sexta-feira, abril 06, 2007

A família



O Espaço Família existe desde 2003 e é um Gabinete Privado que tem como especial propósito ajudar todos os casais que se encontrem a viver uma Crise Familiar. Para isso, têm ao serviço uma equipa multidisciplinar de especialistas como Terapeutas Familiares, Juristas/Mediadores Familiares, Psicólogos Clínicos, Psicólogos Infantis, Psicólogos Educacionais, Médicos Psiquiatras, etc..

E para conversar connosco sobre a actividade deste Espaço Família, vamos ter hoje na Prova Oral Margarida Vieitez (Mediadora Familiar), Pedro Frazão (Terapeuta de Casal) e Pedro Martins (Psicoterapeuta).

Partindo da velha máxima «entre marido e mulher não se mete a colher» e do culto de um certo secretismo a respeito dos problemas familiares, que devem ser resolvidos entre as quatro paredes (às vezes de maneiras muito poucos éticas), como reagem os casais à proposta de ajuda exterior?; ou, dito doutra maneira, que dificuldades sente este Gabinete para chegar às famílias mais tradicionais, ou àquelas cujos membros têm menos escolaridade e informação?; e de que tipo de problemas se queixam mais frequentemente? - poderemos nós falar de um ou de uma série problemas típicos da «família portuguesa» dos dias de hoje?

O número familiar para questões e comentários é o 800 25 33 33. A caixa de comentários também gosta. E hoje o Fernando Alvim virá a solo, a partir das 19.

Segunda-feira vem cá o Marco Horácio.

quinta-feira, abril 05, 2007

Prova de Vida na Prova Oral



Pedro Mexia nasceu em 1972, é licenciado em direito, é poeta, cinéfilo, crítico literário e um dos bloggers mais activos e lidos da blogosfera portuguesa. E o mote para a conversa de hoje vai ser exactamente essa sua faceta blogosférica (largar o vício dos neologismos é difícil) e o livro «Prova de Vida» (edição Tinta da China) que reúne textos publicados ao longo dos últimos anos, sobretudo no seu Estado Civil.

É de lá, do Estado Civil, que transcrevemos: «Acaba de chegar às livrarias «Prova de Vida», mais uma intrujice de Pedro Mexia. Textos a pagar que estiveram disponíveis gratuitamente na net, bloguices adolescentes em forma «nobre» de livro, «diários» a prometer detalhes sexuais (tá bem abelha), um submarino simbólico pilotado por um gajo obeso e com um penteado discutível, e lá dentro uma escrita a que as editoras chamam «reflexiva, desconcertante e mordaz», quando é apenas deprimente, trivial e javardolas. A badana biobibliográfica mostra que Mexia, aos 34 anos, não fez nada na vida. A badana dos elogios reproduz um panegírico de um «Osvaldo Silvestre» (personagem obviamente inventada) que diz que a escrita de Mexia é «gnómica». Gnómica? Morde aqui a ver se eu deixo.»

O pretexto da conversa será esta «Prova de Vida», mas vamos à boleia dela falar também sobre a blogosfera de uma maneira geral, o que, na opinião de Pedro Mexia, trouxe ela de novo, se as pessoas passaram a ler mais, a informarem-se mais - ou apenas a opinar mais, mantendo-se a proverbial preguiça lusa de aprofundar os assuntos (isto tendo em conta tendo em conta a taxa baixíssima de leitores no nosso país - não só de livros, mas de jornais). Também iremos falar da pertinência de, tal como é dito no texto introdutório, vender textos que estiveram disponíveis gratuitamente na net: há transferência de leitores de um meio para o outro?; ou seja: quem lê os blogues é quem compra depois os respectivos livros?; e o que ganham ou perdem os textos quando, escritos a pensar no meio virtual, são passados para o papel? E, já agora, no meio da azáfama blogueira, para além dos trabalhos de crítica literária e de cinema, o lado de poeta não tem perdido espaço (o último livro de poemas de Pedro Mexia, «Vida Oculta», data de 2004)?

