sexta-feira, abril 20, 2007

Inovar.te



A Inovar.te é a primeira revista sobre inovação lançada em Portugal. É detida pela Incentor, uma start-up de Aveiro, e o seu primeiro número foi para as bancas em Outubro de 2006. A ideia surgiu no seio do innov8, um clube de inovação criado no final de 2004 por oito alunos do Mestrado em Gestão da Inovação e do Conhecimento do Departamento de Economia, Gestão e Engenharia Industrial da Universidade de Aveiro, e o objectivo é envolver universitários, especialistas, empresários e sociedade civil numa dinâmica de disseminação da inovação como princípio orientador das organizações.

Lemos no site: «Arrumar as peúgas sempre da mesma forma e na mesma gaveta, mexer a sopa sempre para o mesmo lado, adormecer à sombra dos louros ou gozar confortavelmente o status adquirido são condutas legítimas, humanas e algumas, pela sua tendência para a estabilidade, conduzem mesmo ao sucesso. Mas terá de ser só assim? Risco, incerteza, fracasso, tentativa-e-erro, ou enveredar pelo desconhecido, não serão pressupostos igualmente válidos? É com a convicção de que não existem receitas mas sim diversas combinações, que se assume a Inovar.te, a Primeira Revista de Inovação, desenvolvida por aqueles que investigam, trabalham e decidem no mundo da inovação e por todos aqueles que são intrinsecamente inovadores. Dirigida para todos.»

Em estúdio vamos ter Vasco Sousa (Revista Inovar.te) e André Sousa (Canal Up) para nos contarem, então, como reagem os portugueses à palavra inovação; se ainda desatam a coçar-se desenfreadamente ao ouvi-la, a acusar alergias várias, a disparar sequências intermináveis de espirros e vade retros, a requisitar mezinhas aos videntes - ou se, pelo contrário, as mentalidades realmente mudaram e as décadas de governação do Grande Português, com todo o seu culto de cinzentismo, da não mudança, do emprego para a vida toda, do desejo imenso por um quotidiano imutável e certinho, ficaram definitivamente para trás. O que é que já foi feito, e o que é que falta fazer? - e o que podem iniciativas como a Inovar.te fazer por todos nós.

Digam-nos também vocês aí em casa do valor que dão à inovação nas vossas respectivas áreas, como lidam com o ambiente profissional de mudança constante a que estão sujeitos - se inovam com prazer, ou ainda vos bate aquela nostalgia da paz dos antigamentes. O que não muda é o número de telefone, 800 25 33 33. Já o Fernando Alvim e a Marisa Jamaica, são novos todos os dias - mas só a partir das 19.

quinta-feira, abril 19, 2007

Assistência informática ao domicílio


O Capitão Kirk, anunciando o VIC 20

Embora infodependentes, a maioria de nós não tem um conhecimento sequer razoável, para lá da estrita óptica do utilizador, sobre o que se passa dentro do nosso pequeno e electrónico amigo; desenrascamo-nos, sim, instalamos os programitas da praxe, de facto, mas basta algum conflito interior mais picuinhas - e os computadores estão cheios de conflitos interiores picuinhas, depressões ou euforias súbitas (temperamento binário é no que dá) - e lá andamos à rasca à procura de algum amigo que tenha um primo que seja amigo do irmão do namorada do rapaz que percebe de informática; caso contrário teremos que levar o computador à proveniência e ficar um mês à espera que regresse, o que em certos casos pode ser - como dizia Artur Albarran - o drama, o horror.

O ideal era alguém que nos viesse a casa tratar do assunto, sem o ar enjoado dos burocratas deslocados e sem cobrar os olhos da cara pela visita (até porque os olhos da cara dão imenso jeito para ver o caminho e não chocar contra os postes); ou seja, o ideal era uma certa banalização do serviço de assistência ao domicílio. E se isso já acontece em grande parte do mundo dito civilizado, só agora começa a dar os primeiros passos em Portugal.

O programa de hoje vai, pois, ser dedicado a essa nobre profissão dos bombeiros informáticos. Vamos ter em estúdio três entendidos da área - André Dias, João Costa e Luís Martins -, que nos vão contar as histórias mirabolantes com que se deparam na sua lida diária de combatentes de fogachos virtuais; e vocês aí em casa também nos podem contar coisas absurdas que vos tenham acontecido com o computador, alguma aldrabice na reparação, alguma janela de aviso surrealista - tipo «paragem catastrófica» ou «o computador não reconhece o teclado, por favor digite qualquer tecla para prosseguir» - e por fim, e muito importante, podem colocar questões técnicas, dúvidas, que os nossos convidados estarão aqui também para demonstrar a sua eficácia (e hoje é à borla).

A partir das 19, com Fernando Alvim e Marisa Jamaica.

