segunda-feira, abril 30, 2007

E tudo o Evento levou



Hoje vamos ser diferentes e falar - não, não é sexo - de Organização de Eventos. E para isso convidamos António Silva e Sousa e Linda Pereira, dois dos responsáveis pela ExpoEventos. E o que é a ExpoEventos? Lemos no site que é o evento dos eventos, «pelo conceito inovador e por uma dinâmica impar. Apoiada por uma vasta rede de parcerias, constitui um dos melhores exemplos nacionais de cooperação empresarial e associativa, sendo em Portugal o Evento de referência para a área MI (“Meeting Industry”). Há muito que este evento despertou o reconhecimento internacional, sendo citado nas principais Feiras e Fóruns Internacionais do Sector. A ExpoEventos consolidou-se como uma Feira profissional para profissionais, não esquecendo o público em geral, como potencial cliente

Também dentro do ExpoEventos deste ano (realizar-se-á em Setembro), acontecerá o Gest, que é, segundo lemos na nota de imprensa, «o Seminário de Gestão e Organização de Eventos com maior notoriedade, junto do publico profissional e estudantil, alguma vez realizado em Portugal. Será pela quarta edição consecutiva um encontro privilegiado para Directores de Marketing, Comunicação, Gestores de produtos, Responsáveis de Eventos afinarem a estratégia da sua Empresa no que respeita ao contacto com os seus públicos. Sob o tema geral: "Eventos e Experiências", o seminário apresentará um formato inovador. Será composto por 4 workshops, 4 grupos de trabalho onde o objectivo será o debate e formação sobre questões atinentes ao sector da Gestão e Organização de Eventos. Os participantes terão a possibilidade de tratar e aprofundar temas tão importantes como: Segurança em Eventos, Gestão de Qualidade nos Eventos, Gestão de Públicos, Sponsorship e Mecenato. O seminário aproveitará as sinergias decorrentes da realização da ExpoEventos, servindo de ponto de reflexão ao mercado de eventos em Portugal e à necessidade da profissionalização do mesmo.»

Se há uns anos o evento para promover, por exemplo, a remodelação do Talho César, a reabertura do Café Lara Li ou a inauguração da Retrosaria Fernanda na Vila Coisa e Tal se desenrascava com o barracão emprestado, duas dúzias de lâmpadas de 40w pintadas ora de amarelo ora de vermelho ora de azul, um acordeonista (na melhor das hipóteses com o upgrade de uma pandeireta nos joelhos e um pedal de bombo a marcar o ritmo), rissóis de carne e de peixe e vá lá que um ou dois generosos garrafões de tinto de boa estampa, hoje a actividade está altamente profissionalizada e é de uma importância extrema na promoção dos produtos, serviços ou o que quer que seja de uma empresa.

Convidamo-vos pois a contarem-nos a vossa experiência com os eventos, quer na óptica de meros frequentadores dos ditos cujos (coisas que mais apreciam, coisas de que não gostem mesmo nada), quer tenham uma actividade em que volta e meia necessitem de organizar um ou de contratar quem o faça. Já sabem: 800 25 33 33 ou caixa de comentários do blogue. A partir das 19, com Fernando Alvim e Cátia Simão.

sexta-feira, abril 27, 2007

Alcómicos Anónimos



Na Prova Oral de hoje estarão três dos Alcómicos Anónimos, Salvador Martinha, Rui Sinel Cordes e Alexandre Romão (do colectivo fazem ainda parte João Miranda e Zé Beirão) que nos próximos dias 3, 4 e 5 de Maio, vão repor, na nobre sala Jardins de Inverno do Teatro São Luís, a peça Matrioshka, segundo os próprios: «o tal espectáculo de luz e cor (mas sem mariquices) com hora e picos de comédia».

Breve sinopse da Matrioshka: «e se cinco humoristas se sentassem à mesa para escrever uma peça de sketch e stand up comedy? Não, isso já foi feito. E se tiver sido feito por esses mesmos humoristas? Ah, então assim está bem, mas já não é novidade! É, porque desta vez eles decidiram mostrar ao público o processo de criação da própria peça. E isso tem piada? Não, mas todos precisamos de comer.»