É na Prova Oral, hoje mesmo - 800 25 33 33, caixa de comentários do blogue -, a partir das 19, com Fernando Alvim e Xana Alves.

Amanhã vamos falar de Famílias.

terça-feira, abril 03, 2007

Homem Tribal vs Homem Máquina, segundo os Blasted Mechanism



Chegou às lojas no dia 19 do mês passado um novo álbum dos Blated Mechanism, chamado «Sound in Light». Na verdade não é só um, mas são dois álbuns, porque este primeiro traz incluído um link que dá acesso a um sítio virtual donde se pode downloadar (bonito neologismo; melhor que este só emailar) um outro chamado «Light in Sound» (o download inclui não só os ficheiros áudio, mas toda a parte gráfica que poderá ser posteriormente colada num vulgar CDR). Original, não?

E depois há a participação de vários convidados especiais, como: António Chainho, Rão Kyao, Macaco (SP), Transglobal Underground (UK), Nidi D'arac (IT), Gaia Beat(PT) e a Kumpania Algazarra (PT).

Lemos ainda, sobre este trabalho: «o poder do Som será revelado á humanidade no dia em que esta compreender o poder oculto nas palavras e apreender a utilizá-las de acordo com as leis evolutivas. Nesse poder, o som e o silêncio unificam-se transpondo assim a barreira do Ego liderando o Homem a níveis elevados de consciência. A Luz é o elemento essencial presente no centro de todas as partículas criadas. Ao manifestar-se conduz as criaturas ao seu verdadeiro destino, levando assim o ser humano a atingir tal compreensão da Luz , que passe a viver nela e através dela se expressar. Unite in Sound, Unite in Light, Unite the Tribes, são palavras de ordem para uma nova Era de ascensão, de união, de paz, e de respeito pela Terra, nave viva que nos transporta e abriga, qual grande mãe galáctica. O homem tornar-se-á mais subtil, a matéria será finalmente compreendida e a religião e a ciência serão diluídas na metafísica.»

Vamos pois ter cá hoje os Blasted, devidamente metamorfoseados (vocês não poderão ver, mas nós juramos a pés juntos que sim), para falar da sua já longa carreira, da sua visão do panorama actual da música feita por este Portugal do nosso coração e do nosso fígado afora (o item já se tornou um cliché, mas vale sempre a pena falar dele), do mercado, da crise de vendas agregada à partilha de mp3's, das expectativas acerca deste novo álbum e também dos argumentos das canções, as preocupações estéticas e éticas que os Blasted neles expressam: a ecologia, a natureza humana, o homem tribal vs o homem máquina – e tudo o mais que quiseram perguntar, como sabem, via 800 25 33 33 ou caixa de comentários do blogue. Hoje, com o Fernando Alvim, estará a Cátia Simão.

A partir das 19.

Amanhã, Pedro Mexia virá mostrar a sua «Prova de Vida».

A Liga dos Últimos



Para o caso improvável de alguém não saber do que falamos, quando falamos da «Liga dos Últimos»:

«A Liga dos Últimos já está em disputa na RTP N. Equipas de todo o país mostram o que valem, ou não, num programa que põe a classificação do país de pernas para o ar. Chicotadas Psicológicas, guarda-redes em crise, jogadores desesperados e clubes falidos animam o programa desportivo onde todos os que vão em último são as estrelas. A apresentação é de Álvaro Costa, com reportagens de Sérgio Sousa e Sónia Lacerda e comentários de Hêrnani Gonçalves e João Nuno Coelho. A produção é da Farol de Ideias.»

Pois é, hoje, então, a Prova Oral vai expor a coxa com a exuberância que se lhe conhece e, lentamente (podem imaginar uma música de cabaret) descer a liga – descer, descer, descer até cá abaixo, mesmo mesmo até ao fundo da tabela com a companhia de Álvaro Costa, Daniel Deusdado e Hêrnani Gonçalves, mais conhecido por Professor Bitaites.

Que balanço fazem estes protagonistas da temporada de «Liga dos Últimos», que já por cá anda há uns tempos, arregimentando simpatias e antipatias?; há um retrato típico do adepto das ligas de baixo?; que situações passadas no programa elegeriam como as mais surreais?; o que leva um jovem saudável e sem tendências suicidas a ser árbitro por esses campos pelados afora?

