sexta-feira, março 16, 2007

O quarteto dos três irmãos Pedro Tochas & Pedro Tochas a solo



E agora, senhoras e senhores, meninos e meninas, para algo completamente diferente, Pedro Tochas - o homem que está que nem pode - na Prova Oral. Eis os espectáculos em rodagem por aí:

Work in Progress: «Pegue em Stand-up Comedy, junte malabarismo, teatro físico e teatro de rua, misture com improviso e interacção com o público, tudo em tom de contador de histórias. Resultado: Work in Progress. Uma homenagem aos espectáculos de variedades do inicio do século XX.

O Palhaço Escultor: «Um malabarista entra num palco onde vai apresentar o seu espectáculo de circo. Devido ao contacto com o público a sua relação com o malabarismo altera-se. Neste momento os seus sentimentos tomam conta da situação, apaixona-se, zanga-se, fica contente, fica triste, esquecendo-se por vezes que está ali para fazer malabarismo. Começa a utilizar as imagens que cria com balões e outros adereços para mostrar o que sente.

Partindo deste conceito, o actor desenvolve um trabalho de teatro físico que vai para além da representação entrando no campo do entertainer. Aplicando a técnica de clown, o actor reinventa a sua relação com o que o rodeia, onde o público é convidado a participar. Partindo dos adereços tradicionais do malabarismo, ele vai acrescentando objectos do dia a dia e balões, permitindo assim uma performance dinâmica e variada, que vai ao encontro do imaginário de todos nós.

O Palhaço Escultor é um trabalho interdisciplinar onde se procura comunicar através de imagens e linguagem não verbal, onde se utiliza o teatro físico e de rua, o circo e as esculturas com balões e onde se pode notar a influência e o ambiente do cinema mudo.

Vencedor do Adelaide International Buskers Festival - 2006.»

Maiores de 18 - stand-up comedy para adultos: «Todos nós temos uma faceta pervertida, radical, de extremos, que escondemos das outras pessoas, onde dizemos, fazemos ou pensamos coisas que temos vergonha de mostrar à nossa mãe. Este é o mundo de Maiores de 18. Sexo, política, raiva e ainda mais sexo num espectáculo que vai do ofensivo ao poético, com uma comédia agressiva para uma sociedade agressiva. Este espectáculo pode mudar a tua vida... ou talvez não!»


Podem consultar datas e locais das próximas apresentações no site oficial de Pedro Tochas. Por cá, iremos falar do percurso absolutamente original deste artista: como num meio cada vez mais condicionado e industrializado ele se desenvencilhou sozinho, impôs o seu estilo, o seu ritmo, a sua agenda. Que dificuldades teve?; a água com gás foi realmente importante na sua carreira?; acha que agora o público está mais informado e que, de uma vez por todas, já não toma água com gás só quando está mal disposto?; há diferenças substanciais entre o público português e o estrangeiro?; que conselhos dá a quem está agora a começar a carreira e se queira mandar para a frente sozinho, sem rede?; que arranje uma rede?; e há marcas boas no mercado?

Perguntem, comentem, digam da vossa vivência de espectadores pedrotochianos, caso o sejam, via 800 25 33 33 ou caixa de comentários. Ficamos à espera, às 19, com Fernando Alvim e Rita Amado.

quinta-feira, março 15, 2007

Uma Prova Oral soalheira



Chama-se Hélder Martins, o nosso convidado, e é o director do evento «Algarve Convida», que decorrerá entre os dias 16 e 18 de Março no Pavilhão Atlântico.

Sobre o evento, lemos: «Siga os tons de azul que dão cor às praias algarvias e encha-se de energia! Descubra o charme e o conforto de alguns dos melhores hotéis de Portugal, campos de golfe e marinas de primeira qualidade, as emoções dos grandes eventos, os mais divertidos parques aquáticos e de diversão, os sabores da cozinha regional, o requinte dos casinos ou a constante animação nos bares e discotecas.»

