segunda-feira, junho 25, 2007

Os delírios da Kapa



E da Revista K, lembram-se? Pois o nosso convidado de hoje, Carlos Quevedo (n. 1952), que por lá escreveu e foi editor de Sociedade e Humor, também já não se lembrava. Mas resolveu resgatar do esquecimento (resgatar do esquecimento é muito bonito) os seus textos, publicando-os num volume de nome «Já Não me Lembrava - os delírios da Kapa» (editado no fim do ano passado, pela Oficina do Livro ).

Diz-nos o texto de apresentação: «A revista K foi uma das principais publicações periódicas de finais do século passado. Verdadeira escola de criatividade, por ela passaram alguns dos mais prestigiados jornalistas, críticos, designer do panorama nacional. Carlos Quevedo foi autor e editor das páginas de humor na Revista Kapa. Os textos apresentados neste livro são da sua autoria, embora também estejam incluídos textos escritos em colaboração, sobretudo com Miguel Esteves Cardoso e Rui Zink. Esta colecção de textos é representativa do tipo de humor que a Revista Kapa impôs durante a sua breve existência e que, por causa do seu carácter original e pioneiro, se tornou um momento incomparável na imprensa escrita portuguesa.»

Gostaríamos que partilhassem connosco as vossas memórias da Kapa, caso a tenham frequentado nessa altura, e seria giro também trocarmos umas ideias sobre o panorama da imprensa actual no nosso pequeno país, onde o número de leitores é mínimo e qualquer publicação, para ter viabilidade financeira, precisa de agradar a gregos e a troianos – ou talvez não e, se calhar, uma revista original, bem escrita, irreverente, poderia acordar aqueles que, desencantados, passaram a desenrascar-se com os compactos noticiosos do rádio, com a opinião dos blogues, e com o bocadinho do telejornal que coincide com o jantar (um bocadinho só, porque o telejornal inteiro – embora nunca tenha conseguido assistir de uma ponta à outra – tem praí umas seis ou sete horas... estão aqui a dizer-me que são nove... a vizinha da frente veio à janela gritar que é ininterrupto, estilo maratona, e que substituem os pivots à medida que vão ficando exangues). Já agora digam-nos quais os vossos hábitos de leitura da imprensa, se compram jornais, revistas – ou lerem sobre a enésima alma gémea da Elsa Raposo na capa da Caras, na fila da caixa do hipermercado, chega?

A partir das 19, com Fernando Alvim e Cátia Simão.

sexta-feira, junho 22, 2007

It Ain't Mean A Thing (If It Ain't Got That Swing)



Haverá coisa mais bonita e comovente que um grupo de pessoas, homens e mulheres, de credos, raças e condições sociais diferentes – empresários, trolhas de obras, nazarenas, médicas legistas, caixas de supermercado – erguidos, quais montanhas intransponíveis contra as contrariedades, suando de empenho por uma causa comum? Não, não me refiro às manifestações da CGTP ou da UGT – mas às orgias.

Agora, a isto, juntem o Swing, não só por uma questão de ritmo, mas também porque é de bom tom, quando vamos a uma festa, levar algo para comer – e teríamos um serão ou uma matinée muito agradável. É de serões e matinées deste género que vamos falar esta tarde, com dois swingers convidados, o Rui e a Teresa.

Interessados em saber que tipo de pessoas pratica o Swing?, se são os excêntricos do costume ou, ao invés, pessoas normalíssimas, com impostos em dia e ético ambientador de lavanda nas saídas de ar da chauffage do punto, que simplesmente gostam de viver a sua sexualidade de uma maneira diferente?; são convictos no carácter de exclusividade e fidelidade com que vivem o vosso amor – e são felizes assim – ou, por outro lado, sentem que essa vivência vos deixa na boca um certo sabor a pouco e, não fosse o peso da educação, das convenções, já teriam ido por esses bordeis afora como pequenos jedis, bramindo o vosso rosado sabre de luz contra o lado negro, moreno, louro, ruivo da força?

Ah, telefonem para o 800 25 33 33 ou comentem na caixa do blogue, e troquem connosco umas ideias sobre o assunto. A partir das 19, com Fernando Alvim e Marisa Jamaica.

quinta-feira, junho 21, 2007

III Salão Internacional Erótico de Lisboa & Valérie Tasso



Abre hoje o III Salão Internacional Erótico de Lisboa (o texto do site está disponível em castelhano e portunhol) e a Prova Oral, com o sangue na guelra que a caracteriza, e como programa para gente nova que é, não esteve para ficar sentada no estúdio e resolveu ir ao sítio do acontecimento: a emissão de hoje será, pois, em directo da FIL.

