quinta-feira, fevereiro 22, 2007

Pedro Lima e a origem do Surf em Portugal



A conversa de hoje adivinha-se deliciosa com um convidado especialíssimo: chama-se Pedro Lima e, em meados da década de sessenta, deu à costa (salvo seja) na Linha do Estoril com uma prancha de Surf debaixo do braço - a primeira prancha de Surf avistada por estes lados.

Além do mais, Pedro Lima é um aventureiro nato, com uma vida cheia de viagens e práticas desportivas estranhas para um país fechado, conservador, tradicionalista, como era o nosso em pleno Estado Novo. Reparem no currículo que recolhemos:

Começou a montar a cavalo aos 6 anos; começou a praticar box aos 11 anos (até aos 19); campeão 2ª Divisão de Hóquei em Patins (Parede) em 1949; jogou Hóquei, Futebol e Rugby universitário; tirou a Carta de Patrão de Vela em 1945; começou a fazer bodysurf em 1945; começou a fazer surf (em pé) em 1960; caça submarina e mergulho em 1949; mergulhou com o team Cousteau; começou a fazer ski de neve em 1949; fez asa delta e voo à vela (planador); começou a fazer windsurf em 1980; fez viagens à vela longa distância/Dr. Bombard...

Se hoje muitas destas actividades são mais ou menos triviais em certos meios - embora, ainda assim, praticá-las todas juntas seja obra -, imaginem nas décadas de cinquenta, sessenta e afins. Como reagiu o Portugal dessa altura a um excêntrico com uma coisa debaixo do braço que parecia uma tábua-de-passar-a-ferro sem as pernas?; como foi aderindo aquela geração ao Surf?; e o Salazar, sabia?

Vamos folhear sonoramente o álbum de fotografias de Pedro Lima e conversar não só sobre Surf - passado e futuro -, mas também sobre uma época onde o cinzentismo esmagava e alienava todos, ou quase todos, e onde qualquer pontinho colorido na paisagem - como uma prancha de Surf, por exemplo -, fazia muita diferença.

Contamos com a vossa curiosidade, os vossos comentários, as vossas memórias e perplexidades, via 800 25 33 33, a partir das 19, com Fernando Alvim e Marisa Jamaica.

quarta-feira, fevereiro 21, 2007

Bruna Surfistinha na Prova Oral



Bruna Surfistinha, pseudónimo de Raquel Pacheco, é uma ex-prostituta que, aos vinte e um anos de idade, decidiu retirar-se da mais velha profissão do mundo e relatar as suas experiências em livro - e em boa hora o fez, que a coisa vendeu a rodos no Brasil. E porque «O Doce Veneno do Escorpião» (assim se chama o volume em causa) acabou de ser editado cá, vamos tê-la na Prova Oral para uma conversa. Ora leiam a informação que nos chegou sobre o assunto:

«E se uma prostituta resolver fazer os relatos mais íntimos e picantes das suas aventuras? E se, sem pudor, der a cara para falar de três anos de experiências arrojadas e despidas de preconceitos? Poderia parecer ficção, mas não é. Porque a vida de Raquel Pacheco é mesmo verdadeira e assente num punhado de episódios normais no quotidiano de uma "garota de programa" que decidiu passá-los a livro - o resultado é "O Doce Veneno do Escorpião".

Filha de pais de classe média, Bruna Surfistinha - assim se auto-denomina no livro - tinha apenas 17 anos quando fugiu de casa e decidiu começar a prostituir-se. Iniciou-se pelos clubes privados, mas rapidamente optou por trabalhar sozinha, num apartamento arrendado.

Até aos 21 anos, altura em que se apaixonou por um cliente e abandonou a prostituição, Bruna Surfistinha passou pelas mais variadas experiências sexuais com homens, mulheres e em grupo: "Sou a Bruna, faço oral, vaginal e anal."

Em "O Doce Veneno do Escorpião", a jovem dá a conhecer todos os pormenores de uma vida centrada no sexo porque acredita que, assim, pode contribuir "com dicas capazes de tornar a vida sexual dos leitores mais interessante e de apimentar uma brincadeira a dois, três, quatro, cinco..."

Já publicado nos Estados Unidos, Inglaterra e por toda a América Latina, "O Doce Veneno do Escorpião", só no Brasil vendeu mais de 250 mil exemplares. O livro será adaptado ao cinema até final do ano. A autora tem ainda um blogue visitado diariamente por 15 mil utilizadores.»

Oportunidade única, portanto, para satisfazerem junto à fonte a vossa curiosidade - sobre as situações mais estranhas com que a nossa convidada lidou, as mais curiosas, as mais divertidas, as mais assustadoras; e também partilharem connosco a vossa opinião não só sobre este livro, caso o tenham já lido, mas igualmente sobre este tipo de relatos, saídos da intimidade para o papel, que cada vez mais povoam as estantes das livrarias e despertam a curiosidade de muita gente: interessa-vos à partida?, não interessa, mas como toda a gente fala do assunto, acabam por se interessar?, ou são livros que vos passam completamente ao lado?