Nós sabemos, nós sabemos: se por um lado esta pontinha de calor primaveril nos faz a todos levantar menos resmungões da cama, por outro torna-nos mais irritadiços no aquário dos escritórios, dos autocarros, das salas de aulas, dos andaimes ou onde quer que se trabalhe - perante a perspectiva de umas férias ainda tão distantes; «e agora», pensarão vocês, «vêm-me estes tipos falar de Algarve como quem mostra um chocolate a uma criança sem qualquer intenção de lho dar». Mas não foi de propósito: calhou.

Por isso não amuem, vá lá, vá lá, e partilhem connosco as vossas delícias algarvias: praias da vossa preferência, comidas, bebidas, bares, cheiros, horas do dia, hábitos que não dispensam, a paisagem (não se esqueçam do interior, que nem só de litoral é feito o Algarve), as mulheres, os homens, os espectáculos, os eventos, o sol... enfim: falem-nos do vosso especialíssimo e intransmissível Algarve. O telefone é o 800 25 33 33, a partir da 19, com Fernando Alvim e Rita Amado.

quarta-feira, março 14, 2007

João Garcia, depois do Evereste



Sobre João Garcia, o nosso convidado de hoje: «Nasceu em Lisboa, em 1967. Aos 16 anos iniciou-se na escalada em rocha, na Serra da Estrela, passando à escalada em neve e gelo, nos Alpes. A subida ao cume do Evereste, o monte mais alto do mundo (8.850m), pisado pela primeira vez por Edmund Hillary e Tenzing Norgay, faz dele o único português a alcançar este feito sem recurso a oxigénio artificial. Para além do Evereste, João Garcia, que pertence à elite do montanhismo mundial, já conquistou outros sete picos com altitudes superiores a 8.000m, um feito ao alcance de muito poucos.»

Sobre o livro que ele escreveu, «Mais Além - Depois do Evereste», editado pela ASA: «Em 1999, João Garcia tornou-se o primeiro e único português a atingir o mítico cume do Evereste. Esta subida bem sucedida foi, no entanto, dramática: o seu companheiro de subida, o belga Pascal Debrouwer, sofreu uma queda, já na descida, à qual não sobreviveu e João Garcia sofreu graves queimaduras por congelamento que levaram à amputação de alguns dedos das mãos e dos pés. No ano 2000, após algum tempo de recuperação, João Garcia decidiu testar a sua capacidade física e emocional para continuar a fazer aquilo que mais gosta: escalar montanhas. Depois de um regresso ao Evereste, para uma pequena homenagem ao seu companheiro falecido, um périplo pelas montanhas do Peru, Nepal, Paquistão e Antárctica provou-lhe que está apto para continuar. Deste périplo nasceu um novo livro, Mais Além, um testemunho da coragem e determinação de quem não quer desistir.»

O que leva uma pessoa a arriscar a vida para escalar uma montanha?; o que a leva a querer subir sempre mais alto?; Como foi processo de recuperação do trauma, mais que o físico, o emocional, pela perda de um companheiro de escalada?; passa, às vezes, pela cabeça desistir?; e o que se traz para casa, no fim da aventura?

Parece-me pois que vamos falar de muito mais do que de alpinismo: vamos falar de determinação, de vencer obstáculos aparentemente impossíveis, de nos excedermos a nós próprios - e de todas esses itens que, em certos sermões, parecem clichés pirosos, mas que contados por quem realmente se pôs à prova, soam de maneira diferente e são-nos de outro proveito.

