo-te



Segundo uma reportagem publicada na revista Tabu, os poliamorosos «são casais ditos normais, mas aceitam entre eles que partilham a vida sentimental e física com outras pessoas. Não se trata da prática de swing nem de ménage à trois. Nem tão pouco de adultério. Os "poliamorosos" defendem a liberdade de múltiplas ligações afectivas, em simultâneo, mas sempre às claras.»

Ora aqui está o tema que nos ocupará na Prova Oral de hoje, com os convidados – poliamorososLara, Jorge e Alex. Qual a linha ténue que separa o conceito de poliamor do de adultério?; o poliamor não pode, às vezes, ser apenas um eufemismo para o adultério?; ao contrário do swing, em que o que se busca com o relacionamento com terceiros é o prazer sexual, o poliamor assume-se como partilha também de um lado sentimental: não se corre o risco de uma grande confusão amorosa?; poderemos estar envolvidos emocionalmente com várias pessoas ao mesmo tempo?; e neste caso, fará sentido o conceito de «casal»?

Contamos com a vossa participação, como sempre, via 800 25 33 33, caixa de comentários do blogue –, a partir das 19, com Fernando Alvim e Marisa Jamaica.

terça-feira, julho 17, 2007

A vida ficcionada ou a ficção vivida



O nosso convidado de hoje, Manuel Jorge Marmelo, vive de escrever: enquanto jornalista, sobre a vida como ela é, o mais objectivamente possível, com todas as derivas subjectivas que a interpretação pessoal dos factos acarreta (no seu blogue, muito a propósito, cita uma jornalista e escritora espanhola, de nome Maruja Torres: «Nunca fui objectiva, mas creio que a minha subjectividade é muito honesta»); enquanto escritor, sobre a vida como ela aparentemente não é mas podia muito bem ser. No seu último livro, Aonde o Vento me Levar (edição Campo das Letras, 2006), um personagem é mandado em viagem mundo afora com a missão de recolher impressões sobre tudo o que veja (e ouça e cheire e tacteie e saboreie – isto é uma chatice, um gajo refere um dos sentidos e tem logo que nomear os outros quatro, sob pena de ter os respectivos sindicatos à perna), de modo a dotar o narrador (um alter-ego do autor?) de material para o romance que este se propõe escrever.

A nossa conversa será à volta da vida: a realidade e a ficção de que ela é feita, de como factos inventados soam mais credíveis que os reais, de como a realidade pura e crua parece tantas vezes invenção; de como um jornalista, que é ao mesmo tempo escritor, se defende – ou tira partido – da constante tendência que as duas áreas têm para se contaminar mutuamente.

Via 800 25 33 33 e caixa de comentários do blogue, além das perguntas que queiram fazer ao Manuel Jorge Marmelo, contem-nos coincidências, acasos absurdos que de facto vos aconteceram – incidentes que cumpriram à risca a Lei de Murphy, por exemplo –; e factos ficcionados em livros onde, ao lê-los, vos apeteceu dizer «este sou eu», ou «isto aconteceu-me tal e qual». A partir das 19, com o inverosímil Fernando Alvim e a inacreditável Cátia Simão.

segunda-feira, julho 16, 2007

Foi em Setembro que te conheci



As gerações mais novas conhecerão o nosso convidado de hoje, Vítor Espadinha, apenas como actor de algumas séries televisivas recentes; mas os que cá andam há mais tempo, sabem-no sobretudo de uma certa canção a respeito um amor impossível, e guardam no seu imaginário a moça esbelta e prendada que ele terá conhecido numas férias em Setembro: eu, por exemplo, se fechar os olhos, vejo-a caminhando pelo areal húmido, apanhando conchinhas, as ondas dóceis da maré baixa beijando-lhe os pés, e consigo ouvir, como se vindo dos confins do pôr-do-sol, o trompete dramático melodiando melodiando até ao desespero (há dias em que inclusive verto uma lágrima). Naquela altura não havia a facilidade das sms's – só daqueles telefones pretos que davam muito trabalho a discar e que nos esfolavam o dedo indicador nos números mais longos, com indicativo e tudo, já para não falar na desgraça que era enganarmo-nos e termos que começar tudo de novo –; daí que estes dois amantes não tenham voltado a ter notícias um do outro.

Moça esbelta e prendada que numas férias em Setembro teve um arrebatamento amoroso com o Vítor Espadinha: se leres isto, por favor telefona para o 800 25 33 33 ou deixa mensagem na caixa deste blogue. Pelos mesmos meios poderão vocês, queridos ouvintes-em-linha, mesmo que não sejam moças esbeltas e prendadas, participar nesta emissão, comentando e perguntando. A partir das 19, com Fernando Alvim.

sexta-feira, julho 13, 2007

Salazar e as Urgências



Hoje a Prova Oral sobe ao palco com convidados a propósito de duas peças:

Salazar – The Musical: «de Seminarista a Ministro, de Presidente do Conselho a Tabu Nacional; 48 anos da História em torno dessa figura que foi António de Oliveira Salazar, numa comédia visual/musical (jeitosa). Falar-nos-ão dele José Pedro Vasconcelos e Miguel Melo.

Urgências, que já vai na terceira edição e cujo mote tem sido desafiar novos dramaturgos portugueses a escrever uma peça curta que responda à questão «O que é que tens de urgente para me dizer?». Sobre ela falará Filipe Homem Fonseca e Cláudia Gaiolas.


Dado ambas as peças já terem estreado, se algum de vocês assistiu a alguma, digam-nos para aqui, via 800 25 33 33 e caixa de comentários do blogue, a vossa impressão; caso não tenham ido ainda, é uma boa oportunidade de sondarem se vos interessará. Não é urgente, é só a partir das 19, com os camaradas Fernando Alvim e Rita Amado.