Amanhã iremos Inovar.te

quarta-feira, abril 18, 2007

A Noite dos PUBLIdevoradores



A Noite dos PUBLIdevoradores acontecerá nos próximos dias 20 e 21 de Abril no Grande Auditório do ISCTE. Muito bem; mas que raio é A Noite dos PUBLIdevoradores ?

É um espectáculo, já com vinte e seis anos de história em todo o mundo, onde que são exibidos mais de 500 filmes publicitários, provenientes de cerca de 47 países, incluindo Portugal, com o objectivo de homenagear a criatividade publicitária. As exibições serão feitas num ambiente de festa (até porque a coisa dura mais de cinco horas), com alguma da animação a cargo de DJ's convidados.

Vamos hoje falar deste evento - com a presença de dois responsáveis pelo evento, Ana Amaral e o Prof. Pedro Dionísio -, mas também de publicidade, de uma maneira geral. Falem-nos, contem-nos, por exemplo, do anúncio que mais vos marcou a infância, do que mais vos arrepiou, ou causou impacto ao ponto de não o conseguirem ver até ao fim; do pior anúncio que já vira, do mais cómico, do mais ridículo, do mais triste... enfim. Falem-nos do lugar da publicidade na vossa vida. A caixa de comentários estás generosamente aberta e o telefone é o 800 25 33 33 - a partir das 19, com Fernando Alvim e Cátia Simão.

Amanhã, levaremos o técnico aí a casa para tratar da saudinha ao vosso computador.

terça-feira, abril 17, 2007

Porque é que as mulheres gostam dos homens?



A nossa convidada de hoje é Helena Sacadura Cabral, é Economista de formação, já foi professora universitária nessa área, é também cronista na imprensa e na rádio. E ainda escreve livros. E é sobre o último livro que escreveu que vamos falar hoje: chama-se «Porque é que as mulheres gostam dos homens» e é editado pela Guerra e Paz. A nota de imprensa explica-nos porque vale a pena ler este livro:

«Porque ainda hoje são misteriosos os caminhos que levam uma determinada mulher a interessar-se por um determinado homem. Será apenas uma questão física, ou serão os comportamentos e a comunhão de gostos e interesses que comandam esse mútuo impulso?Com a sua experiência de vida e sensibilidade, a autora aponta rotas possíveis para a insondável fórmula da atracção e do amor, numa tentativa de perceber aquilo que as mulheres, especialmente as portuguesas, gostam nos homens. Não esquecendo, aliás, o levantamento sociológico, que a leva a interrogar-se sobre se haverá, de facto, um "novo homem" português, ou sobre se continuará a existir o eterno sonho feminino de uma viagem feita a dois. Um livro que vale a pena ler, porque fala de nós, de todos nós, homens e mulheres.»

E vocês aí em casa, como é? quais os misteriosos caminhos que vos levam a interessar por alguém, homem ou mulher? É uma só pergunta que dá pano para mangas: o 800 25 33 33 3 a caixa de comentários do blogue esperam as vossas considerações sobre o assunto. A partir das 19, com o Fernando Alvim e a Rita Amado.

Amanhã é dia de publidevorar.

segunda-feira, abril 16, 2007

A TLEBS



TLEBS quer dizer Terminologia Linguística para os Ensinos Básico e Secundário e a proposta da sua renovação tem causado alguma polémica. Para dar um «cheirinho» da saga, a quem ande arredado dela, segue a transcrição de um artigo do Público de finais do ano passado, assinado por Bárbara Wong:

«A nova terminologia (TLEBS) procura actualizar os termos utilizados na gramática portuguesa. Desenvolvida por um grupo de linguistas das principais universidades do país, foi aprovada em 2004 e tenta uniformizar os termos gramaticais. Como explica José Esteves Rei, da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, envolvido na primeira versão da TLEBS, o grande objectivo é fazer com que "os alunos usem todos a mesma terminologia ao abordar a língua".

A TLEBS também actualiza a gramática, que evoluiu desde 1967, e valoriza-a, explica Paulo Feytor Pinto, presidente da Associação de Professores de Português (APP). "O lado bom é que a introdução da TLEBS tem permitido que os professores invistam na gramática, que não tem sido muito ensinada", acrescenta o presidente da Associação Portuguesa de Linguística (APL), João Costa.

A TLEBS já é aplicada no ensino secundário e foi avaliada no último exame nacional de 12.º ano. Só o ano passado chegou ao básico através de uma generalização decidida pelo Ministério da Educação (ME), que já veio dizer que está disponível para repensar a experiência mais cedo do que o previsto. O PÚBLICO tentou confirmar esta informação, mas não obteve resposta.

Para os mais críticos, estas novas regras vão afastar os alunos do Português. Jorge Morais Barbosa, professor da Universidade de Coimbra, diz que os alunos "têm coisas mais importantes para aprender", como "ler e escrever bem e sem erros". "Devem deixar-se essas preciosidades para quem quer estudar linguística na universidade", opina. Também Álvaro Gomes, linguista da Universidade do Minho e autor de uma gramática onde introduz a TLEBS, prevê que os alunos tenham "graves problemas de aprendizagem".

