sexta-feira, março 30, 2007

Lisboa menina e moça, menina



A convidada de hoje chama-se Catarina Saraiva e faz parte da organização da iniciativa Lisboa Ideal cuja nota de imprensa reza assim:

«Paralelamente ao projecto "Lugares Imaginários", ALKANTARA e ZDB apresentam o evento público "Lisboa Ideal". Numa cidade onde o imaginário e a utopia convivem diariamente com uma realidade conflituosa - entre mobilidade e habitação, a loja de bairro e o grande comércio, a renovação e a construção, o Tejo e a actividade portuária, a especulação imobiliária e a degradação do património, a história e a contemporaneidade ..., "Lisboa Ideal" visa juntar ideias para o futuro. ALKANTARA e ZDB convidam os habitantes de Lisboa, de todas as idades e profissões, a repensar o âmbito em que trabalhamos e vivemos. Como seria a Lisboa ideal? O que há de bom na nossa cidade? O que deveria mudar? Há coisas concretas que todos nós podemos fazer? Será que o nosso comportamento deve mudar? Ou a organização do tecido urbano? Precisamos de mais parques e jardins, transportes públicos, bibliotecas, escolas, teatros, campos de futebol, museus...? Ou precisamos sobretudo de menos? Menos carros, menos poluição, menos obras...? Não há limitações, nem instruções. Esperamos propostas concretas e sonhos talvez irrealizáveis, desabafos irreflectidos e projectos ponderados, ideais soltas e utopias construídas... "Lisboa Ideal" é um convite direccionado a todos os que queiram partilhar os seus sonhos e ideias para a nossa cidade.»

Convidamo-vos, então, nesta hora de Prova Oral, a idealizar Lisboa connosco. Mas não só Lisboa: a cidade onde vivem agora, seja ela qual for - e a compararem-na com outras cidades por onde tenham andado e, de alguma forma, vos tenham marcado. Hoje, e porque nós gostamos de variar, o número é o 800 25 33 33 mais a caixa de comentários do blogue. A partir das 19, com o cidadão Fernando Alvim e a cidadã Marisa Jamaica.

Nas segunda-feira iremos conversar com Joaquim Maria Quintino Aires, psicoterapeuta e autor do livro «O amor é uma Carta Fechada».

quinta-feira, março 29, 2007

Estádio de Choque: segundo tempo.



Foi nesse distante dia 6 de Março de 2007 (ainda o Salazar não era o melhor português de todos os tempos) que abordámos pela primeira vez o tema. E hoje voltamos à carga, desta feita com a presença de Rui Santos, autor de «Estádio de Choque», publicado pela Esfera dos Livros, o livro que nos servirá de mote. Repetindo a biografia e a sinopse:

Sobre Rui Santos:
Nasceu em Lisboa a 6 de Junho de 1960 e leva 30 anos a escrever na imprensa. Jornalista profissional, cumpriu longa parte da sua carreira ao serviço do jornal ‘A Bola’, onde publicou o seu primeiro artigo a 12 de Janeiro de 1976. Durante 26 anos, ocupou diversos lugares de chefia (inclusive o de chefe de redacção), editando revistas e outras publicações especiais, uma das quais com algum impacto internacional. Ao deixar ‘A Bola’, por vontade própria, considerando que se tinha fechado um ciclo, também crítico em relação à forma como se passou a entender o jornalismo, sempre muito dependente de outros poderes, rapidamente começou a escrever no ‘Correio da Manhã’, onde todas as semanas assina uma página de opinião, estabelecendo pontes entre futebol e política. Actualmente é comentador da SIC e da SIC Notícias, onde o seu programa ‘Tempo Extra’ é uma referência no universo do cabo.

E sobre o Estádio de Choque:
«Pessoas a servir-se do futebol sempre houve e continuará a haver. O problema é este Estado chamado Futebol estar a rebentar pelas costuras. É como um Planeta na iminência de explodir. Com tantas e tão graves atrocidades perpetradas sobre o ‘meio ambiente’, a dúvida capital é se há tempo e meios para se evitar a extinção?!» Estádio de Choque é uma análise cuidada e inteligente do universo do futebol em Portugal feita por quem há mais de 30 anos pisa este campo explosivo. Sem nunca esconder as palavras, mas com alto sentido pedagógico e de responsabilidade, Rui Santos revela, mais uma vez a sua grande determinação em combater, pela escrita, as fórmulas fáceis e comuns, no futebol português.

Tal como ficou aqui escrito no post desse longínquo 6 de Março de 2007 (oh, eu era tão novo, tão feliz, correndo singelo por esses campos afora em cantoria músicas do coração), é um tema quente, exaltado por natureza, onde tantas vezes se confunde alegremente (e alarvemente) factos com interpretação dos factos - à luz (ou à cegueira) das paixões clubistas: alguma vez seremos capazes de despir a camisola do clube e apontar sem contemplações os podres que pululam por todo o Planeta Futebol?; e quando seremos nós, em relação ao nosso clube, tão exigentes em matéria de ética desportiva como somos de resultados?; ou por outra, futebol e sensatez poderão alguma vez coexistir?

O 800 25 33 33 e a caixa de comentários do blogue à vossa espera para o que tiverem a dizer. Por isso, digam, que nós gostamos - a partir das 19, com Fernando Alvim e Ela.

Amanhã iremos idealizar Lisboa.

quarta-feira, março 28, 2007

Olhe, se faz favor, a Vida é neste sentido?


