sexta-feira, junho 29, 2007

Oi, dd tc? m/f?, lol



Para quem nunca tenha ouvido falar, «o PT Escolas é um projecto ambicioso e inédito que visa desenvolver a literacia tecnológica junto dos jovens dos 12 aos 18 anos, estimulando a procura on-line de informação e do conhecimento, ajudando a aplicá-los, criando os seus próprios conteúdos na Internet, em língua portuguesa.

“Do Saber ao Fazer” tornou-se o lema do PT Escolas 2 tendo sido desenvolvidas um conjunto de acções integradas, que procuraram estimular a aprendizagem da utilização da Internet como ferramenta de trabalho, de pesquisa e produção de conteúdos.»

Com equipas provenientes de Aveiro, Beja, Bragança, Castelo Branco, Guarda, Leiria, Lisboa, Porto, Santarém e Viseu, a grande final será transmitida na televisão (ó glória!) – mais exactamente na RTP -, já no dia 30 deste mês, num grande espectáculo de luz e cor apresentado pela dupla Sílvia Alberto e Bruno Nogueira e que terá como júri Nuno Markl, Filomena Cautela e João Fernando Ramos.

Hoje teremos em estúdio Dalila Martins, coordenadora do projecto PT Escolas, e Kevin McGuiness, responsável pela Rede de Escolas do Futuro, e vamos fazer um pequeno balanço do que têm sido estas jornadas do PT Escolas, da importância de iniciativas afins contra a iliteracia tecnológica – e em que doses esta ainda persiste, qual vírus gripal particularmente ferrenho –, e também discutir as diferenças entre passar horas e horas on line, nos chat's – sorriso aberto :-), oi, dd tc?, m/f?, lol –, e não padecer, de facto, de iliteracia tecnológica (ou, por outras palavras, a quantidade do uso nem sempre tem a ver com a qualidade do uso, não é?).

Temos igualmente na manga um singelo quiz test (ai como eu gosto destas expressões estrangeiras) que porá à prova os vossos dotes de internauta pesquisador – basta ligarem o 800 25 33 33 (que, a par da caixa do blogue, servirá também para as perguntas e os comentários da praxe).

É já a partir das 19, com Fernando Alvim.

PS: último dia para conseguirem o vosso convite para a Grande Fuga. Vejam no post anterior como fazê-lo.

quinta-feira, junho 28, 2007

Ok, hoje estão dispensados



Para hoje optámos por um tema tão livre, mas tão livre tão livre, que nem vai haver Prova Oral. Eu sei, somos uns rebeldes. Porém, caso vos apeteça dar ao dedo no teclado do telefone – ainda há por aí alguém com aqueles de disco? –, liguem para o 96 881 73 37 (ou usem o lmd.ferreira@gmail.com) e saquem o convite para a Grande Fuga de amanhã.

Ali em cima, e completamente a despropósito, está a prova irrefutável de que, ao contrário do que a publicidade apregoa, o smart não é nada fácil de estacionar.

Até amanhã.

quarta-feira, junho 27, 2007

As diferenças que nos unem



João Paulo é activista pela causa lésbica e gay mas, sobretudo, como o próprio sublinha, «pelos direitos humanos em geral» – dos quais faz parte, naturalmente, o direito de, numa rua onde toda a gente almoça bifes com batatas fritas, usa ambientador lavanda no corsa, ostenta uma unha comprida no dedo mindinho e veste daquelas t-shirts «eu fui» do Rock in Rio; comer, volta e meia, um bacalhau à lagareiro, conduzir, ao invés, um clio a cheirar a pinho, usar cotonetes para a cera dos ouvidos ou ter acampado, por exemplo, em Paredes de Coura nos últimos anos.

Virá hoje à Prova Oral falar connosco, entre outras coisas, sobre o PortugalGay site que dirige há mais de dez anos –, contar dos pequenos e grandes senãos do quotidiano de quem é parte de uma minoria – num mundo cada vez mais desconfiado em relação às minorias –, discutir da eficácia de eventos como o PortoPride contra estigmatização dos homossexuais: assunto que tem dividido opiniões, achando uns que todo aquele estridor mete o assunto na ordem do dia, obrigando as pessoas a ter consciência de que, quer gostem quer desgostem, não almoçamos todos o tal bife com batatas fritas (e tive um vizinho – até me arrepio de contar – cujo citroen c3 fedia a algas marinhas); achando outros que promove a ideia de que um homossexual é invariavelmente uma pessoa excêntrica.

O assunto é, pois, sermos o que quisermos, como quisermos – enquanto respeitadores das liberdades alheias, naturalmente –, e, portanto, diz-nos respeito a todos – lésbicas, gays, heterossexuais, presidentes de câmara, padeiros, pára-quedistas, otorrinolaringologistas, desenhos animados e líderes parlamentares. Podem e devem reflectir e opinar – a partir das 19, via 800 25 33 33, ou a partir de agora na caixa de comentários do blogue. Com Fernando Alvim e Rita Amado.