E porque dentro de cada um de nós, mais que treinador de bancada, há um comentador de café, aproveitem o tempo de antena para exibir os vossos dotes e teorizem praí com fartura os vossos quatros três quatros, três três quatros, quatros três três, chicotadas psicológicas, esféricos rolando pelo descampado afora, trincos (raio de nome), frangos Ronaldos de Freixo-de-espada-à-cinta, Rui Costas da Bidoeira, Mourinhos dos Marrazes, Figos da Figueira da Foz e o que mais vos passar pela cabeça – via 800 25 33 33 e caixa de comentários do blogue (ficou bonita a remodelação, não ficou?), a partir das 19, com Fernando Alvim e Marisa Jamaica.

Amanhã teremos por cá os Blasted Mechanism

segunda-feira, abril 02, 2007

As cartas que o amor joga


Billie Holiday numa canção de amor

Joaquim Quintino Aires é Psicólogo Clínico, exercendo nas áreas da Psicoterapia e Neuropsicologia, docente na Universidade Autónoma de Lisboa, comentador televisivo habitual sobre assuntos da sua área em programas tão diversos como o Fátima Lopes (SIC), Especial Informação (TVI), Elas em Marte (SICMulher) e acabou de lançar, pela ASA um livro chamado «O Amor é uma Carta Fechada». A sinopse:

«O Amor é uma Carta Fechada é um livro valioso que o ajudará a identificar os problemas e a questionar o que está a bloquear o amor na sua vida para assim deixar de viver com a dor, angústia e tristeza e perceber a vida amorosa tal como ela é, libertando-se de ilusões e receios. Porque o amor não é uma mera questão de sorte ou azar, mas uma questão do esforço que cada um de nós dedica a tentar alcançá-lo.

O amor é uma força misteriosa e dominadora, com um poder tão forte que é capaz de controlar até os nossos pensamentos e decisões mais importantes. Mas então porque não conseguimos entender de forma clara, o que é o amor? Ou, ainda mais difícil, como se consegue viver o amor? E o que o faz tornar-se algo tão vital como respirar e comer?

Com os anos de prática, o psicólogo Joaquim Quintino Aires extraiu de casos reais os exemplos que se descrevem neste livro para elaborar a lista das 10 regras a cumprir para alcançar um amor feliz. Muitas das questões abordadas são-nos familiares: são ideias preconcebidas, que carregamos inocentemente pela vida fora, mas que podem tornar-se num veneno fatal para a relação à medida que geram expectativas irrealizáveis, que alimentam a intolerância no dia-a-dia do casal, que reforçam o sentimento de que um ou o outro é sempre o culpado, ou ainda que a vergonha de partilhar o íntimo permite que o silêncio vá corroendo pela calada dos dias.»

Antes de mais, gostaríamos de saber a vossa definição de «amor feliz»? Será que ambicionamos todos o mesmo, ou o conceito varia de pessoa para pessoa, de casal para casal?; será o casamento benéfico ao amor ou, em vez disso, o seu carrasco? - ou ainda, por outras palavras, é suposto o amor resistir ao quotidiano partilhado entre dois amantes, com toda aquela procissão de atritos e implicâncias («não lavaste a louça da manhã», «lavei a do jantar, hoje era a tua vez», «vai mas é dar banho ao cão», «não admito que fales assim comigo», «assim como?, fui eu que lhe dei banho a última vez, andou a rebolar na relva e está todo sujo»)?; e serão os dias de hoje, em que, por um lado, somos mais informados e de certa forma mais livres, e, por outro, vivemos numa sociedade mais veloz, em transformação permanente, tantas vezes cultora do efémero, mais propícios ao amor?; como será o amor do século XXI? - uma espécie em vias de extinção?

Perguntas e mais perguntas, para fazerem, para arriscarem respostas e comentários, via 800 25 33 33, a partir das 19, com Fernando Alvim e Rita Amado.

Amanhã vamos descer na liga; descer descer até aos últimos.