Não é um programa
No início desta semana, José Saramago, Graça Moura, Prado Coelho, Maria Alzira Seixo e Jorge Morais Barbosa, entre outros, subscreveram um abaixo-assinado a pedir a suspensão imediata da aplicação da terminologia. A APL já fez chegar ao ministério uma carta, mas no sentido contrário.

Se a TLEBS for suspensa vai legitimar-se que fique tudo como está, justifica João Costa. "A TLEBS foi feita porque os programas não seguiam a nomenclatura que estava em vigor." João Costa admite que a terminologia "esteja a causar alguns problemas, mas é bom que os professores tenham que estudar e investir na gramática".

Os presidentes da APP e da APL dizem que "a TLEBS é uma terminologia e não um programa", ou seja, deve ser adequado a cada uma das idades. "A imagem que se está a passar é que os estudantes vão decorar e debitar palavras e não é isso que vai acontecer", assegura João Costa.

"A TLEBS não pode ser entendida como um receituário de termos para professores e alunos memorizarem e papaguearem nas aulas. Cabe aos professores o trabalho da transposição didáctica dos termos a usar em cada ciclo de ensino, no respeito dos programas em vigor", escreve no PÚBLICO Filomena Viegas, professora de Língua Portuguesa, responsável no ME pelo acompanhamento em linha da TLEBS.

Há cerca de um ano, o ME enviou orientações às editoras para incluir a TLEBS nos manuais. Uma decisão contestada pela APP, que alega que esta ainda está em fase de experimentação. "A função da editora é respeitar as regras definidas pela tutela. Se a TLEBS for suspensa, é isso que faremos", declara Paulo Gonçalves, da Porto Editora.

ALGUNS EXEMPLOS DO QUE MUDA

"O João ficou em segundo lugar"
"segundo" era um numeral ordinal; passa a ser um adjectivo numeral, porque qualifica em que posição o João ficou.

"Vem para aqui"
"aqui" era um advérbio de lugar; agora é um advérbio adjunto de lugar

"A cobra é bonita"
"cobra" era um substantivo comum, feminino do singular; muda para nome comum, concreto, contável, não humano, animado, epiceno do singular. Era errado chamar-lhe "feminino" porque há cobras macho e fêmeas, por isso é "epiceno"

"Ele não viu nenhum homem"
"nenhum" era um determinante indefinido; agora é um quantificador universal, porque exprime um todo.»

Da Nomenclatura Gramatical à nova terminologia

1927 Num congresso de professores do ensino secundário fala-se, pela primeira vez, numa terminologia gramatical uniformizada.

1967 É finalmente criada a Nomenclatura Gramatical Portuguesa. Depois de 1974 surgem novas correntes gramaticais nas universidades que acabam por chegar ao ensino básico e secundário. Há professores que mantêm a terminologia de 1967, mas outros adoptam os novos termos.

1993 A partir deste ano e até 1997 professores e investigadores procuram sensibilizar o Ministério da Educação para a necessidade de haver uma terminologia uniforme. Com a reforma do ensino básico e secundário, a tutela propõe-se a fazê-lo.

1997 São criados uma dezena de grupos de trabalho, de que fazem parte docentes do básico e do secundário que, sob a orientação de professores do ensino superior, discutem a nova terminologia. Mais tarde é criado um novo grupo, constituído por apenas 17 linguistas, que conclui o trabalho em Dezembro de 2002.

2004 Só a 24 de Dezembro, durante o Governo de Santana Lopes, é publicada a Terminologia Linguística para o Ensino Básico e Secundário (TLEBS) em Diário da República.

2005 A 8 de Novembro, a ministra Maria de Lurdes Rodrigues define que ainda nesse ano lectivo (2005/2006) a TLEBS seria adoptada no ensino básico como experiência pedagógica em algumas escolas do país. A experiência é generalizada "ao universo das escolas do ensino básico" um ano depois.

2008 No final do ano lectivo de 2007/2008 termina o período de três anos consecutivos de experiência pedagógica e a TLEBS entrará em vigor.»

Uma das vozes mais activas contra a nova TLBS, foi a de Francisco José Viegas, a partir do seu blogue. Aqui, a selecção de alguns textos dedicados ao assunto, com links para outros.

Poderão participar na conversa todos os que de alguma forma se interessem pela língua que falamos e escrevemos, especialmente encarregados de educação e professores. O telefone é o 800 25 33 33 e há também, como sempre, a caixa de comentários deste blogue. A partir das 19, com Fernando Alvim.

Amanhã, Helena Sacadura Cabral, virá explicar-nos porque é que as mulheres gostam de homens.