A Matrioshka já andou pelos palcos durante o ano passado e, se algum de vocês assistiu à peça, faça o favor de nos contar como foi, que impressões recolheu da experiência, se o ar condicionado funcionava a preceito, se a nádega estava bem sentada e se as bifanas da roulote-late-night-after-show do outro lado da rua eram de facto boas ou foi publicidade enganosa - podem usar o 800 25 33 33 ou caixa de comentários do blogue, como é da praxe (de resto, também aproveitaremos para saber as impressões dos próprios autores sobre essa temporada, perspectiva que é sempre interessante). Abordaremos igualmente, de uma maneira mais generalizada, o panorama humorístico português, o que distingue este colectivo de muitos outros humoristas no activo, em grupo ou a solo (que, felizmente, não há fome que não dê em fartura e se, há alguns anos, muito pouca gente se aventurava pela área do sketch e do stand up, hoje já há bastante escolha).

É a partir das 19, com Fernando Alvim e Marisa Jamaica.

quinta-feira, abril 26, 2007

A Prova Oral nos 13 anos da Antena 3



A Antena 3 faz hoje 13 aninhos, está uma adolescente toda gira e, para comemorar a data, vamos reunir uma mão cheia de amigos e amigas numa Prova Oral especialíssima, que irá para o ar hoje, excepcionalmente, a partir das 21:30.

Então vamos aos convidados que, como se costuma dizer, são mais que as mães: Quintino Aires, psicólogo (se bem se lembram, ainda há umas semaninhas cá esteve a apresentar o seu livro O amor é uma carta fechada); Carlos Amaral Dias, que praticamente dispensa apresentação, conhecidíssimo psicanalista, autor de livros como Freud para além de Freud e Costurando as linhas da psicopatologia borderland (que daria igualmente um óptimo nome para uma banda, por exemplo); Marta Crawford, sexóloga, conhecida do público sobretudo pelo seu ABSexo na TVI; Gimba, músico, ex Afonsinho do Condado e autor dos genéricos da Prova Oral; o legendary Paulo Furtado, músico dos Wraygunn; e ainda, para que não vos falte nada, o colectivo Gato Fedorento - sim, os quatro, a gataria completa.

Quanto à apresentação, também não deixamos a coisa por menos: Fernando Alvim, Cátia Simão, Marisa Jamaica e Rita Amado - todas, pela primeira vez, juntas na mesma emissão. É obra.

Mas a festa só estará completa se vocês aparecerem também, através do 800 25 33 33 e caixa de comentários do blogue, como de costume, para nos contarem a vossa experiência de ouvintes da Antena 3, o que mais vos marcou ao longo destes 13 anos, algum fetiche particular que tenham pela voz de algum apresentador ou apresentadora, programas preferidos, coisas que acham estar a mais ou das quais sentem falta - e todas as perguntas que vos apeteçam fazer a qualquer um dos convidados.

Os ingredientes são, portanto, estes; a partir das 21:30 vamos começar a misturá-los - e ninguém sabe muito bem o que daqui vai sair. Mas é esse o gozo.

quarta-feira, abril 25, 2007

A minha chaimite é melhor que a tua



«Daqui Posto de Comando do Movimento das Forças Armadas: as Forças Armadas Portuguesas apelam para todos os habitantes da cidade de Lisboa no sentido de recolherem a suas casas nas quais se devem conservar com a máxima calma. Esperamos, sinceramente, que a gravidade da hora que vivemos não seja tristemente assinalada por qualquer acidente pessoal, para o que apelamos para o bom-senso dos comandos das forças militarizadas, no sentido de serem evitados quaisquer confrontos com as Forças Armadas. Tal confronto, além de desnecessário só poderia conduzir a sérios prejuízos individuais que enlutariam e criariam divisões entre os portugueses, o que há que evitar a todo o custo. Não obstante a expressa preocupação de não fazer correr a mínima gota de sangue de qualquer português apelamos para o espírito cívico e profissional da classe médica esperando a sua ocorrência aos hospitais a fim de prestar eventual colaboração que se deseja sinceramente desnecessária.»