Têm à disposição, já sabem, o 800 25 33 33, o Fernando Alvim e a Marisa Jamaica: tudo a partir das 19.

PS: o vídeo que encima este post é o excerto de uma entrevista de Bruna Surfistinha a Jô Soares.



Passatempo Prova Oral/ Restart/Workshop de Guerilha Dv.


Atenção, até ao dia 26 deste mês, a prova oral juntamente com a Restart (www.restart.pt)vai realizar um passatempo que dará ao vencedor a possibilidade de participar no workshop de Guerrilha DV.

O workshop de que agora falamos é um curso inicial intensivo orientado para todos aqueles que sempre acreditaram ser possível fazer filmes de baixo custo com a sua câmara de vídeo digital (Mini DV), mas não sabiam como, ou mesmo para aqueles que queiram acima de tudo aperfeiçoar a sua técnica, seja em termos de escrita, direcção, captação de imagem ou Montagem.

Esta é por isso uma grande oportunidade para todos os ouvintes da prova oral que podem ganhar acesso a este workshop sem que tenham que pagar nada por isso. Basta, apenas e só , que vençam o passatempo.

E assim, o que pedimos é que até ao dia 26 nos façam chegar uma sinopse com uma grande ideia para uma curta metragem que se proponham realizar. A melhor ideia (Sinopse), já decerto advinharam, vai ganhar acesso ao workshop de que se fala.

Será a Restar a escolher o vencedor mas devem enviar o vosso mail para: provaoral@rdp.pt. Até ao dia 26 deste mês.

terça-feira, fevereiro 20, 2007

Trilogia Eles vs Elas. Última Emissão

E hoje é o último dia da baptizada agorinha mesmo "Trilogia Elas vs Eles". Se bem se recordam, na primeira emissão 5 mulheres falaram sobre eles e na segunda 5 homens falaram sobre elas. Na última, que é hoje, juntamos ambos os sexos, 4 homens e 4 mulheres - porque não havia microfones para mais - a falarem uns sobre os outros de forma assertiva e parece-nos bastante civilizada.

Ainda assim, se ouviram alguma das emissões e acham que ficou alguma coisa por dizer, pois façam-no através deste blog deixando um post com a vossa opinião, pergunta ou provocação.

Podem também dar sugestões para novas emissões especiais que nós gostamos.

Hoje, Mulheres vs Homens, a última emissão. A partir das 19, na Antena 3.

segunda-feira, fevereiro 19, 2007

Rui Lage e a nova poesia portuguesa na Prova Oral



No seu blog, a propósito do comentário de um leitor que disse não gostar de poesia, o poeta valter hugo mãe (assim mesmo, em letra pequena), respondeu: «pá, nem sei que te diga. a sério. mas há alguma coisa que me frustra no facto de alguém dizer que não gosta de poesia. se eu te disser «portugal não é um país, é um lugar mal frequentado» (o'neil) ou «felizes aqueles que administram sabiamente a tristeza e aprendem a reparti-la pelos dias» (ruy belo), não reages? é horrível? porque está designado como poesia? hummmmm. não pode ser. não gostar, assim categoricamente, de poesia, é como não gostar de falar. como se fosse melhor sermos mudos e não existirem palavras.»

Vamos pois, na emissão de hoje da Prova Oral, falar de poesia - do quanto o nosso país é, ao mesmo tempo, um país de poetas e de pessoas a quem a poesia passa completamente ao lado. E connosco estará Rui Lage, poeta, tradutor e crítico literário desta novíssima fornada (nasceu em 1975). Publicou os livros de poesia «Antigo e Primeiro», «Berçário», «Revólver», traduziu para português Paul Auster («Poemas Escolhidos») e Pablo Neruda («Crepusculário»), tudo sob a chancela das Quasi; autor ainda da antologia e ensaio «a meta física do corpo - sobre a poesia de valter hugo mãe», edição Cosmorama. Fundou e dirigiu durante alguns anos a revista aguasfurtadas que foi e continua a ser uma espécie de farol de jovens autores em fermentação. É membro da Fundação Eugénio de Andrade.

Que temos nós a ver com poesia?, ou que tem a poesia a ver connosco?, lê-la ou não lê-la, que diferença faz? - se apanhamos e perdemos à mesma o autocarro, se não nos resolve os problemas de canalização da casa, se não nos ajuda nas limpezas periódicas, não muda a areia ao gato, não atenua a dor de dentes nem previne o aparecimento do herpes labial; o que é ler poesia, no fim de contas?; o que é compreender - tirar partido - de um poema e como se pode ensiná-lo escola sem fazer com que parte dos estudantes lhe fujam a sete pés?

