quarta-feira, março 21, 2007

Tema livre para o primeiríssimo dia de Primavera.


A propósito do Dia Mundial da Poesia, um poema: a belíssima actriz Camila Morgado recitando «Os Acrobatas», de Vinicius de Moraes.

Tema livre hoje, que nós bem o tentámos prender, mas está uma ventania do caraças. Por isso, já sabem, gargantas levemente aguadas, dedinhos tecladeiros a postos e aí vamos para mais uma vertiginosa sessão de blá blá blá.

E porque é o primeiro dia de Primavera e Dia Mundial da Poesia, vamos sacudir as cinzentices do capote e falar de coisas boas: a última vitória do clube do vosso coração (e a última derrota do clube do vosso fígado, vá), o último livro que leram, o último filme ou peça de teatro a que assistiram e gostaram, os vossos pequenos prazeres quotidianos, a mesa de esplanada preferida para o jornal e o café, os vossos itinerários de lazer, as jantaradas com os amigos, a vizinha ou o vizinho do prédio da frente a que acham pinta, os cromos aí do sítio onde moram, etc.: puxem pela imaginação, que aqui estará à vossa espera o nosso 800 25 33 33 mais a caixa de comentários deste blogue, a partir das 19, com os primaveris - à volta de quem cirandam poéticas abelhinhas - Fernando Alvim e Xana Alves.

terça-feira, março 20, 2007

Rir sentado na Prova Oral, com Francisco Menezes



Francisco Menezes nasceu no Porto, a 8 de Outubro de 1973. Viveu em Lisboa até aos sete anos, regressou ao Porto - e outra vez a Lisboa, há relativamente pouco tempo, onde vive agora. Sobre ele, lemos no sítio da UAU, a sua produtora:

«Francisco Menezes ficou conhecido pelas suas várias presenças no "Levanta-te e Ri" (SIC), mas começou a sua carreira na ex-Ntv (agora RTPN) com dois programas de humor, de autoria e interpretação sua, o "N cromos" e "O desterrado", tendo depois passado pela RTP com outro programa seu, "Portugal FM". Antes disso fez rádio, cantou em casinos, e até trabalhou na secção de congelados do Continente.

É o artista quase total. Tem uma grande voz, é engraçado como o caraças e o seu texto é muito bom. Só lhe falta depilar as pernas.»

É, portanto, um humorista de pernas peludas que vamos ter em estúdio; e com quem falaremos não só do futuro da depilação a laser, mas também dos caminhos que o humor em Portugal pode tomar, sobretudo na forma de stand up comedy, da qual Francisco Menezes é exímio praticante - isto, depois do boom de há uns anos e do fim recente do mítico (para o bem e para o mal) «Levanta-te e Ri».

A importância da televisão na carreira de um humorista e o reverso da medalha: a sobreexposição que pode levar os públicos ao cansaço; o dia-a-dia de um humorista: as rotinas de trabalho e a fonte inspiração: os jornais?, as televisões?, os cromos conhecidos?, os cidadãos anónimos? - tudo isto inspira?; e já agora: terá Francisco Menezes assuntos tabu sobre os quais não goste de fazer humor? - ou tudo é matéria humorizável (a palavra não existe, eu sei, mas agora deu-me jeito). Falaremos também de influências, dos melhores, segundo a opinião do nosso convidado, humoristas da praça, conselhos aos candidatos à prática do stand up - e de tudo o que vocês se lembrarem de perguntar, via 800 25 33 33 ou caixa de comentários do blogue; logo à tardinha, ao lusco-fusco, com Fernando Alvim e Ela.

segunda-feira, março 19, 2007

Valdemar Cruz, Fernando Catarino e uma vida de ensinamentos


Leonard Bernstein que, além de grande maestro, foi um grande pedagogo

Que a vida nos dá lições é uma verdade que, parece-me, ninguém contesta; mas uma verdade tão dita e redita, por tudo e por nada e tão circunstancialmente, que às vezes parece inócua. Mas não é: a vida, de facto, é uma escola e pêras (muitas pêras, a pereira toda, um pomar inteiro de pereiras e por aí adiante ou nunca mais saímos daqui).