Sobre o Certame: «no III Salão Internacional Erótico de Lisboa poder-se-á vivenciar a sexualidade de uma maneira inovadora, rompendo-se barreiras e preconceitos. Com uma programação diversificada que inclui debates, exposição de arte, concursos e os shows mais picantes do momento, o Salão será uma porta aberta ao prazer dos sentidos.»

Ora muito bem. Fernando Alvim fará as vezes dos vossos olhos, do vosso nariz, da vossa mãozinha apalpadora, dos vossos ouvidos atentos ao mínimo suspiro e, quem sabe, do vosso paladar (se nos for dada alguma coisinha a provar): façam favor de o ir orientando com as vossas dicas e perguntas preciosas via 800 25 33 33 e a caixa de comentários do blogue; igualmente por esse meio, poderão fazer perguntas à nossa convidada – sim, hoje será um fartote –, que estará em estúdio com a Marisa Jamaica. Chama-se Valérie Tasso e é autora do best seller «Diário de uma Ninfomaníaca», editado pela Dom Quixote. É já daqui a pouco, à tardinha, às 19.

quarta-feira, junho 20, 2007

Um fim de tarde pornográfico



E segue a nossa querida semana de emissões dedicadas ao sexo e ao erotismo. Hoje o tema a pornografia - disciplina imprescindível nesta espécie de mini-curso teórico (ponderamos aulas práticas lá mais adiante). E convidámos quem sabe realmente do ofício, pornostars de primeira água: Duria Montenegro, Nacho Vidal e Max Cortez.

Via 800 25 33 33 e caixa de comentários do blogue, façam perguntas aos nossos convidados e contem-nos a vossa relação com a pornografia: são costumeiros dessa secção do clube de vídeo?; requisitam os filmes com naturalidade (tranquilidade, como diria Paulo Bento), ou arranjam sempre um da nouvelle vague francesa para meter por cima e fazer boa figura?; seguem algum actor ou actriz específica, ou não fazem a mínima ideia de quem é quem e, desde que a rapaziada se dê bem, esteja entusiasmada e diga os «oh god», os «it's so big» no sítios certo, está tudo bem?; inspiram-se na pornografia para apimentar a vossa vida sexual?

Vá, contem tudo, a partir das 19, com Fernando Alvim e Sílvia Baptista.

terça-feira, junho 19, 2007

Uma Prova Oral épica



Pois cessem do sábio Grego e do Troiano as navegações grandes que fizeram – que hoje na Prova Oral outro valor mais alto se alevanta: é com imenso orgulho e uma pontinha de comoção, lágrima ao canto do olho a condizer, que às sete veremos entrar pela porta deste estúdio essa autêntica lenda viva, esse mito; não é um pássaro, não é um avião, muito menos o super homem, que isso já está muito batido, mas a Cicciolina, ela própria; a que, nos seus tempos áureos de porno star, levou uma geração inteira a assistir aos filmes em pé, uma hora e tal em pé – é obra, caramba.

A emissão de hoje é singular, inimitável, e em muito semelhante à cerimónia de um casamento: não só porque vai ser feita com imenso amor, mas sobretudo porque vos será dada a oportunidade única de dizerem de vossa justiça – sob pena de não vos restar mais que ficarem calados para sempre.

O telefone é o 800 25 33 33 e têm igualmente a caixa de comentários do blogue à disposição: perguntas sobre a carreira profissional da nossa convidada, momentos que lhe deram mais gozo (literalmente), como vê os caminhos actuais da pornografia, se com a banalização na internet os filmes pornográficos perderam a emoção de outros tempos, quando se dizia em casa «vou ao cinema ver o último do Manoel de Oliveira, já venho», e depois se ia sorrateiramente aos ziguezagues pelo caminho mais longo, mais escuro, mais manhoso, a ver se ninguém conhecido topava, até à moça oxigenada da cabine dos bilhetes para a sessão, à beira da qual, apesar de ser Agosto e estarem trinta e tal graus, os homens esperavam com a gola das gabardinas puxadas a cobrir a cara.

É a partir das 19, com Fernando Alvim e Cátia simão. Tragam o vosso peluche preferido.