
Muito a propósito deste novo recrudescimento de regras e proibições higiénicas – tudo para o nosso bem, evidentemente –, vamos hoje ter na Prova Oral António Costa Santos, jornalista e escritor, que acabou de editar, pela Guerra & Paz, Proibir – um livro onde lista uma série de proibições, aos olhos actuais algo cómicas e absurdas, mas que por cá andaram, de facto, e não há tanto tempo quanto isso. Uma sinopse:
«Já imaginou viver num país onde tem de possuir uma licença do Estado para usar um isqueiro? Como será a vida num país onde uma mulher, para viajar, precisa de autorização escrita do marido e as enfermeiras estão proibidas de casar? Haverá um país onde meçam o comprimento das saias das raparigas à entrada da escola, para que os joelhos não apareçam? Imagina-se a viver numa terra onde não pode ler o que lhe apetece, ouvir a música que quer, ou até dormitar num banco de jardim? Como se faz praia, num país que não deixa ninguém mostrar o umbigo? Já nos esquecemos, mas ainda há poucos anos tudo isto era proibido em Portugal. Tudo isto e muito mais, como dar um beijo em público.»
Pertencerão, em definitivo, estas proibições ao passado?; ou ainda corremos o risco de levar com elas no futuro, numa sociedade que volta e meia parece obcecada em legislar sobre tudo e mais alguma coisa? Perguntas e comentários para o 800 25 33 33 e caixa do blogue, a partir das 19, com Fernando Alvim.
«Já imaginou viver num país onde tem de possuir uma licença do Estado para usar um isqueiro? Como será a vida num país onde uma mulher, para viajar, precisa de autorização escrita do marido e as enfermeiras estão proibidas de casar? Haverá um país onde meçam o comprimento das saias das raparigas à entrada da escola, para que os joelhos não apareçam? Imagina-se a viver numa terra onde não pode ler o que lhe apetece, ouvir a música que quer, ou até dormitar num banco de jardim? Como se faz praia, num país que não deixa ninguém mostrar o umbigo? Já nos esquecemos, mas ainda há poucos anos tudo isto era proibido em Portugal. Tudo isto e muito mais, como dar um beijo em público.»
Pertencerão, em definitivo, estas proibições ao passado?; ou ainda corremos o risco de levar com elas no futuro, numa sociedade que volta e meia parece obcecada em legislar sobre tudo e mais alguma coisa? Perguntas e comentários para o 800 25 33 33 e caixa do blogue, a partir das 19, com Fernando Alvim.

