
A pontualidade é bem mais que uma questão de delicadeza - no limite, pode implicar profundas alterações sociais. Que o digam os nossos convidados, Eurico Nobre e Clive Bennett, da AESE e da Ad Capita , que fizeram um estudo sobre ela - ou melhor, sobre a falta dela - e sobre os seus impactos na economia.
A título de exemplo, imaginem um funcionário de determinada empresa a quem, como penalização por chegar constantemente atrasado, é retirada a mousse de chocolate do menu do almoço da cantina, quando ele, em situação normal, podia escolher entre ela e a salada de frutas - obrigando-o, assim, a ficar sempre com a salada de frutas.
Ora, ao fim de uma semana, qualquer pessoa enjoa tanto ananás de lata, maçã, banana e vá lá que um morango, cortado em irritantes bocadinhos. Vai daí, o funcionário torna-se insatisfeito e começa a boicotar os produtos que lhe passam pelas mãos, provocando, a médio prazo, chuvas de reclamações dos clientes que, consequentemente, resultarão na perda de credibilidade da empresa no meio - o que a leva a prejuízos imensos e a despedimentos colectivos, lançando pessoas no desemprego que, desesperadas, se juntam a incendiar citroens, renaults e peugeots.
Será o problema da pontualidade um exclusivo nacional, ou toca a todos os países? Será a pontualidade britânica um facto ou um mito? E vocês?, como se dão com o vosso amigo de duas patas (refiro-me ao relógio)? Será a pontualidade também uma questão de educação?, quer dizer, quem chega por hábito atrasado aos encontros lúdicos e lúbricos, também tende a atrasar-se no emprego? Ou é perfeitamente possível, nos últimos dez anos, um indivíduo ter assistido invariavelmente só às segundas partes dos filmes que se propõe ir ver ao cinema («hoje é um muito bom, hoje vou chegar a horas, juro»), e ser uma jóia de moço no emprego, sempre ali certinho que nem o trânsito intestinal da secretária que se encharca de bífidos activos todas as manhãs? Hum?
O telefone é o 800 25 33 33 e há também a caixa de comentários do blogue. Pronto. A partir das 19, com Fernando Alvim e Xana Alves. Eu disse 19 e não 19:05. Vamos lá ver se a gente não tem que se zangar.
A título de exemplo, imaginem um funcionário de determinada empresa a quem, como penalização por chegar constantemente atrasado, é retirada a mousse de chocolate do menu do almoço da cantina, quando ele, em situação normal, podia escolher entre ela e a salada de frutas - obrigando-o, assim, a ficar sempre com a salada de frutas.
Ora, ao fim de uma semana, qualquer pessoa enjoa tanto ananás de lata, maçã, banana e vá lá que um morango, cortado em irritantes bocadinhos. Vai daí, o funcionário torna-se insatisfeito e começa a boicotar os produtos que lhe passam pelas mãos, provocando, a médio prazo, chuvas de reclamações dos clientes que, consequentemente, resultarão na perda de credibilidade da empresa no meio - o que a leva a prejuízos imensos e a despedimentos colectivos, lançando pessoas no desemprego que, desesperadas, se juntam a incendiar citroens, renaults e peugeots.
Será o problema da pontualidade um exclusivo nacional, ou toca a todos os países? Será a pontualidade britânica um facto ou um mito? E vocês?, como se dão com o vosso amigo de duas patas (refiro-me ao relógio)? Será a pontualidade também uma questão de educação?, quer dizer, quem chega por hábito atrasado aos encontros lúdicos e lúbricos, também tende a atrasar-se no emprego? Ou é perfeitamente possível, nos últimos dez anos, um indivíduo ter assistido invariavelmente só às segundas partes dos filmes que se propõe ir ver ao cinema («hoje é um muito bom, hoje vou chegar a horas, juro»), e ser uma jóia de moço no emprego, sempre ali certinho que nem o trânsito intestinal da secretária que se encharca de bífidos activos todas as manhãs? Hum?
O telefone é o 800 25 33 33 e há também a caixa de comentários do blogue. Pronto. A partir das 19, com Fernando Alvim e Xana Alves. Eu disse 19 e não 19:05. Vamos lá ver se a gente não tem que se zangar.

