terça-feira, julho 10, 2007

Juizinho



Muito a propósito deste novo recrudescimento de regras e proibições higiénicas – tudo para o nosso bem, evidentemente –, vamos hoje ter na Prova Oral António Costa Santos, jornalista e escritor, que acabou de editar, pela Guerra & Paz, Proibir – um livro onde lista uma série de proibições, aos olhos actuais algo cómicas e absurdas, mas que por cá andaram, de facto, e não há tanto tempo quanto isso. Uma sinopse:

«Já imaginou viver num país onde tem de possuir uma licença do Estado para usar um isqueiro? Como será a vida num país onde uma mulher, para viajar, precisa de autorização escrita do marido e as enfermeiras estão proibidas de casar? Haverá um país onde meçam o comprimento das saias das raparigas à entrada da escola, para que os joelhos não apareçam? Imagina-se a viver numa terra onde não pode ler o que lhe apetece, ouvir a música que quer, ou até dormitar num banco de jardim? Como se faz praia, num país que não deixa ninguém mostrar o umbigo? Já nos esquecemos, mas ainda há poucos anos tudo isto era proibido em Portugal. Tudo isto e muito mais, como dar um beijo em público.»

Pertencerão, em definitivo, estas proibições ao passado?; ou ainda corremos o risco de levar com elas no futuro, numa sociedade que volta e meia parece obcecada em legislar sobre tudo e mais alguma coisa? Perguntas e comentários para o 800 25 33 33 e caixa do blogue, a partir das 19, com Fernando Alvim.

segunda-feira, julho 09, 2007

Amore , amour, meine liebe, love of my life



Apetece-me comparar José Cid a Cicciolina. Admito que à partida pareça despropositado, mas não é; ora reparem: 1) ambos estão no negócio do amor, a Cicciolina através do sexo, o José Cid com as canções românticas; 2) ambos, volta e meia, evocam frutos e animais nas actuações (no caso do José Cid, estou a lembrar-me do macaco e das bananas, no da Cicciolina não me lembro de nada, mas contaram-me qualquer coisa); 3) ambos são referência incontornável para várias gerações de público – tanto apreciador, como não apreciador; 4) ambos têm no currículo pelo menos uma vinda à Prova Oral – a Cicciolina veio cá há umas semanas, e o José Cid virá hoje (e com vantagem uma vez que, enquanto a Cicciolina se negou a falar da actividade por que é sobejamente conhecida – o sexo –, José Cid não se negará, com certeza, a falar de música).

Em cima da mesa, estará o seu 36º álbum, de nome «Pop Rock & Vice Versa»: o que traz ele de novo à sua já longa carreira?; que memórias mais felizes guarda José Cid destes anos todos de concertos?; ao fim de tanto concerto, sobrevive ainda o friozinho na barriga antes de entrar no palco?; a que acha que se deve esta nova febre de fãs, quando, para muito boa gente, José Cid era coisa do baú, condenado a revisitas de quarentões na penumbra do sótão? Terá a ver com a intemporalidade das canções ou com o lado kitsch da coisa?

Participem em mais uma emissão histórica da Prova Oral, perguntando, comentando – 80 25 33 33 e caixa de comentários do blogue –, a partir das 19, com Fernando Alvim.

sexta-feira, julho 06, 2007

Bom ambiente



A um dia da série de concertos do Live Earth e ainda na ressaca do abalo que o filme Verdade Inconveniente por aí causou, com todos os sinais inequívocos à nossa volta de que o planeta não está de facto como os nossos avós o deixaram – e não se trata só de uma arrumação diferente nos bibelôs (o meu avô, por exemplo, volta e meia visita-me em sonhos e, rubro de indignação, aponta o dedo ao buraco do ozono: «parece o da Galharda», diz, sendo a Galharda a prostituta mais famosa daquelas paragens durante os anos quarenta e cinquenta do século passado) –, vamos dedicar a emissão de hoje da Prova Oral (sublinho que uma emissão de rádio sempre é mais ecológica que uma emissão de gases, a não ser que o apresentador tenha comido alguma coisa fora do prazo) ao ambiente. Convidados: Manuel Pássaro, Director de Planeamento e Projectos da Sociedade Ponto Verde, e Francisco Ferreira, da Quercus.

Temas a discutir: estamos hoje mais conscientes do preço ambiental de certos estilos de vida?; ainda vamos a tempo de alterar aquele que parece estar a tornar-se o curso natural das coisas: estações do ano maradas, chuva e calor fora do sítio, subida das águas do mar, furacões a granel, o hálito matinal do meu vizinho de cima no elevador à mesmíssima hora que eu?; pequenos grandes conselhos para um quotidiano mais ecológico sem termos que fazer vida de monges; tem evoluído a eficácia das associações de defesa do ambiente em matéria de comunicação com um público que frequentemente se está nas tintas (e nos diluentes e nos petróleos) e que acha os ambientalistas uns desmancha-prazeres, uns fulanos esquisitos que falam muito alto e comem e fumam demasiados vegetais?

Perguntas e comentários via 800 25 33 33 e caixa do blogue, já sabem; a partir das 19 com Fernando Alvim e Cátia Simão, que se comprometeram em vir hoje mui ecologicamente vestidos: singelas folhinhas de videira (eram de videira não eram?) tapando-lhes as interdições. Ele fazendo-nos desejar uma primavera eterna; ela, um outono repentino. Oh.

segunda-feira, julho 02, 2007

VENCEDORES

Depois de todas as opiniões lidas pelo nosso júri, Fernando Alvim e Luis Segadães, decidiram-se os vencedores.

Eles são... Marco de Rio Maior e José Trindade (ambos eleitos pela participação telefónica) e, Bruno Cruz, Diogo Pinheiro e Geo Pof Nuno (escolhidos pela participação no Blog). Os três últimos serão contactados via mail ainda hoje!

Parabéns!

Uma emissão maravilhosa



Castelo de Almourol, Castelo de Guimarães, Castelo de Marvão, Castelo de Óbidos, Convento de Cristo Tomar, Convento e Basílica de Mafra, Fortaleza de Sagres, Fortificações de Monsaraz, Igreja de São Francisco Porto, Igreja e Torre dos Clérigos, Mosteiro da Batalha, Mosteiro de Alcobaça, Mosteiro dos Jerónimos, Paço Ducal de Vila Viçosa, Universidade de Coimbra, Palácio de Mateus, Palácio Nacional da Pena, Palácio Nacional de Queluz, Ruínas de Conímbriga, Templo Romano de Évora, Torre de Belém – destas maravilhas todas, 7 serão as eleitas, anunciadas em cerimónia de luz, cor e salamaleques já no próximo dia 7.

É com o organizador do concurso das 7 Maravilhas, Luís Segadães, que vamos falar hoje; e ficar a saber, entre outras coisas, da importância de iniciativas assim na promoção do património nacional e na sua redescoberta pelas pessoas que, ás vezes, lhes passam quotidianamente ao lado sem sequer ligarem – e também porque diabo, se o Salazar entrou no concurso dos grandes portugueses, não entra neste o Centro Comercial Colombo? É que, ás tantas, ganhava.

Via 800 25 33 33 e caixa de comentários do blogue, digam-nos de alguma maravilha da cidade, vila, aldeia, encruzilhada onde vivem – seja ela uma singela fonte, uma antiquíssima calçada, um imponente castelo ou um belo chalé suíço de altos telhados, fálicas torres, arbustos imitando aves (às vezes patos, às vezes perus), graves leões de gesso ornando a entrada.

A partir das 19, com a Bela & o Mamarracho, que é como quem diz Rita Amado & Fernando Alvim.