Uma emissão dedicada ao 25 de Abril com um naipe de convidados de luxo: Odete Santos, Ricardo Araújo Pereira (que protagonizam aqui o seu primeiro encontro pós Dança Comigo), Paulo de Carvalho (conhecido, entre outras coisas, pela autoria do hino do PSD) e Gilda Nunes Barata (autora do livro «Onde é que vocês estava no 25 de Abril», editado pela Oficina do Livro). Mais palavras para quê?, é ouvir, senhores, é ouvir: a partir das 19, com Fernando Alvim.

terça-feira, abril 24, 2007

Rádio Rural



Hoje o compadre Fernando Alvim, com seu singelo fato-de-jardineira, chapéu de palha, verruga no nariz e sachinho das batatas na mão, mais a bela camponesa Cátia Simão, exuberante no seu saia-casaco verde de motivos florais, sinal peludo na face direita e pau ao ombro com o saco do farnel atado na ponta, vão aos campos para saber novas das sementeiras, notícias das colheitas, apreciar o andamento das regas e comungar das práticas alegres dos moços e das moças saudáveis por esses palheiros adentro: a conversa vai ser à volta do Ovibeja e de um evento dentro deste evento chamado 24 horas de agricultura. E os nossos convidados serão Claudino Matos (agricultor, membro da organização do Ovibeja) e Alexandre Real (por parte do «24 horas de agricultura»).

A Ovibeja praticamente dispensa apresentações: realizar-se-á entre 28 de Abril e 6 de Maio, vai já na 24º edição, é organizada pela «Associação de Criadores de Ovinos do Sul» e todos os anos recebe cerca de trezentos mil visitantes - é que para além de ser um palco privilegiado para a mostra de produtos e troca de experiências dos profissionais do sector, conta sempre com bastante animação musical (este ano, por exemplo, estão agendados concertos dos «The Gift», da Viviane, do Tony Carreira, dos «X-Wife», dos «Mind da Gap», dos «Fingertips» e dos «Pólo Norte»). Quanto às «24 horas de agricultura», lemos na nota de imprensa:

«As "24 horas de agricultura são um jogo com carácter de simulacro/formação em agropecuária e florestal, que pretende evidenciar as aptidões técnicas e de funcionamento em equipa dos participantes, além de testar tanto a sua destreza física como intelectual, ao pôr à prova os conhecimentos práticos mais comuns nesta área funcional . O objectivo do jogo consiste na simulação ininterrupta durante 24 horas de situações na área científica e operacional da agricultura. Os participantes serão submetidos a diversos testes e terão de ultrapassar inúmeras provas e obstáculos durante as 24 horas de prova, testando tanto as suas capacidades físicas como intelectuais, numa jornada formativa sem precedentes. A vertente competitiva desta acção irá estimular o aparecimento e aperfeiçoamento de competências técnicas e de trabalho de equipa ao nível da gestão agrícola, decorrentes das situações críticas a que os participantes serão submetidos. Esta iniciativa tem também como objectivo fomentar nos participantes um espírito crítico, indagador e polivalente, pretendendo-se então que os participantes adquiram uma visão global da agricultura, tomando consciência das mais variadas forças de pressão e envolventes que com ela interagem. O evento formativo destina-se a estudantes das áreas das Ciências Agrárias, a profissionais do sector e jovens empresários agrícolas com menos de 40 anos, que deverão dar resposta aos desafios das áreas técnico-científicas da agro-pecuária e florestas num mercado simulado.»

Além de aspectos gerais do Ovibeja, iremos também falar, dado o carácter formativo do «24 horas de agricultura», do ensino desta actividade em Portugal; se a formação dos profissionais é hoje mais sólida e abrangente e, sobretudo, se há mais jovens a pensar na actividade agrícola como uma opção, não só profissional, mas de vida - isto tendo em conta a fama de muito trabalho e muita incerteza que ela tem colada a si.

Via 800 25 33 33 ou caixa de comentários do blogue, falem-nos também vocês da Ovibeja, caso já tenham visitado a feira, e, se nos estiver a ouvir algum jovem agricultor, que nos dê conta da sua lida, das suas satisfações e inquietações; dos seus regozijos e das suas queixas. A partir das 19 (o Fernando Alvim correndo campo afora à frente de um touro zangado que não o reconheceu da televisão).