
O nosso convidado de hoje, Manuel Jorge Marmelo, vive de escrever: enquanto jornalista, sobre a vida como ela é, o mais objectivamente possível, com todas as derivas subjectivas que a interpretação pessoal dos factos acarreta (no seu blogue, muito a propósito, cita uma jornalista e escritora espanhola, de nome Maruja Torres: «Nunca fui objectiva, mas creio que a minha subjectividade é muito honesta»); enquanto escritor, sobre a vida como ela aparentemente não é mas podia muito bem ser. No seu último livro, Aonde o Vento me Levar (edição Campo das Letras, 2006), um personagem é mandado em viagem mundo afora com a missão de recolher impressões sobre tudo o que veja (e ouça e cheire e tacteie e saboreie – isto é uma chatice, um gajo refere um dos sentidos e tem logo que nomear os outros quatro, sob pena de ter os respectivos sindicatos à perna), de modo a dotar o narrador (um alter-ego do autor?) de material para o romance que este se propõe escrever.
A nossa conversa será à volta da vida: a realidade e a ficção de que ela é feita, de como factos inventados soam mais credíveis que os reais, de como a realidade pura e crua parece tantas vezes invenção; de como um jornalista, que é ao mesmo tempo escritor, se defende – ou tira partido – da constante tendência que as duas áreas têm para se contaminar mutuamente.
Via 800 25 33 33 e caixa de comentários do blogue, além das perguntas que queiram fazer ao Manuel Jorge Marmelo, contem-nos coincidências, acasos absurdos que de facto vos aconteceram – incidentes que cumpriram à risca a Lei de Murphy, por exemplo –; e factos ficcionados em livros onde, ao lê-los, vos apeteceu dizer «este sou eu», ou «isto aconteceu-me tal e qual». A partir das 19, com o inverosímil Fernando Alvim e a inacreditável Cátia Simão.
A nossa conversa será à volta da vida: a realidade e a ficção de que ela é feita, de como factos inventados soam mais credíveis que os reais, de como a realidade pura e crua parece tantas vezes invenção; de como um jornalista, que é ao mesmo tempo escritor, se defende – ou tira partido – da constante tendência que as duas áreas têm para se contaminar mutuamente.
Via 800 25 33 33 e caixa de comentários do blogue, além das perguntas que queiram fazer ao Manuel Jorge Marmelo, contem-nos coincidências, acasos absurdos que de facto vos aconteceram – incidentes que cumpriram à risca a Lei de Murphy, por exemplo –; e factos ficcionados em livros onde, ao lê-los, vos apeteceu dizer «este sou eu», ou «isto aconteceu-me tal e qual». A partir das 19, com o inverosímil Fernando Alvim e a inacreditável Cátia Simão.