Valdemar Cruz, o nosso convidado de hoje, resolveu pôr em livro algumas dessas lições, contadas por alguns instruendos ilustres. O livro chama-se O que a vida me ensinou e é acabadinho de sair pela Temas & Debates.

São «34 depoimentos recolhidos por Valdemar Cruz originalmente publicados no semanário Expresso em dois momentos distintos: Capa da Revista a 9 de Novembro de 2002 e, semanalmente, na Única, entre Janeiro e Agosto de 2005. Os entrevistados são nomes relevantes da sociedade e cultura portuguesas que se distinguiram pelo mérito do trabalho desempenhado em áreas distintas do conhecimento. Lutando contra «a sacralização do efémero e de um quase obsceno culto da juventude pela juventude», Valdemar Cruz estabeleceu como único critério o de reunir apenas convidados com mais de setenta anos. O resultado de anos de audição, transcrição e reconstrução de experiências de vida intensas é uma recolha de testemunhos poderosos, pessoais e únicos, que são, acima de tudo, preciosas lições de vida.

Adriano Moreira, Agustina Bessa-Luís, Álvaro Siza Vieira, Anthimio de Azevedo, António Ramos Rosa, Argentina Santos, Borges Coelho, Eduardo Lourenço, Eunice Muñoz, Fernando Catarino, Fernando Lanhas, Fernando Távora, Galopim de Carvalho, Glicínia Quartin, Helena Rocha Pereira, Helena Sá e Costa, José Manuel de Mello, José Pinto da Costa, José Saramago, Júlio Pomar, Júlio Resende, Luísa Dacosta, Manoel de Oliveira, Manuel Martins, Margarida Tengarrinha, Maria de Lourdes Levy, Maria Keil do Amaral, Moniz Pereira, Nella Maissa, Nuno Grande, Óscar Lopes, Ruy de Carvalho, Sequeira Costa e Vítor Crespo são os ilustres que relatam no livro de Valdemar Cruz as suas experiências de vida.»

O outro convidado é o biólogo Fernando Catarino, professor e notável director do Jardim Botânico da Faculdade de Ciências de Lisboa durante vinte anos, autor de um dos depoimentos do livro - como podem confirmar na lista -; e a conversa vai ser, pois, à volta do que as vivências nos podem ensinar e da nossa atenção a esses ensinamentos: num mundo cada vez mais veloz, mais voraz, mais ruidoso, mais efémero, mais consumista, teremos nós ainda espaço mental para ouvir o que a vida, pacientemente do seu púlpito professoral, nos diz? Hum? E a maneira como hoje em dia se tratam as pessoas mais velhas e portanto, mais ricas de experiências, mais avisadas, não é também um atestado de alheamento das gerações sangue-na-guelra à reflexão, à ponderação ou, por outras palavras, ao desejo de aprender?, hum?; estaremos todos - ou a maioria de nós - mais presunçosos e mais convencidos de que sabemos tudo, ao ponto de dispensarmos com leviandade aqueles que nos podem ensinar? Como é?

Digam de vossa justiça, caros pupilos da vida, via 800 25 33 33 ou caixa de comentários deste blogue, a partir das 19, com Fernando Alvim & Co.

sexta-feira, março 16, 2007

O quarteto dos três irmãos Pedro Tochas & Pedro Tochas a solo



E agora, senhoras e senhores, meninos e meninas, para algo completamente diferente, Pedro Tochas - o homem que está que nem pode - na Prova Oral. Eis os espectáculos em rodagem por aí:

Work in Progress: «Pegue em Stand-up Comedy, junte malabarismo, teatro físico e teatro de rua, misture com improviso e interacção com o público, tudo em tom de contador de histórias. Resultado: Work in Progress. Uma homenagem aos espectáculos de variedades do inicio do século XX.

O Palhaço Escultor: «Um malabarista entra num palco onde vai apresentar o seu espectáculo de circo. Devido ao contacto com o público a sua relação com o malabarismo altera-se. Neste momento os seus sentimentos tomam conta da situação, apaixona-se, zanga-se, fica contente, fica triste, esquecendo-se por vezes que está ali para fazer malabarismo. Começa a utilizar as imagens que cria com balões e outros adereços para mostrar o que sente.