PS: atenção à fuga de sexta-feira (dados no post anterior). Biba o Albim. E Bibá Pita.

terça-feira, junho 26, 2007

O plano da fuga enfim revelado



E pronto, cabe-me a mim a honra e o incontido orgulho de comunicar a um país (gosto de pensar que Portugal inteiro está a ler-me neste instante) que na próxima Sexta-feira, dia 29 de Junho, eu, Fernando Alvim, cidadão 102 44 230 segundo o arquivo nacional de Lisboa, irei fazer uma festa como há muito não havia memória.

É Sexta-feira – já o havia dito – e há que não chegar muito tarde porque a ordem de fecho é às 04.00 e convém não abusar. Na festa sim, podem e devem, abusem do espaço, do ambiente manifestamente disco sound, contem com uma aparição especial de uma banda de covers dos lendários e casposos ABBA, de fruta (pessoal do apito dourado, isto é mesmo fruta!), de animação (mesmo, mesmo KGB com fartura para antecipar a ressaca), Piruletas e a música com o famoso e internacional dj Paul Milk (bem na verdade, o nome dele é Paulo Leite, mas confessem, assim dá uma ar muito mais grandioso, é ou não é?)

Pois claro que sim mas o que importa agora é dizer isto: A festa começa ás 22.30 e só acaba às 4, o bar é aberto, os anfitriões serão Fernando Alvim (que sou eu e falo à Jardel) e Bibá Pita em mais uma noite Para Além do Óbvio. O local é maravilhoso e fácil de encontrar. Tem um amplo parque de estacionamento e faz lembrar uma daquelas casas do Douro que um dia foram habitadas pela alta burguesia e depois abandonadas e espoliadas por bandidos sem nome. A casa, neste caso, a Quinta, é muito singular e merece só por isso a vossa presença com a vossa melhor camisa ou o vosso mais deslumbrante vestido. Para isso, para irem à festa, terão apenas que enviar um email para: lmd.ferreira@gmail.com com o vosso nome e número de B.I ou caso queiram alguma informação adicional liguem para: 96 881 73 37 e falem com Miguel Ferreira. Podem levar amigas ou amigos. Expliquem-lhes que isto não vai ser uma festa qualquer.

O local é na Quinta do Torneiro em Paço D'Arcos em frente à Quinta da Fonte, em frente ao Holmes Place - irão perceber logo, porque existirão pessoas a assinalar o local deste grande acontecimento. O Bar é aberto, a música será ao mais alto nível. É às 22.30. Até já!

Mulheres ao volante



Então aqui vai o perfil da nossa convidada de hoje:

Durante vários anos Elisabete Jacinto desafiou o universo masculino, competindo em moto, nas mais difíceis competições de todo-o-terreno, disputadas em diversos continentes. Todavia, para esta professora de Geografia, que apenas aos 24 anos de idade aprendeu a pilotar uma máquina de duas rodas, e apenas com o intuito de dela se servir para o dia-a-dia, o maior desafio foi sempre consigo própria, acreditando que a vontade e tenacidade superam todas as barreiras.

E foi sob esse lema que, passando por cima de todas as dificuldades, não só se atreveu a ser a primeira portuguesa a enfrentar o mítico Paris Dakar em moto, acrescentando-lhe a proeza de concluir a prova, mas, mais do que isso, conseguindo triunfar entre as Senhoras, contra adversárias, senhoras de um enorme palmarés e integradas em equipas profissionais.

Às motos, sucederam-se os carros e o retomar das vitórias internacionais entre as Senhoras, obtendo o triunfo no recente Master Rali, competição disputada entre S. Petersburgo e o Mar Negro, nas pistas da Rússia Imperial.

Mas os grandes desafios continuam a encontrar eco na tenacidade, internacionalmente reconhecida de Elisabete Jacinto e, três meses depois de ter obtido a carta de condução de pesados, apresentou-se à partida, para a edição das bodas de prata do Dakar, instalada aos comandos de um Camião, uma tipo de máquina, que encontra na prova africana uma magnífico espaço para competição, mas que, por apenas duas vezes, atraiu candidatas do sexo feminino.

É em 2004 que Elisabete não só se torna numa das primeiras mulheres do Mundo a concluir o rali Paris Dakar conduzindo um camião como se transforma na primeira mulher a ganhar uma especial nesta categoria no Rallye Optic Tunisie 2000.


Como é o dia-a-dia de uma competição como o «Lisboa Dakar»?; o Trifene 200 adianta alguma coisa no meio do deserto?; isso de conduzir o camião aos solavancos, por dunas e mais dunas, não aumenta as probabilidades de partir uma unha? (pergunta um gajo muito macho e armado em engraçadinho); pilotar camiões sem usar bigode nem uma tatuagem no braço direito a dizer «Angola 71», não tira um pouco da credibilidade? (pergunta outra vez o gajo muito macho e engraçadinho); e a MAN, por delicadeza, não podia ter baptizado o camião, exepcionalmente de WOMAN? (o gajo muito macho e engraçadinho retira-se entretanto, que está na hora da bola na tasca do Augusto – e há muita mini para beber e tremoço para debicar).

Mas vocês fiquei por aqui: perguntem e comentem, via 800 25 33 33 e caixa de comentários do blogue. A partir das 19, com Fernando Alvim e Xana Alves.

PS: só para que não se esqueçam de que sexta-feira é dia de fuga:



Mais logo, num próximo post, deixaremos aqui o plano completo da fuga e como podem fazer para fugir connosco.