Monty Python, tinha que ser.

Já antes havíamos tido uma Prova Oral filosófica e, posto que não há uma sem duas (o ditado não é bem assim, mas para agora dá jeito), resolvemos repetir a dose: cá vai a nossa alma de mochila às costas outra vez, por esses trilhos inóspitos da existência afora, à procura do sentido da vida. Achá-lo-á?; é o sentido da vida coisa que se encontre como o berlinde que deixámos esquecido não sei onde e que o gato se encarregou de, pata-a-pata, esconder num sítio mais obscuro ainda, provavelmente debaixo da estante grave da biblioteca que há três gerações permanece encostada à mesma parede e onde só os fantasmas da família vão, amiúde, catar um livro para entreter a insónia?

Eis os nossos colegas de indagação: Celeste Machado, especialista em Filosofia para crianças e directora de um Colégio em Aveiro; Maria João Neves, especialista em Ética, Conselheira Filosófica com Gabinete em Tavira, o seu método baseia-se na Análise Fenomenológica de Sonhos; Tiago Pita, Conselheiro Filosófico, especialista no diálogo que a Filosofia estabelece com as Neurociências e com a Psicologia - todos eles membros da Associação Portuguesa de Aconselhamento Ético e Filosófico.

A importância do contacto com a Filosofia numa idade precoce e como isso pode ajudar um indivíduo a crescer melhor; a utilidade dos sonhos na nossa vida quotidiana; a falta do culto do silêncio nos dias de hoje e a consequente escassez de espaço mental livre onde possamos arrumar os pensamentos (esta foi bonita, não foi?). Estão todos convidados a participar, a coçar pensativamente connosco as vetustas barbas (ou demais pilosidades, que isso é lá com vocês) a partir das 19, via 800 25 33 33 ou caixa de comentários do blogue - com Fernando Alvim e Ela.

Amanhã, Rui Santos virá falar do seu livro «Estádio de Choque». Os ouvintes mais atentos lembrar-se-ão com certeza que esta conversa já esteve agendada antes, mas o autor não pôde comparecer. À segunda é de vez (o ditado também não é assim, mas pronto).

terça-feira, março 27, 2007

João Paulo Meneses e tudo o que se passa na rádio


Excerto do magnífico «Radio Days», de Woody Allen

O nosso convidado de hoje chama-se João Paulo Meneses, é jornalista, docente da cadeira de Jornalismo Radiofónico no ensino superior, coordenador da TSF no Porto e autor do livro «Tudo o que se passa na TSF - para um livro de estilo».

Vamos, como se adivinha, antes de mais, falar de jornalismo radiofónico: de como evoluiu nos últimos anos; se os profissionais da área estão hoje mais sensibilizados para a especificidade desse tipo de jornalismo ou migram simplesmente dos cursos de jornalismo generalistas e são, como se costuma dizer, lançados às feras; como se têm adaptado os media tradicionais à revolução tecnológica, ao advento da Internet, aos blogues, à vertiginosa velocidade com que a informação circula hoje no nosso mundo. Mas falaremos também sobre alguns tópicos de investigações a que o nosso convidado se tem dedicado nos últimos tempos: a rádio do futuro, a digitalização, a música na rádio, a geração iPod, etc..

Por isso, profissionais da comunicação, estudantes de jornalismo e afins, meros ouvidores de notícias exigentes com a informação que vos é levada a casa, ao computador, às colunas do rádio, ao ecrã da televisão, uni-vos e comentai: o telefone é o 800 25 33 33, mais a caixa de comentários deste blogue. A partir das 19, com Fernando Alvim e Cátia Simão.

PS: o tema de amanhã será «O sentido da vida» com convidados membros da Associação Portuguesa de Aconselhamento Ético e Filosófico.

segunda-feira, março 26, 2007

A beleza depois dos 40


Sophia Loren

Como canta o nosso querido Paco Bandeira: «não adianta deitar contas à vida, a ternura dos quarenta, não tem conta nem medida». Pois é, hoje vamos falar de envelhecimento, mais especificamente do conceito de beleza depois dos quarenta - e a nossa parceira de conversa será Luísa Castel-Branco.

Num mundo tão centrado nas aparências, tantas vezes agressivo com quem não segue os cânones vigentes definidores de beleza, e onde o culto da juventude toca a obsessão, sobretudo em relação às mulheres - se bem que nestes últimos anos a pressão se tornou parecida para os dois sexos (ah pois, é ver os senhores, muito machos, a fazer as sobrancelhas, as unhas e a passar os cremezinhos, valha-me deus, que se o meu avô cá estivesse corria-os a pontapé e haviam de ir todos para a tasca da Bernarda beber traçadinhos e falar de futebol) -, como se pode ter mais de quarenta anos e ser feliz? A pergunta é só uma provocação: naturalmente pode ter-se mais de quarenta anos e ser feliz, mas se calhar valia a pena trocarmos umas ideias sobre o assunto, comentarmos da evolução ou regressão das mentalidades nestas últimas gerações; e em que ponto a preocupação, à partida salutar, com a nossa aparência e com o acto envelhecer bem, se transforma em stress, em cedência a pressões exteriores e em angústia?

Digam-nos - 800 25 33 33 - ou escrevam-nos - caixa de comentários do blogue - a vossa perspectiva sobre esta matéria, tenham mais ou menos ou exactamente quarenta anos. A partir das 19, com Fernando Alvim e Marisa Jamaica.