Partindo deste conceito, o actor desenvolve um trabalho de teatro físico que vai para além da representação entrando no campo do entertainer. Aplicando a técnica de clown, o actor reinventa a sua relação com o que o rodeia, onde o público é convidado a participar. Partindo dos adereços tradicionais do malabarismo, ele vai acrescentando objectos do dia a dia e balões, permitindo assim uma performance dinâmica e variada, que vai ao encontro do imaginário de todos nós.

O Palhaço Escultor é um trabalho interdisciplinar onde se procura comunicar através de imagens e linguagem não verbal, onde se utiliza o teatro físico e de rua, o circo e as esculturas com balões e onde se pode notar a influência e o ambiente do cinema mudo.

Vencedor do Adelaide International Buskers Festival - 2006.»

Maiores de 18 - stand-up comedy para adultos: «Todos nós temos uma faceta pervertida, radical, de extremos, que escondemos das outras pessoas, onde dizemos, fazemos ou pensamos coisas que temos vergonha de mostrar à nossa mãe. Este é o mundo de Maiores de 18. Sexo, política, raiva e ainda mais sexo num espectáculo que vai do ofensivo ao poético, com uma comédia agressiva para uma sociedade agressiva. Este espectáculo pode mudar a tua vida... ou talvez não!»


Podem consultar datas e locais das próximas apresentações no site oficial de Pedro Tochas. Por cá, iremos falar do percurso absolutamente original deste artista: como num meio cada vez mais condicionado e industrializado ele se desenvencilhou sozinho, impôs o seu estilo, o seu ritmo, a sua agenda. Que dificuldades teve?; a água com gás foi realmente importante na sua carreira?; acha que agora o público está mais informado e que, de uma vez por todas, já não toma água com gás só quando está mal disposto?; há diferenças substanciais entre o público português e o estrangeiro?; que conselhos dá a quem está agora a começar a carreira e se queira mandar para a frente sozinho, sem rede?; que arranje uma rede?; e há marcas boas no mercado?

Perguntem, comentem, digam da vossa vivência de espectadores pedrotochianos, caso o sejam, via 800 25 33 33 ou caixa de comentários. Ficamos à espera, às 19, com Fernando Alvim e Rita Amado.

quinta-feira, março 15, 2007

Uma Prova Oral soalheira



Chama-se Hélder Martins, o nosso convidado, e é o director do evento «Algarve Convida», que decorrerá entre os dias 16 e 18 de Março no Pavilhão Atlântico.

Sobre o evento, lemos: «Siga os tons de azul que dão cor às praias algarvias e encha-se de energia! Descubra o charme e o conforto de alguns dos melhores hotéis de Portugal, campos de golfe e marinas de primeira qualidade, as emoções dos grandes eventos, os mais divertidos parques aquáticos e de diversão, os sabores da cozinha regional, o requinte dos casinos ou a constante animação nos bares e discotecas.»

Nós sabemos, nós sabemos: se por um lado esta pontinha de calor primaveril nos faz a todos levantar menos resmungões da cama, por outro torna-nos mais irritadiços no aquário dos escritórios, dos autocarros, das salas de aulas, dos andaimes ou onde quer que se trabalhe - perante a perspectiva de umas férias ainda tão distantes; «e agora», pensarão vocês, «vêm-me estes tipos falar de Algarve como quem mostra um chocolate a uma criança sem qualquer intenção de lho dar». Mas não foi de propósito: calhou.

Por isso não amuem, vá lá, vá lá, e partilhem connosco as vossas delícias algarvias: praias da vossa preferência, comidas, bebidas, bares, cheiros, horas do dia, hábitos que não dispensam, a paisagem (não se esqueçam do interior, que nem só de litoral é feito o Algarve), as mulheres, os homens, os espectáculos, os eventos, o sol... enfim: falem-nos do vosso especialíssimo e intransmissível Algarve. O telefone é o 800 25 33 33, a partir da 19, com Fernando Alvim e Rita Amado.