Tópicos e mais tópicos para a conversa, onde podem e devem participar, como sempre, ora falando pelo 800 25 33 33, ora escrevendo na caixa de comentários aqui do blog. Já agora: qual foi o último poema que leram?; vá, partilhem connosco algum verso que vos tenha marcado, mesmo que vos tenha vindo às mãos e à mente via sms de telemóvel e não façam a mínima sobre o autor.

Hoje, a partir das 19, com Fernando Alvim e Marisa Jamaica.




O vídeo em cima é um excerto da actuação dos Naifa, no Theatro Circo, em Braga, no final do ano passado: «A verdade apanha-se com enganos», canção com poema de Pedro Sena-Lino.



P.S - Passatempo Prova Oral/ Restart/Workshop de Guerilha Dv.


Atenção, até ao dia 26 deste mês, a prova oral juntamente com a Restart (www.restart.pt)vai realizar um passatempo que dará ao vencedor a possibilidade de participar no workshop de Guerrilha DV.

O workshop de que agora falamos é um curso inicial intensivo orientado para todos aqueles que sempre acreditaram ser possível fazer filmes de baixo custo com a sua câmara de vídeo digital (Mini DV), mas não sabiam como, ou mesmo para aqueles que queiram acima de tudo aperfeiçoar a sua técnica, seja em termos de escrita, direcção, captação de imagem ou Montagem.

Esta é por isso uma grande oportunidade para todos os ouvintes da prova oral que podem ganhar acesso a este workshop sem que tenham que pagar nada por isso. Basta, apenas e só , que vençam o passatempo.

E assim, o que pedimos é que até ao dia 26 nos façam chegar uma sinopse com uma ideia para curta metragem que se proponham realizar. A melhor ideia (Sinopse), já decerto advinharam, vai ganhar acesso ao workshop de que se fala.

Será a Restar a escolher o vencedor mas devem enviar o vosso mail para: provaoral@rdp.pt. Até ao dia 26 deste mês.

sexta-feira, fevereiro 16, 2007

Os Serviços Secretos Portugueses segundo José Vegar



José Vegar é escritor e jornalista, especialmente interessado nos casos de polícia, de corrupção, de segurança. Sobre isso editou recentemente, em parceria com Maria José Morgado, «O Inimigo Sem Rosto» e, mais recentemente ainda, «Serviços Secretos Portugues - História e Poder da Espionagem nacional» - livro que teremos hoje em cima da mesa da Prova Oral. Segue então uma pequena sinopse:

«A segurança dos cidadãos e o poder do Estado dependem dos seus serviços secretos. Baseado numa investigação rigorosa com mais de uma década, este livro mostra-nos pela primeira vez a realidade oculta dos serviços secretos portugueses. As ameaças que investigam, os métodos de pesquisa e análise utilizados, o modo como se movimentam no terreno e com que riscos se defrontam os seus operacionais. A ameaça real do terrorismo islâmico no nosso país, o perigo causado pelo crime organizado global, o tráfico de armas e estupefacientes cada vez mais sofisticado, as redes de máfia chinesa impenetráveis, a manipulação do bilhete de identidade nacional por falsificadores de todo o mundo, ou a omnipresença da corrupção numa sociedade cada vez mais dominada por interesses. Serviços de Informações de Segurança, Serviço de Informações Estratégicas de Defesa, Polícia Judiciária, Serviços de Estrangeiros e Fronteiras, PSP e GNR são as principais forças que entram neste perigoso jogo e se confrontam na disputa do espaço das informações e do controlo de um território marcado pela indefinição de fronteiras e competências. Um mundo onde reina a conflituosidade e a falta de cooperação.»

Sob escuta estará o nosso 800 25 33 33, para onde poderão perguntar e comentar, não só a respeito destas questões todas da segurança nacional - o que mais vos intimida?; confiam nas nossas várias polícias?; consideram que frequentemente, em nome dessa segurança, as autoridades pisam o risco e se tornam invasivas e castradoras (ui) das liberdades individuais? -; mas também sobre o processo da escrita deste livro: se foi difícil investigar matérias tão secretas, se quem detinha a informação se predispôs a facultá-la ao jornalista ou, em vez disso, este teve que se vestir de James Bond, entrar no jogo e investigar segundo as mesmas regras dos serviços investigados? E por falar em James Bond, que tradição temos de espionagem? Algum agente, ao longo da História houve, assim particularmente carismático?

Hoje, a partir das 19, com Fernando Alvim e Cátia Simão, que neste momento, lá de baixo, observam a janela do vosso prédio, de sobretudo e chapéu, fingindo não se conhecerem um ao outro.