O número para os vossos comentários, perguntas e relatos de proezas (fazer o pino, a espargata ou cair violentamente da bicicleta à porta da C+S sem tirar o sorriso do «não foi nada, não foi nada» da cara, também conta) é o 800 25 33 33 e a subida começa às 19 horas, com Fernando Alvim e Sílvia Baptista.

terça-feira, março 13, 2007

Querida, encolhi o Shakespeare para 97 minutos



A Prova Oral gostou tanto de ter ido ontem ao teatro que hoje resolveu repetir a dose, desta vez com As Obras Completas de William Shakespeare em 97 minutos . E, novamente, actores à conversa, os três protagonistas desta peça: João Carracedo, Manuel Mendes e Simão Rubim. A sinopse da praxe:

«O espectáculo As Obras Completas de William Shakespeare em 97 minutos, de Adam Long, Daniel Singer e Jess Borgeson, é uma condensação de alta velocidade, género montanha-russa, das obras do grande dramaturgo inglês, William Shakespeare. Uma comédia / farsa hilariante, com João Carracedo, Manuel Mendes e Simão Rubim, que revisita as trinta e sete obras de Shakespeare: as tragédias, as comédias, as peças históricas e até os sonetos!Este enorme êxito teatral português, conforme toda a crítica o atesta, está em cena há mais de 9 anos e foi visto por 148.890 espectadores. O espectáculo fez 112 digressões e 971 representações até à data.»

Sim, leram bem: em cena há mais de 9 anos, 148.890 espectadores e 971 representações. Mas afinal há crise de espectadores de teatro ou não?; qual o segredo de tal longevidade e afluência? - é por ser comédia?, é por ser Shakespeare?, é por ser Shakespeare sem a ameaça de três horas de nádega sentada? E como se aturam uns aos outros três actores durante tanta digressão seguida? (aposto que o «ser ou não ser, eis a questão» terá sido volta e meia substituído por um «aperto-lhe o pescoço ou não lhe aperto o pescoço»).

Bem, no meio de tanto espectador, não acredito que não haja um ou outro «cliente» da Prova Oral: pois que se manifeste e nos faça a crónica do que viu e ouviu, via 800 25 33 33 ou caixa de comentários deste blog. A partir das 19, com Fernando Alvim e Cátia Simão.

segunda-feira, março 12, 2007

Os pequenos crimes conjugais da Margarida



A Prova Oral vai hoje ao teatro ou, por outra, é o teatro que vem à Prova Oral, pela mão da belíssima actriz Margarida Marinho, co-protagonista, com Paulo Pires, da peça «Pequenos crimes conjugais», em cena no Salão Nobre do Teatro Nacional Dona Maria II, de 30 de Janeiro a 1 de Abril (não é mentira). Uma sinopse, para vos ambientar:

«Jaime sofre de amnésia, após ter sido vítima de um misterioso acidente. Ao regressar a casa, para a sua esposa de há quinze anos, Luísa, Jaime é um estranho, até para ele próprio. Rapidamente instala-se um clima de desconfiança e insegurança entre ambos.

Quem é, afinal, Jaime? Quem é Luísa? Através de um diálogo sobre questões como a fidelidade e a individualidade, ambos tentam reconstruir a sua vida em comum mas, acima de tudo, a sua existência. Mas e se Luísa estiver a mentir? Poderá Jaime acreditar que é de facto o homem que Luísa lhe descreve? A procura da verdade será o grande objectivo desta peça, repleta de surpresas.»

Falemos de teatro: o que têm andado vocês a ver nos últimos tempos?; quem já viu esta peça, diga-nos o que guardou dela; quem não viu, que pergunte sobre o que pode ver - têm à mercê a melhor interlocutora possível para isso. Falemos de teatro, dizia eu, mas também do quotidiano onde ele vai beber: imaginem-se amnésicos; como vos descreveria a vós próprios a pessoa que amam ou com quem vivem? (as duas situações não são equivalentes); e confiariam vocês nessa descrição, ao ponto de, baseados apenas nela dizerem «eu sou esta pessoa»?; ou - que hoje, certamente por ser segunda-feira, estou virado para a transcendências - resiste o amor à amnésia?

Só não se esqueçam do número de telefone, 800 25 33 33 - e, caso não se lembrem, do outro lado estão o Fernando Alvim e a Rita Amado. A partir das 19.